quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Cavalo Bravo - Mapeamento Cultural

TEXTO DA FICHA 1
MANIFESTAÇÕES E EVENTOS – EEF SÃO PAULO – CAVALO BRAVO
DRAMA

Essa manifestação cultural proveniente da cultura negra, é realizada na comunidade de Cavalo Bravo há muitos anos. É uma cultura que vem sendo passada de geração em geração. Hoje é liderada pela moradora Silva Ferreira Brandão de Sousa que mora na comunidade desde que nasceu.
O drama é realizado para todos os tipos de público. Para realizar o drama é preciso de no mínimo 15 pessoas com idades e etnias variadas. Cada pessoa representa um personagem e tem sua própria função dentro do drama. Para a apresentação de um drama são necessários de no mínimo três horas. Para a organizadora Silvia Ferreira esta manifestação é muito importante para se preservar a cultura local . “infelizmente hoje não se dá mais o mesmo valor que se dava antes a este tipo de evento e isto é muito ruim pois a cultura vai morrendo. Queria que alguém se interessasse em dar continuidade quando eu não mais puder!” Diz.


Identificação do entrevistado ou entrevistada
Nome – Silva Ferreira Brandão de Sousa
Como é conhecido (a) - Silva
Ocupação – Artesã
Desde quando mora na localidade
Há 37 anos

Rosiane Vasconcelos de Sousa – 9° ano – Idade – 13 anos


TEXTO DA FICHA 2
VASSOURA DE PALHA

Em Cavalo Bravo localizado no município de Cruz, há 23 anos, reside a sra. Francisca Pereira do Nascimento de 67 anos, filha de Maria da Cruz da Conceição e Manoel Pereira Marques. Mais conhecida como D. Francisca realiza uma importante atividade proveniente da cultura indígena com olho de palha da carnaubeira e corda do linho também da carnaubeira ela produz a vassoura de palha muito utilizada para limpeza dos tetos das casas e também em fornos de casa de farinha.
Para ser feita, são necessários alguns dias. Primeiro tira-se o olho da carnaubeira, espalha-se no chão e espera-se por 6 dias ate que sequem. Depois risca-se a palha com uma faca, toma-se 6 olhos e vai trançando um ao outro e amarrando com a corda por um palmo e meio de tamanho depois amarra arrematando. Por fim apara-se as pontas das palhas com o auxílio de uma faca para que a vassoura fique pronta para uso.

Identificação do entrevistado ou entrevistada
Nome – Francisca Pereira do Nascimento
Como é conhecido (a) Dona Francisca
Ocupação aposentada
Desde quando mora na localidade 23 anos
Gênero: ( ) homem ( X ) mulher
Idade 67 anos

Milena Rodrigues da Silveira – 6° ano – 11 anos


TEXTO DA FICHA 2
ESTEIRA DE JUNCO

Júlia Maria de Sousa, filha de Maria Júlia do nascimento e de Raimundo Salgueiro Araújo, residente na comunidade há 5 anos realiza uma atividade artesanal de muita utilidade para a região. A esteira de junco.
Aprendeu o ofício quando era ainda pequena, hoje com 46 anos de idade D. Júlia ainda faz esta atividade com muita maestria porém afirma que não a faz mais como antigamente porque a matéria prima está sofrendo modificações e o costume da utilização da esteira de junco está sendo esquecida.
A esteira é utilizada em lombos de animais: cavalo, burros jumentos... quando os mesmos são montados. Segundo D. Júlia antigamente também se utilizava esteira de junco para se fazer cama. “fazia um girau de madeira e forrava com a esteira depois vestia a esteira com um lençol e a cama estava pronta.”


Nome – Júlia Maria de Sousa
Como é conhecido (a) – Julinha do Arnoudo
Ocupação – doméstica
Desde quando mora na localidade – 5 anos
Gênero: ( ) homem (x) mulher
Idade – 45 anos


Antônia Isaíra Araújo – 9° ano – 14 anos


TEXTO DA FICHA 5
BRINCADEIRAS E BRINQUEDOS INFANTIS
TRÊS, TRÊS PASSARÁ

Na localidade de Cavalo Bravo uma das muitas brincadeiras que o povo de antigamente brincava e algumas crianças de hoje ainda brincam é o três, três passará.
Maria do Socorro de Sousa tem 53 anos, e vive na comunidade desde que nasceu. Quando era criança brincava muito e sua brincadeira preferida era o três, três passará. Dona Socorro acha que deveria ser feito um resgate das brincadeiras antigas para que as crianças de hoje conheçam e possam dar continuação á cultura que pouco a pouco vem cedendo lugar para as culturas de fora.
D. Socorro afirma: “tenho vontade de ensinar pra essas crianças de hoje como a gente brincava antigamente!”



Identificação do entrevistado(a)
Nome- Maria Socorro de Sousa
Como é conhecido(a) D. Neném
Ocupação auxiliar de serviço
Desde quando mora na localidade? Desde que nasci
Gênero ( ) homem ( X ) mulher
Idade 53 anos

Antônia Cleidiane de Sousa – 7° ano – 12 anos


TEXTO DA FICHA 5
BRINCADEIRAS E BRINQUEDOS INFANTIS
BOCA DE FORNO

Essa brincadeira é muito antiga desde o tempo da escravidão no Brasil. Era uma forma das crianças da época especialmente as negras se divertirem e é claro, elas só podiam fazer isso manifestando aquilo que viviam e conheciam.
“Eu brinquei muito de boca de forno!” lembra D. Alzira “ e eu gostava mesmo era de ser o comandante da brincadeira” . hoje poucas crianças a conhecem. Mas essa é uma brincadeira muito divertida e bem prazerosa.

Nome- Alzira Nunes Brandão de Sousa
Como é conhecido(a) Alzirinha
Ocupação diretora
Desde quando mora na localidade? Desde 1981
Gênero ( ) homem ( X ) mulher
Idade 49 anos

Antônia Cleidiane de Sousa – 7° ano – 12 anos


TEXTO DA FICHA 7
EXPRESSÕES E VOCÁBULOS LOCAIS E REGIONAIS
INHACA

Inhaca é uma expressão muito comum em nossa comunidade usada no nosso vocabulário com a intenção de expressar um cheiro desagradável. É uma palavra de origem indígena.
Essas e outras frases são usadas no nosso dia a dia e muitas vezes não conhecemos a sua origem por isso é muito importante que se faça estudos destas palavras e expressões para assim “aprimorar os conhecimentos e o vocabulário das crianças e adolescentes.” Palavras do entrevistados.




Nome- Osmundo de Sousa Albuquerque
Como é conhecido(a) Osmundo
Ocupação professor
Desde quando mora na localidade? Desde que nasci
Gênero ( X ) homem () mulher
Idade 26

Bruno Rafael Ferreira – 8° ano – 15 anos


TEXTO DA FICHA 7
EXPRESSÕES E VOCÁBULOS LOCAIS E REGIONAIS
CAFIFA


Cafifa é segundo a entrevistada uma gíria de origem africana usado por alguém que está desconfiado de algo...
Diz a mesma que essa gíria é muito usada nos dias de hoje e sita uma frase muito comum de se ouvir “ ouvi uma história que me deixou encafifado.
Para preservar a cultura dos nossos negros africanos é muito importante que crianças e adolescentes aprendam como utiliza-las e seus significados para que os mesmos não sejam usados de maneira errada.


Nome- Maria Vanda Marques
Como é conhecido(a) Vanda ou Mariazinha
Ocupação professor
Desde quando mora na localidade- Desde 1992
Gênero ( ) homem (X) mulher
Idade 36

Francisco de Paulo Silva – 8°ano – 13 anos

2 comentários:

Alzira Nunes disse...

Conheço essa escola e seu trabalho

Alzira Nunes disse...

Serviços ofertados as crianças em 2010:
Escola, PETI, Pro Jovem, Catequese cristã, Esporte: Futebol, Vôlei, Praça, e outros ...