terça-feira, 23 de setembro de 2008

Escrevendo o Futuro - 2008 - Memórias - Selecionadas Nivel Escolar

Categoria II - Memórias - Selecionadas Nivel Escolar

Lembranças do meu lugar

Emociona-me quando falo de meu passado. Foram muitos os momentos de felicidade. A tranqüilidade e a beleza reinavam na simples localidade de Paraguai, onde passei toda minha infância usufruindo o sossego que irradiava o pequeno e humilde povoado.
A luz do iluminando as brincadeiras que brincávamos, eu e meus irmãos em volta da nossa humilde casa feita de taipa, enquanto nossos pais no terreiro conversavam.
Ao amanhecer o sol surgia iluminado à bela e grande mata que enfeitava minha tão pacata localidade. Eu acordava com o cantor dos pássaros que me faziam levantar com disposição para mais um dia.
As varedas eram o único caminho que davam acesso às outras casas, eram estreitas, mas as árvores em cada lado das varedas fazia de cada posso uma alegria cada vez maior. Esta por elas que chegávamos à estrada carroçais que nos levava até a cidade mais próxima para irmos ao médico ao fazer as compras, irmos a cavalo ou a pé.
Com o passar dos anos tudo mudou. Hoje as casas são de tijolos e muitas pessoas tentam fazer de suas casas um ambiente cada vez mais aconchegante e luxuosa. O luar parece até que foi embora, pois as pessoas não vão mais para seus terreiros, hoje todos preferem a televisão. As varedas enlanguesceram e se chamam estradas carroçal. Ela nos dá acesso ao asfalto ligando as cidades. Com transportes mais modernos, nossa vida facilitou, chegamos lá mais rápido evitando aquele cansaço. Hoje nossa localidade já usufrui comércios e posto de saúde.
As lembranças do meu lugar jamais vão fugir de minha memória, pois apesar de hoje está bem desenvolvido nunca vou conseguir esquecer da tranqüilidade que antigamente existia.

Escola de Ensino Fundamental João Evangelista da Cruz
Aluno: Andreza Rodrigues Brandão
Professor: Maria da Silva Albuquerque
Serie:9° ano



Categoria II- Memórias

Minha Querida Lagoa Salgada

Sou João Geraldo e tenho 95 anos de vida, passados na minha querida Lagoa Salgada, comunidade localizada no município de Cruz situada no interior do estado do Ceará.
Minha comunidade é pequena, motivo esse que a fez muito aconchegante. O nome foi dado a ela por que quando a maré estava cheia colocava água do mar para dentro da lagoa e a mesma ficava com sua água salgada.
Lembro-me das poucas ruas por onde passavam carroça e cavalos, únicos meios de transportes existentes. Hoje circular por elas que estão maiores carros e bicicletas.
Naquele tempo a maioria das casas era de taipa casinha deita de barro e cipó, e as poucas casas de tijolos pertenciam as famílias mais ricas. Uma das coisas que eu mais gostava era de sentir o cheiro da comida feita no fogão a lenha de minha mãe. Tudo parecia muito bom as lembranças se misturam com a saudade dos meus velhos tempos de criança.
Mas antigamente existiam dificuldades também, pois não existiam escolas e por isso não sei ler e nem escrever.
Se depois de um tempo construíram uma escola, pena que eu não tinha mais tempo pra me dedicar aos estudos. Eu sabia que os alunos morriam de medo das professoras, por que elas sempre davam um corretivo naqueles que não cumprissem as regras, palmatória e poros joelho no milho eram os piores.
Minha infância aqui também foi difícil, pois tinha que trabalhar com meu pai e quase não brincava, mas sempre tratava de dar um jeitinho e fugia pra jogar bola de saco ou meia com meus amigos.
Antigamente não se tinha aqui em Lagoa Salgada uma igreja, nem capela por isso eu e minha família percorríamos cerca de 3 Km para assistir a missa na igreja matriz da cidade de Cruz.
Hoje estou velho, mas mesmo com as falhas de memória causadas pelo tempo ainda lembro-me de um tempo bom vivido na minha querida Lagoa Salgada.

Escola de Ensino Fundamental Raimunda Elvira Brandão
Aluno: Francisco Breno de Sousa Neves
Professora: Gleiciane Maria Silveira e Freitas
Serie: 9° ano



Categoria II- Memórias

Simples, mais Gostoso

Bom. Para começa de conversa; meu nome é José Chagas, tenho 82 anos de idade. Na minha época de criança era todo ótimo, tranqüilo; tinha muito morro e mangue aqui no Preá e gente não tinha quase ninguém, pois, só o Sr Chico Anão morava aqui.
Escola naquela época era difícil, e eram muito rígidos os estudos, os alunos morriam de medo da palmatória e de ficar de joelho no milho. Eu tinha dificuldades, mas tive oportunidade de estudar e não me interesse como me arrependo!
Naquela época brincávamos muito, e era mais divertido que hoje, era as mesmas que brincam hoje em dia, mas na hora de brincar, era muita gente.
Naquele tempo era simples, a casa era simples. Eram de taipa, as portas de palha com um pedacinho de madeira que servia de fechadura. As coisas que usavam em asa eram ainda mais simples, as panelas eram de barro, o fogão era a lenha, mas esse detalhe não impedia que a comida ficasse muito gostosa, parecia que a fumacinha dava um gostinho especial à comida.
O tempo passou muito rápido, infelizmente. Comecei a trabalhar, fazia de quase tudo o que papai fazia. As coisas que nós produzíamos na roça, trocávamos com os vizinhos, o que tinha o outro não tinha, e assim ia a vida: boa e bela.
As pessoas se davam mais valor, as roupas eram bem vestidas, e muito diferente de hoje, sendo assim, todos se respeitavam. Os filhos então, tratavam os pais com o maior respeito, se respondesse o pai ou mãe levava uma sova daquelas.
Antigamente não existia namoro, pois não podiam nem pegar na mão, durante pouco o namoro e casavam-se logo, qualquer besteira a família ficava falada.
As festas eram lindas, as pessoas iam com suas melhores roupas, casamento, era festa grande, era uma no casamento, mas muito antes tinha uma pro noivado.
E eram assim as coisas no meu tempo. Tempo bons aqueles. Eu sinto saudades, pois época igual aquela não volta mais, e nem existe mais. Essas são lembranças boas do meu passado. Hoje me arrependo de não ter aproveitado melhor aquela época. Por isso, aproveitem bastante, pois quando sentirem saudades, saberão que aproveitaram o melhor que puderam.

Escola de Ensino Fundamental Leopoldo Manoel de Medeiros
Aluno: Francisca Silvanir Pessoa
professora: Eva Freitas de Menezes
Serie: 8° ano



Categoria II- Memórias

Relembrar e Viver Novamente


Sou filho de agricultor, meu pai tinha o roçado como seu ganha pão e seus filhos como ajudantes. Todos os anos brocávamos e cultivávamos a roça para fazermos a farinha, que era o sustento e o pão de cada dia. Junto com a roça, plantávamos também o milho, o feijão além da melancia, melão, pepino e cabaça.
Sempre que terminava o roçado passava no ano seguinte a ser capoeira, eu e meus irmãos plantávamos cajueiros para que no futuro teríamos outras fonte de renda, a castanha.
Recordo de quando pequeno, morávamos numa localidade chamada Cajueirinho II, município de Cruz, era uma época calma e tranqüila. Nossa casa, era espaçosa e dava para hospedar trabalhadores em tempo de farinhada. Havia várias salas, alguns quartos, um alpendre que rodeava toda a casa, tornando-a arejada e aconchegante. Na sala de fora, ficavam as cadeiras para as visitas, feitas com madeira e couro. O fogão era a lenha e espalhava o cheiro do feijão pela a casa toda. Meu pai tinha vários animais, todos as tarde eu ia deixá-los na capoeira. Houve até uma vez que caído cavalo e desmaiei. Acordei minutos depois num tucum (que é um tipo de rede feita da fibra da palmeira) de minha casa um pouco atordoado.
Naquela época as diversões eram poucas, somente aos domingos é que brincávamos de cavalinho retirados do talo de carnaúba e o jogo de futebol com bolos de maias ou de chinelos.
Nas noites de lua clara é amos passear na velha estrada coberta de areia bem alva que abri caminho no horizonte, o cheiro das matas das flores misturadas com o vento, dava aquela vontade de caminhar, caminhar sem rumo.
Agora, tudo mudou, as grandes matas deram lugar ao plantio de mais roçados e capoeiras. O terreno próximo a velha estrada de terra, cedeu espaço a uma nova BR-085, trazendo com ela carros novos e modernos que passam em alta velocidade pela pista, admirando os moradores.
O fogão a lenha foi substituído pelo fogão a gás, a energia chegou trazendo com ela os objetos eletrônicos como tv, que tomou o espaço dos bate papos, onde crianças e adultos se encontravam nas noites de lua clara para contar anedotas e histórias.
Hoje, com 56 anos, sempre relembro com meus quatro filhos, o meu passado, minhas boas recordações que jamais serão esquecidas.

Escola de Ensino Fundamental Joaquim José Monteiro
Aluno: Márcio Aires Araújo
Professor: Amélia Maria Vasconcelos
Serie: 8° ano



Categoria II – Memórias

O lugar onde vivo

O lugar onde vivo é situado no município de Cruz, Estado do Ceará e se encontra a 250 km da capital.
O nome Cedro originou-se duma planta que tinha esse nome e era conhecida por todos que por aqui passavam. A sua utilidade era grande, pois abrigava os viajantes ao meio dia, para fazerem suas refeições.
Depois de alguns anos construíram-se casas e assim as famílias foram se acostumando. Vivendo da agricultura e colhendo os frutos da terra.
Atualmente tudo está mudando temos, energia elétrica, telefone público, igreja onde as pessoas se reúnem e uma escola na qual eu estudo. Em suas extremidades passa a estrada que liga Fortaleza a Jericoacoara, um dos pontos turísticos conhecidos no mundo inteiro.
Portanto sinto muito orgulho em morar aqui e dizer para todos os brasileiros que aqui é o lugar onde eu me sinto feliz com minha família.

Escola Ensino Fundamental Artidouro Mendes Sousa
Professor: Maria Angelúcia Vasconcelos
Aluno: Isabel Farias Vasconcelos Neta
Série: 9° Ano



Categoria II – Memórias

Um tempo que passou

A minha infância foi um tempo que não tive como aproveitá-la do modo que devia ser, por falta de recursos. Eu desde sete anos de idade trabalho na agricultura.
Minha família é humilde, típica de nossas localidades. Todos de minha comunidade são assim, trabalhadores e honestos que mal ganham o pão de cada dia, nós somos povos da roça.
Todas as famílias de nossa localidade foram sempre batalhadoras para sustentar os filhos, e hoje seus filhos estão seguindo os mesmos passos dos pais.
Os moradores de minha região, sempre no período chuvoso, plantam uma certa quantia de roça, milho e feijão.
Nós somos agricultores e cultivamos a terra. Mas sonho um dia ser alguém com felicidade e paz. Eu estou estudando, quando terminar meus estudos vou ser um grande trabalhador como muitos outros.

Escola Ensino Fundamental Luís Albano da Silveira
Professora: Maria Rita Silveira
Aluno: Fernando Edson Farias
Série: 8° Ano


Categoria II – Memórias

Saudades da casa em que nasci

Não muito distante daqui, encontra-se o lugar onde nasci, um lugar muito gostoso de se viver, pois nele não tinha aparecido ainda a TV e então as brincadeiras à noite ficavam mais divertidas e os acontecimentos bem mais fáceis de serem compreendidos.
Lá as coisas aconteciam tranqüilamente, foi lá que ensaiei tremulamente os primeiros passos que no mundo dei e sei que é uma terra que me eleva, é por isso, que a minha vida a ela devo.
Com a tranqüilidade natural do lugar pude acompanhar de perto a rotina do dia-a-dia de meus pais que acordavam cedo para irem trabalhar na roça para o sustento de minha família.
Éramos uma família bem numerosa, porém, isso não favoreceu para a desestruturação da mesma.
Ainda com pouca idade, lembro que minha casa ficava perto de uma cidade, próximo a uma vivenda singela.
No meu pensamento tudo era muito belo, por ter sido o meu agasalho. Sei que a casa era pequenina e ficava perto de uma cascata, em volta de uma copada mata. A casa, hoje não mais existe, porém as fortes lembranças dos momentos felizes que lá vive, ainda persiste na minha imaginação.

Escola Ensino Fundamental Filomena Martins dos Santos
Professor: Maria Lucilene Silveira
Aluno: Brena Betriz Nascimento
Série: 9° Ano



Categoria II – Memórias

Relembrar o passado é revivê-lo

Fui visitar Dona Delha, em Córrego dos Anãs, município de Cruz. Ela é uma senhora muito simpática. Começamos a comparar algumas situações de seu tempo com as de hoje. E foi assim que Dona Delha começou a relatar sua história.
Eu morava em Caiçara, um lugar próximo de onde moro. Lá eu vivia com minha família, era um lugar sossegado, com poucas casas e moradores. Morávamos em uma casinha simples de pau-a-pique, com torno de paus e telhado de palha. Quando chovia meus irmãos e eu, íamos pro quarto de mamãe. Um dia, um dos meus irmãos vestiu a roupa de mamãe, e por eu ser a mais velha, levei a culpa. Ela me colocou de castigo em cima de feijões, pelo menos uma meia hora. Quando saí meus joelhos estavam vermelhos e latejando.
Praticamente não tive infância, cuidava dos meus irmãos e da casa, pois, papai ia ensinar e mamãe passava o dia costurando. Ela costurava para os moradores da região.
Não existia escola, então, papai na luz da lamparina ensinava-me e as outras crianças. A aula não era durante o dia, porque geralmente as crianças maiores trabalhavam para ajudar os pais com as despesas de casa. Na aula de papai ele ensinava o alfabeto e a fazer contas, mas se alguém teimasse, tomava palmatória. Era um instrumento usado para castigar com pancadas na palma da mão. Um dia meu pai mandou-me soletrar o alfabeto e como eu não sabia, ele pegou a “horrível palmatória e começou a me bater”, porém não era só nas mãos, era no meu corpo todo e pior com todos me olhando.
Entretanto na adolescência, comecei a ter mais tempo para brincar, meus irmãos já estavam mais crescidos e mamãe não deixava eu brincar com outras mocinhas, ela dizia que elas eram espevitadas, moças muito animadas no modo de falar e nos gestos - “eu sempre chorava”. As vezes quando maínha saia eu ia com as outras meninas, as bonecas eram nossa diversão preferida, quando avistava maínha, corria para casa e pedia que meus irmãos não lhe contassem.
Com os meus 15 anos comecei a namoricar, - namorar por pouco tempo sem compromisso – eu namorava escondido porque meu pai não deixava eu namorar. Eu fui uma moça muito namoradeira, lembro que os namoros do meu tempo era assim: papai pegava a lamparina e sentava no meu dos dois, se meu namorado pegasse na minha mão. Logo chamava nossa atenção. Quando completei 16 anos, conheci um rapaz pelo nome de Antônio, era um moço vistoso, logo que me viu começou a paquerar, e semanas depois começamos a namorar. Com esse moço papai não foi diferente, ele era muito rígido. Lembro-me bem de um dia que, enquanto papai foi buscar fósforo para acender a lamparina, Antônio tentou me roubar um beijo, mais papai chegou bem na hora e colocou ele pra correr.
Aos 17 anos me casei com o Antônio, e fui morar numa casinha de taipa no lugar onde vivo até hoje, tive meu primeiro filho, e depois vieram mais oito, sendo no total cinco homens e quatro mulheres. Criamos todos ele com muitas dificuldades. Em 1997 fiquei viúva, meu marido tinha uma hérnia e no trabalho de capina acabou não resistindo. Senti muito esse momento. Hoje cada vez que fecho os olhos, sinto que essas lembranças ainda batem muito forte no meu peito.

Escola Ensino Fundamental Ladislau de Paulo Magalhães
Professor: Maria Jeane Silveira Nascimento
Aluno: Lana Karina Ferreira
Série: 8° Ano



Categoria II – Memórias

Solidão, nós temos da solidão.

Já faz muito tempo...Se bem me lembro, eu era um rapazote (adolescente) quando avistei, pela primeira vez, as “Terras da Solidão...”.
O lugar fazia jus a seu nome: Mato e pedra dividiam espaço com apenas dois moradores – O Raimundo e o Manoel Rosa Velho – na época, separados por grandes porções de terras.
Recordo-me, com clareza, do dia de nossa chegada: Nosso comboio havia partido de madrugada chegamos ao escurecer.
Minha família instalou-se em uma singela casa de taipa, cuja camarinha (quarto de dormir), não foi suficiente para acomodar todas as nossas redes – onze, se não me falha a memória...
Naquela noite, fiquei a cantarolar baixinho, arremedando o pio agourento da mãe-da-lua (espécie de corujalque, de um mameleiro próximo, cantava triste, anunciando a filha altiva).
Despertei, no dia seguinte, com cheiro forte do café silado.
O sol, que atravessara as frestas da parede de barro socado, batia de leve em meu rosto brônzeo.
Era um dia quente de verão.
Do terreiro de nosso humilde casebre, constatei absorto: Tudo era verde, intocado...Quilômetros e mais quilômetros de flora primitiva, de fauna abundante...
Haviam Onças, Caititus, Cotias, Preás...Havia catingueiras, jurubebas, aroeiras...
O cheiro que vinha da mata era inebriante...Cheiro de mata virgem...
Por vezes, teimo ainda em sentir a pureza daquele odor. Todavia, percebo que os cheiros, assim como os tempos mudaram...
Hoje, o aroma exalado pelas matas já não é tão puro. Misturou-se à poeira dos escapamentos, à fumaça produzida pelas constantes queimadas...
Na verdade, nem a mata é a mesma: as aroeiras, catingueiras e jurubebas, deram lugar aos roçados de subsistência e às imensas florestas de cajueiro, cujo fruto, tornou-se a principal fonte de renda do povo solidense.
A magia, que antes era irradiada pela inóspita Solidão, já não é tão forte, mas, em outros tempos, estabeleceu vínculos inabaláveis entre mim e esta terra.
Em 1958, quando já casado, fui afugentado daqui pelo fantasma da seca, parei nove longos anos de intensa saudade...
As primeiras chuvas me trouxeram de volta a esperança de um recomeço ardia em meu peito...
No regresso, porém, as mudanças eram gritantes: moradias aqui e ali, famílias cada vez mais numerosas.
As “terras da Solidão” formam atualmente “O Solidão”, uma comunidade agrícola situada na Zona Rural do município de Cruz.
O progresso foi chegando devagar, engolindo e transformando o verde...A fantástica diversidade de antes sobrevive apenas em minha já gasta memória...
Vez ou outra, quando me interrogam sobre o Solidão de outrora, me perco no vão das palavras, fico a cismar...Nessas horas o jovem rapazote desperta. Vira onça, vira mameleiro...Sente o cheiro puro da mata virgem... Regressa a um tempo em que as terras da Solidão eram, de fato, solidárias...

Texto escrito a partir da
entrevista com o Senhor
Raimundo Monteiro de Freitas,
de 86 anos.

Escola Ensino Fundamental Pedro Marques da Cunha
Professor: Nélia Cunha Freitas Araújo
Aluno: Luciélia Carla da Cunha
Série: 9° Ano



Categoria II – Memórias

Saudosa Lembranças

No pequeno sítio do papai tinha de tudo, muitas árvores, onde as crianças subiam e comiam muitas frutas! Hoje já não há mais crianças aqui, só os pássaros...enquanto as meninas brincavam de casinha, eu e os outros meninos preparávamos os cavalos-de-pau*. Na corrida dava até briga!
Além da boa vista do sítio, a vista do mato era ainda mais bonita! Adorava cavalgar no campo, demorava horas! A natureza era muito boa, dava muitas goiabas, melhor para mamãe e para o papai, ela fazia muito goiabada. Lembro daquela tina* enorme preta, mamãe mexia tanto que suava com a quentura* do fogo. Enquanto isso papai prensava o queijo, há, eu roubava muito, e depois riscava com o grafo e mamãe achava que era rato!
Eu gostava de festas, e na época das fogueiras, ficava com meus pais conversando. Bem, eu também ia pro samba e dançava com muitas morenas formosas, mais era só dança, pois se bolisse* tinha que casar, mais história de casamento era só com os pais, muito diferente de hoje, que os jovens só fazem bobagens!
De manhazinha, dava preguiça de ir lá no Poço Doce buscar sacos de farinha. Bem, pai e mãe sérios, só pode ser casamento, casei cedo graças a meu jeitão e a meu olhar quarenta e três, a mulher faleceu me deixando quatro filhos os três rapazes e a moça já feitos, ainda bem!
Logo casei, agora a mulher é mais nova! Tive de trabalhar para sustentar a esposa, comecei na pesca, oh Deus! Me apressei e a família aumentou e junto com a família a despesa, a pesca não bastava e fui para a agricultura, agora tenho duas bocas para alimentar, é melhor comprar mais goma e rede...
Enquanto a mulher fazia o feijão maduro, eu ouvia a radiola, é, tinha que comprar um radiozinho que era mais original e eu queria ouvir a música do fuscão preto! Bom, começou a apertar, ainda bem que chegou a época do caju, eu vou juntar muita castanha!
Esse lugar mudou muito! Hoje percebo a diferença! Já fui menino, rapaz homem hoje sou velho, e que sirvo apenas para contar minha saudosa lembrança...

Cavalo-de-pau: brinquedo esculpido no talo da carnaubeira.
Tina: panela grande própria de fazer doces
Bolisse: Ato de engravidar as moças solteiras.
Quentura: Alta temperatura, causando calor.

Escola de Ensino Fundamental São Paulo
Professor: Francisco Henrique da Conceição
Aluno: Andreza Maria Silveira Louzada
Série: 8° Ano




Categoria II – Memórias

Minha vida, minha história

Nos anos de 1945, eu ainda era criança, morava em Caboclos naquela época ainda município de Acaraú, mesmo com essa idade, eu acumulava muito sofrer, errei muito mas aprendi com meus próprios erros, dando o meu máximo.
Eu era uma menina pobre, o meu grande sonho era ver meus pais felizes, pois de onze filhos, apenas eu sobrevivi, fiz muitos sacrifícios, eu trabalhava como uma escrava, debaixo de sol e chuva o trabalho era intenso, e não media esforços para obter a minha e a sobrevivência dos meus pais, o trabalho era com a roça, o algodão e o bordado.
Minha mãe sempre dizia:
- Filha espero que você seja uma pessoa de bons modos, mesmo não podendo ir a escola. Quando alguém interrompia uma conversa, pegávamos uma leruada “uma grande surra”. A comida no tempo da seca era farofa de semente de melancia e farofa de caroço de jucunã. Nos vestíamos com as seguintes fazendas, tecido, chita, volta ao mundo, tergal, almesca, estopa, estampa, tropical ou outros eram pique, seda e cambraia eram tecidos muitos caros.
No dia em que completei 16 anos meu pai morreu. O tempo passou minha mãe pegou uma anemia muito forte e acabou morrendo, fui morar com meus padrinhos, lá eu trabalhei muito, com vinte e quatro anos casei-me, considero-me uma mulher de sorte, mais de treze filhos apenas sete sobreviveram, mesmo assim fiquei contente com os que ficaram vivos.
Consegui construir um alicerce, mais forte que concreto era meu objetivo e o concluiu, pois montei um quebra-cabeça incrível a família, não perfeita porque ninguém é.


Escola Ensino Fundamental Manoel Antônio da Silveira
Professor: Maria Eliane de Sousa Brandão
Aluno: Francisca Janaína do Nascimento
Série: 8° Ano


Que infância!

Naqueles tempos de menina, ajudava no sustento da família fazendo bordado à mão. Desde criança aprendi a arte de bordar e passava hora entretida com essa atividade. Minha mãe, ao meu lado, trabalhava fiando algodão para fazer nossas roupas. De segunda a sexta-feira era sempre a mesma rotina.
Quando chegava sábado e domingo todo o tempo, era dedicada a brincadeira: subíamos nos cajueiros e brincamos de pega-pega, com meus irmãos, primos e amigos. Se for noite de lua clara, a brincadeira continuava. Brincávamos de casinha, fazíamos comida para as bonecas e também brincávamos de cantigas de roda.
Na mocidade continuei ajudando minha família. Quando minha mãe saia, eu inventava de costurar, mesmo com as ordens dela dizendo para não mexer na maquina. Meus estudos foram poucos, pois comecei com 11 anos e fiz somente a 4° serie. Tinha que estudar á noite e meus pais não gostavam. Toda vez que ia me arruma para ir á escola, tinha sempre que ouvir suas advertências. Quando acontecia alguma festa, nem pensar em saia, só em companhia da mamãe. Mas se saiamos para as festas juninas, dava um jeito de escapole e cair na dança.
Hoje recordando as dificuldades tive uma infância feliz.

Centro de Educação Básica Paulo Freire
Aluno: Alessandra




Categoria II - Memórias


Minha Longa Jornada.

Aroeira o inicio de uma longa historia, uma história bem bacana.
Seu Odilon tem 73 anos. Nasceu em cambota, mas logo cedo se mudou para Aroeira. Ele me contou que desde meninote lutou por uma vida melhor.
Tudo começou quando cheguei aqui em Aroeira, com meus cinco anos de idades, em minha volta vi somente quando casas e muitos matos, me adaptei fácil, pois não tinha tanta diferença do lugar onde nasci, ao contrario, foi aqui que fiz muitas amizades, amigas esses que fizeram de minha dura infância um pouquinho melhor. Como todo moleque daquela época, minha brincadeira preferida era cavalo de pau, e quando enjoávamos brincávamos de esconde-esconde, pega-pega e outros que o tempo me fizeram esquecer.
Minha juventude foi totalmente diferente, tive que trocar as brincadeiras pelos trabalhos duro na roça, e com tantas responsabilidades também tive que desistir de um grande sonho, sempre sonhei em estudar; poder conhecer as maravilhas do mundo, mas infelizmente minhas obrigações eram maiores que qualquer coisa, mas nem por isso desiste de aprender, lembro que levei muito tempo para aprender o alfabeto, e não tenho vergonha de dizer que consegui com treze anos e escrevendo no chão. Eu recordo que naquele tempo as paqueras eram jogando pedra e milhos nas garotas, e quando elas devolveram era porque também estavam interessadas. Muitas famílias faziam questão de colocar um banco em frente de suas casas, para que os homens soubessem que ali tinham moças solteiras. Em noite resolvi tentar a sorte em uma casa, lá fui recebido bem e levei a moça para o banquinho e conversamos um pouco de nós. Eu não resisti e dei um beijo na testa dela, ela baixou a cabeça e começou chorar, e eu com medo do pai dela, fui embora e nunca mais voltei. Até hoje eu penso que foi emoção do primeiro beijo.Depois de tantos amores fracassados, consegui encontrar aquela que comigo veio a se casar, com ela dividir todos os meus momentos, construímos uma família onde nasceram quatorzes filhos. Só que o destino também foi muito cruel comigo tirando de mim dez filhos, onde morreram por falta de alimentação por causa de terríveis doenças da época.
O mais importante de tudo isso, foi que consegui chegar no dia de hoje, com meus quatro filhos que são a maior orgulho da minha vida.
Talvez eu não tenha realizado tantas coisas naquela época, mas sou um homem realizado hoje, só me entreteço ao ver hoje em dia tanta violência, tanta miséria, tanta desigualdade. Espero que todos façam com eu, lutem para consegui resultados melhores.

Escola de Ensino Fundamental Santa Cecília
Aluno: Regina Célia de Lima
Professora: Maria Evéunia Araújo carvalho
Serie: 9° ano



Categoria II- Memórias

As verdadeiras diferenças

Vovó Creuza nasceu e criou-se em cajueirinho onde vive até hoje, um lugarzinho pequeno, mais adorado por todos que o conhece. Sempre gostei de conversar com ela, só ficava chateada quando eu não entendia, o significado de algumas palavras mencionado por ela, eu acho esquisito.
Um dia nós duas conversando sobre assuntos do passado, ela resolveu então me contar um pouco das muitas dificuldades enfretandas por ela e sua família, e começou assim:
Morávamos numa casinha de taipo bem pobrezinha, o piso era de terra batida e a fumaça que vinha do fogão a lenha inundava a casa, minha família passava por muitas dificuldades, mas vivíamos felizes, pois nunca prendi a esperança de ter uma vida melhor. Nossa casinha querida, tinha a penas panelas de barro, um pote d’água no pé da parede com um copeiro onde pendurava os canecos e as colherinhas de pau com suas quenguinhas, cozinhávamos a lenha. A iluminação vinha de uma lamparina que ficava em cima do caritó existia também um banquinho de pau do qual eu tinha muitos ciúmes. Lembro-me de minha infância humilde onde eu brincava com minhas bonecas de sabugo e de pano confeccionas pela minha mãe. Naquele tempo quando eu estudava a escola era difícil qualquer deslize lá vinha a palmatória como castigo, outro castigo comum era o aluno de joelhos em cima de caroços de milho e quando a professora se aproximava de mim, logo minhas mãos tremiam e eu me transformava numa verdadeira estatua de gelo.
Mamãe sempre foi uma mulher trabalhadeira e ensinou a mim e as minhas irmãs a fiar algodão no fuso para tecer rede,passávamos o dia quase todo nesse oficio, mas quando chegava a noite eu era a primeira a me arrumar para sair, a minha diversão preferida era ir para as cantorias. O tempo foi passando e os meus pais sempre nos proibiam de namorar ou de falar com menino, mas quando eu já estava bem maduro da vida conheci um viúvo com cinco filhos, nos casamos e tivemos nove filhos e as dificuldades só aumentaram, só quando nos aposentamos é que foi melhorando a nossa vida.
O tempo passou depressa e hoje vivo com as minhas lembranças do passado que eu jamais poderia esquecer as recordações que ficaram na minha mente até hoje.
Nossa vovó, que história surpreendente! Tudo isso aconteceu com a senhora?
Sim minha neta, tudo isso, mas hoje tudo mudou hoje é tão grande a minha felicidade que não consigo descrevê-la.


Escola de Ensino Fundamental Maria Filomeno Sousa
Aluno: Maria Aline de Freitas
Professora: Leida Maria Sousa
Serie: 8° ano



Olimpíadas de Língua Portuguesa
Escrevendo o Futuro
Categoria II – Memórias

Escola: EEF. João Evangelista Vasconcelos
Professor: Maria Edileuza da Silveira
Aluno: Antônio Sérgio Marques
Ano: 8º. Ano

Remexendo o Baú

Certo dia, sem nada para fazer, resolvi remexer em um velho baú e reviver minha infância. Ao abrir o baú, dei logo de cara com um pequeno livrinho . Era a carta do ABC, um livrinho bastante útil nos dois primeiros anos de estudo. Encontrei também a cartilha, um livro um pouco maior e que foi muitíssimo utilizado no meu terceiro ano de estudos. Naquela época, poucos estudavam, pois não tínhamos a oportunidade que as crianças de hoje possuem. Além disso, não existiam escolas como as de hoje e tínhamos que estudar nas casas de famílias. Ao guardar a cartilha, encontrei um antigo álbum de fotografias e, ao abri-lo, a primeira coisa que vi foi uma fotografia minha com meus pais. Nesse momento, comparei o passado com o presente e percebi uma grande diferença. Antes, os filhos tinham um grande respeito e obediência por seus pais, já hoje, os filhos não os obedecem mais e não respeitam quem os trouxe ao mundo.
Virei a página e vi a fotografia onde eu e meus amigos jogavam futebol com uma bola de pano, nosso brinquedo favorito. Encontrei também, uma foto de minha irmã e suas amigas brincando com uma pequena boneca, também confeccionada com pano.
Foi aí que lembrei de uma velha brincadeira que eu e todos os garotos de minha idade costumávamos fazer. Nós todos adorávamos matar pássaros com uma baladeira.
Hoje, arrependo-me de tê-los matados e, se pudesse, traria todos esses inocentes de volta ao mundo.
Logo em seguida, voltei a ótimos tempos, o dia do meu casamento. Naquela época, o casamento era totalmente diferente dos de hoje e, como de costume, meu pai e meu futuro sogro marcaram a data do casamento e ao chegar o dia, mataram um porco e um peru para festejar a cerimônias.
Após minutos compenetrados nas antigas lembranças, chegou um de meus netos perguntando se eu poderia ajudá-lo em uma tarefa da escola sobre a origem da comunidade. Guardei o baú e atendendo ao seu pedido, lembrei logo das antigas histórias sobre a origem do lugar contado por meus pais e avós então falei que em 1870, Frutuoso José de Freitas, primeiro morador do lugar, adquiriu uma área de 3.600 hectares de terra e, tendo-a comprado, o mesmo mandou registrá-la com o nome de Cajueirinho, devido ao fato de ter encontrado um cajueiro solitário no centro do seu terreno.
Esse cajueiro viveu vários anos e, em 1.964, devido ao brejo da primeira cheia do açude da Prata, o mesmo veio a desabar. Porém, em compensação, no mesmo local ficou outro cajueiro que nasceu de um fruto seu e permanece vivo até os dias de hoje. Passando a falar das moradias antigas, falei que antigamente havia quatro tipos de casas: de taipa, de cipó, de palha e de tijolos de areia; falei também que antes as casas eram bem baixas e costumavam ter alpendres ao seu redor.
Ele observou e escreveu tudo que eu disse; em seguida, agradeceu e foi embora, mim deixando novamente sozinho e relembrando tudo de bom que vivi no meu velho tempo de infância.

Texto escrito com base na entrevista com José Simão de Souza, 55 anos.



Olimpíadas de Língua Portuguesa
Escrevendo o Futuro
Categoria II – Memórias

Escola: EEF. Macário José de Farias
Professora: Maria Rosemeire de Vasconcelos Costa
Aluna: Nathália Farias Vasconcelos
Ano: 7º. Ano

A vida nos tempos do queima

Certo dia estava pensando nesses casamentos, na juventude e no namoro da molecada e, de repente percebi quantas mudanças ocorreram, principalmente na intimidade das pessoas. Então, lembrei dos meus tempos de romance em que havia dois seguranças, papai e mamãe; e, um tipo de iluminação bem rara, a lamparina, isso jamais poderia esquecer. Aperto de mão e abraço, nem sempre eram aceitos pelos pais, portanto, só restava dialogar, coisa que nesses tempos modernos não acontece.
Passado alguns minutos, e eu ainda pensando, lembrei-me de um termo bem engraçado, “o queima’’, casamento executado sem a permissão dos pais. A coisa mais louca que existiu naqueles tempos. Porém, era legal. Se um filho saísse para passear e na ocasião conhecesse uma moça, poderia fazer “o queima’’, e rapidamente, sem que os pais soubessem estavam casados, embora que sem idade para assumir a família.
Tenho marcas profundas em minha memória. A vida naquela época não era fácil. As famílias tinham filhos, e por isso, passavam muita necessidade, pois não eram famílias pequenas como as de hoje. Conheço algumas de quinze filhos ou mais. Lembro-me que muitas vezes, passaram fome e esta era tão grande que comia batata de xipé vermelho com carapiau: um peixe pequeno da região, farinha também não tinha, então, usávamos cinza. A situação era muito difícil.
É, nosso lugarzinho sofreu muitas transformações. Viveu seca, enchente e por algumas delas também passei. Nesses dias estou aqui, nesse pequeno cantinho do Ceará, mostrando as marcas de um povo brasileiro que mesmo sofrido, enquanto tem imaginação, não deixa de pensar.



Olimpíadas de Língua Portuguesa
Escrevendo o Futuro
Categoria II – Memórias

Escola: Centro de Educação Básica Maria Pereira Brandão
Professora: Rejane Cláudia Vasconcelos Rocha
Aluna: Bruna Marília Costa
Ano: 8º. Ano

Lembrando as raízes

Naquela época não havia energia elétrica, a luz que clareava a noite era apenas a luz das lamparinas ou a claridade das estrelas e do luar.
Na minha infância não tive nenhum fato marcante, brincava com bonecas feita de pano ou de espigas de milho, além de ter que ir todos os dias trabalhar na roça com meus pais.
As condições de vida eram muito poucas, não tinha opções de trabalhos e o que ganhávamos só dava para comer.
Estudo, não tive muito, pois era muito difícil e as poucas escolas se encontravam no centro da cidade e eu morava na zona rural e ficava muito longe para ir.
Os únicos meios de transportes eram as mulas, cavalos ou carroças ainda assim tinha quem optasse pelas bicicletas.
Eletros domésticos, só em sonho mesmo, naquele tempo não tinham dinheiro para essas mordomias.
Os comércios eram poucos e eram conhecidos como “retalho’’, as coisas eram vendidas apenas pela metade”.
As diversões eram mínimas, tinham aquelas cantorias ao redor de uma fogueira e ainda tinha as serenatas feitas as enamoradas eternas.
Ah! Tinha também os resos que davam o que falar, e as novenas da Igreja que arrastavam enormes multidões.
A minha casa como as da maioria do povoado eram feitas de taipo, palha e barro, mais conhecida como casa de “Pau-a-pique”, havia apenas dois quartos, uma sala, e uma cozinha, onde ficava o fogão a lenha com suas enormes chamas que se via ao longe.
Na minha adolescência fui acertada pelo cupido do amor e senti meu coração bater acelerado e lento ao mesmo tempo.
E logo já estava casada e construí junto ao meu marido uma linda família.
Apesar de ter tido uma vida sofrida hoje tenho o que meus pais não tiveram e dou tudo o que não tive aos meus filhos.
E quando me pergunto o que penso sobre o meu passado, respondo que nunca deixarei de me lembrar das minhas raízes, pois são elas que me tornaram a grande pessoa que sou hoje.

Texto baseado na vida de Francisca Leite de Sousa Silveira.



Olimpíadas de Língua Portuguesa
Escrevendo o Futuro
Categoria II – Memórias

Escola: E.F.M. São Francisco da Cruz.
Professora: Leiliane Regiane Farias
Aluna: Nathália Mendes de Sousa
Ano: 2º. Ano médio


A pratica do aborto em Cruz

Atualmente presenciamos diversas mudanças no comportamento da mulher, que beneficiou e prejudicou sua vida em sociedade. Hoje são inúmeros os casos de mulheres que interrompem de forma brutal uma gravidez e vêem nisso uma forma de não cumprir com sua responsabilidade.
Em minha região a questão do aborto tornou-se um tema polêmico, pois todos possuem uma opinião acerca desse assunto. Um grupo de mulheres que lutam pelo aborto afirmam que: “ temos o direito de exercer nossa sexualidade, temos o direito de ter filhos se e quando quisermos, temos o direito de interromper uma gravidez de maneira pública, legal, sem risco, quando assim quisermos {...}. Autodeterminação é o direito que todas as pessoas têm de decidir sobre sua vida”. Mas eu concordo com o considerado pai da embriologia Karl Ernest Von Baer quando afirma que “A vida humana começa na concepção, isto é, no momento em que o espermatozóide entra em contato com o óvulo, que ocorre já nas primeiras horas após a relação sexual e nessa fase do zigoto que, toda a identidade genética do novo ser é definida, a partir daí, inicia a vida biológica do ser humano”.
Sabemos que antigamente nossas famílias eram constituídas por mais filhos, o papel da mulher era apenas cuidar da casa e da família. Hoje a presença feminina destaca-se cada vez mais, porém isso não justifica o ato de impedir a vida recém-concebida. Mas será que quando falamos em uma gravidez que é causada por estupro, quando a vitima sofre violência cruel e desumana e principalmente sofrimento psicológico nos autoriza o direito de interromper essa gravidez? Argumenta-se que nesses casos devemos levar em consideração o grande valor da saúde mental da mulher, pois o feto continuaria a recordá-la durante nove meses a violência cometida, e apenas aumentaria a sua angústia mental. Porém devemos lembrar que o feto não é o agressor, o agressor é o estuprador, o feto apenas é uma vitima inocente, como a mãe. Por isso, não pode ser morto, com base na consideração não ser ele o agressor.
Certamente para solucionar esse problema, nossos Prefeitos e demais autoridades justificariam que, com a matéria Educação Sexual que já é implantada em todos as escolas, as adolescentes teriam mais informações sobre anticoncepcional e serviços, prevenindo então a gravidez e o aborto, mas está acontecendo exatamente o contrário, a gravidez em mulheres duplicou segundo o Centro Nacional de Saúde.
Entre muitos grupos sociais que dizem sim ao aborto somente Igreja mantém-se firme em defender que o feto é ser vivo, que já tem capacidades humanas: raciocínio, vontade e outras atividades e que a morte significa o fim do crescimento natural.
Portanto, defendo que devem ser utilizadas soluções como: ajuda psicológica, religiosa e social para as vitimas de estupro ou adolescentes que enfrentam uma gravidez indesejada. Devemos enfatizar os valores da família, o respeito ás pessoas, o sentido do verdadeiro amor, que não é apenas atração sexual, mas principalmente a responsabilidade diante dos atos.

Categoria II- Memórias

O lugar onde vivo

Na comunidade em que eu moro, antes era chamado de sito caldeirão, o dono dessas terras deu esse nome. Alguns anos após as pessoas deram o nome de Canafistula por haver varias árvores, cujo nome é Canafistula.
A vegetação de antigamente era mata silvestre agora as pessoas estão desmatando e cultivando os cajueiros.
A cultura do povo era a cantoria, rezados e outros. Ditos populares como, vamos sapia, arriégua, orcuvanbu e outros. Hoje é dificio ter o rezado e a cantoria mais é as seresta e festas e esses ditados populares que ainda falam.
É ariégua.
Antes para cuidar da saúde tinha que se locomover a cidade de Acaraú. As mães têm os seus filhos em casa. E hoje as mães têm no hospital. As coisas mudaram, havendo facilidade para cuidar de nossa saúde. Há hospital, posto de saúde próximo de minha comunidade.
Com isso melhorou 100% a saúde da nossa comunidade, diminuindo a mortalidade e dos idosos.

Escola de Ensino Fundamental Valdemar Paulo Ribeiro
Aluno: José Gilvan Sousa
Professor: Maria Erineide Pinto
Serie: 9° ano

Escrevendo o Futuro – 2008 - Poesias Selecionadas Nivel Escolar

Categoria I - Poesia - Selecionadas a Nivel Escolar

As belezas de Cruz
O município de Cruz
Preocupa-se com a educação
e com a saúde e lazer
Da sua população

As escolas do município
Tem educação e limpeza
Funcionários trabalhadores
Pra ficar uma beleza

a população daqui
Todo fica com alegria
de ver a saúde de seu povo
Melhorar a cada dia

Cruz, tem lazer para as crianças
Como, praças e biblioteca
Açudes, praias e parques
E até uma brinquedoteca.

A maioria da população
Tem água encanada
Que vem lá de uma CAGECE
Que é uma agua bem tratada

Todo mundo tem sua renda
Comércio, croché, pecuária e costura
Mais na sua maioria
Vivem da agricultura

A maioria das pessoas
Tem sua casa pra morar
Ninguém mora na rua
Mas aluguel, alguns tem que pagar

Coleta de lixo
Tem no centro da cidade
E graças a um projeto
Já abrangem várias localidades

O município de Cruz
Tenta evitar Doenças
Mas, também tenta evitar
Um pouco da violência

Aqui nesse lugar
Há muita Vegetação
Coqueiros, Cajueiro e Mangueira
Servindo de alimentação

Escola de Ensino Fundamental Bernardino José Vasconcelos
Aluno: Maria José Silveira Freitas
Professor: Maria Eliâne de Sousa
Serie:5° ano
Categoria I- Poesia


O lugar onde vivo

Neste dia especial
Venho aqui lhe contar,
o lugar onde vivo
É um bom tema pra se falar.

Eu vivo numa comunidade
Que tem paz e união
Porque lá eles não brigam
E vivem em comunhão

Lá existe muitas coisas
E também muito amigos
Por isso que eu gosto muito,
É o lugar onde vivo.

O lugar onde vivo
Á muito trabalhadores
Uns trabalham na agricultura,
E outros são professores.

Estudo numa escola
Que sempre gostei de estudar
Por que lá eu tenho amigos,
Que passam comigo brincando.

Alguns trabalham na varanda
Para o dinheiro ganhar
Ajudar a pagar as contas,
E principalmente se sustentar.

Outros pessoas por exemplo
A mandioca vão raspar
Uns ganham dinheiro
Outros só vão ajudar.

Alguns trabalham na colheita
Para a família ajudar
Eles colhem durante o dia,
E a noite vão descansar.

Aqui vou finalizando
E quero lhe alertar,
o lugar onde vivo,
Eu sempre gostei de mora.

Escola de Ensino Fundamental Valdemar Paulo Ribeiro
Aluno: Maria Mariane do Nascimento
Professor: Maria Erlandia Ribeiro
Serie: 5° ano



Categoria I- Poesia

As Maravilhas do Lugar

Moro em um lugar
Muito sensacional
Onde a gente brinca
Sendo bastante legal.

O lugar onde vivo
É tão maravilhoso
Tem clima muito bom
E é muito gostoso

Tem o prédio comunitário
Que está em construção
Para todas da comunidade
Viverem em ação

O som que ouvimos
É o som dos pássaros
Aqui todos brincam
Em um grande espaço

Também tem o chafariz
Que todos têm necessidades
Lá é público
Para toda a comunidade

Aqui tem uma escola
Que todos podem estudar
Tem até o 7° ano
Para todos se educar.

Escola de Ensino Fundamental Raimundo Luiz da Silveira
Aluno: Maria Juliana da Silveira
Professor: Maria Célia da Silveira
Serie: 6° ano



Categoria I- Poesia

As plantas do meu lugar


Me orgulho e vou falar
Das plantas do meu lugar
Dão frutas gostosas
Que todos devem provar.

Tem coqueiro, cajueiro,
Tem mangueira e muito mais
Quando é tempo das frutas
A gente come demais

Há época em que dá muitas frutas
Que chega até se estragar
Mesmo, vendendo e comendo,
Não dá pra tudo aproveitar

As frutas de mais saídas
São a manga e a castanha,
Cuidando bem o ano inteiro
Será uma boa apanha.

Além de comer o caju
Ainda podemos fazer
Doce, suco, cajuina
E licor para vender.

E a castanha que vendemos
Vira até exportação,
Vendemos por um precinho
E volta com um preção.

A manga também vendemos,
E dela podemos aproveitar,
Doce, geléia e suco
Contribuindo com a culinária do lugar.

Alem de serem gostosas
São fontes de renda
Para os Produtores que se dedicam,
No final são boas vendas.

Para finalizar
Quero lhe aconselhar
A conhecer as plantas
E frutas do meu lugar.

Escola de Ensino Fundamental João Evangelista da Cruz
Aluno: Marcos Augusto Freitas Medeiros
Professor: Maria da Silva Albuquerque
Serie: 6° ano


Categoria I- Poesia

O lugar onde vivo

O lugar onde vivo
É um lugar de tranqüilidade
Gosto da minha escola
Pois tenho Aprendizagem

Nos caminhos dessa vida
Precisamos de passar
No poema, porém
Precisamos se comunicar.

O lugar onde vivo
Tem que ser respeitado
Porque o espaço
Não pode ser abandonado.

O lugar onde vivo
É um castelo de fadas
A vida é um sonho
E tenho muita felicidade

Escola de Ensino Fundamental Artidouro Mendes Sousa
Aluno: Maria Erlândia Araújo Nascimento
Professor: Monica de Assis de Sousa
Serie: 6° ano


Categoria I- Poesia

Meu Cantinho

Querido amigo leitor
Preste muita atenção
Pois vou falar do meu cantinho
De todo meu coração

As águas do meu lugar
São puras e cristalinas
O brilho delas encantam
Como o canto das meninas

As noites por aqui
São muitas estreladas
E ouvimos o canto do galo
Nas belas Madrugadas.

No nosso lugar
Tem uma fruta procurada
E a bonita castanha
Que é muito apreciada

O nosso solo
Está em degradação
Por causa dos agricultores
Que não tem informação

Apesar de tudo
As pessoas têm solidariedades
Ajudando uns aos outros
Nas suas dificuldades

O meu lugar é pequeno
Porém é especial
É um lindo recanto
Que fica na zona rural.

Aqui os agricultores
Fazem muita plantação
Plantam muitas coisas
Principalmente Milho e feijão

O meu lugar
Não e assustador
Tem pouca violência
E é o refugio do morador

Apesar de tudo digo e afirmo
Com toda a certeza
Adoro meu lugar
Por que é uma eterna fortaleza

O meu lugar
Tem muita vegetação
Com flores e plantas
Mas já há devastação

As aves cantam no alvorecer
Anunciando um novo dia
Todo as pessoas vão
Trabalhar com enorme alegria

O meu lugar é lindo
Aqui eu quero morar
Perto de minha família
Desfrutando do meu lugar.

Escola de Ensino fundamental Luis Albano da Silveira
Aluno: Maria Natalia Silveira
Professor: Maria Rita Silveira
Serie: 6° ano




Categoria I- Poesia

Minha cidade

Minha cidade é legal
Tem muitas coisas especiais
Tem as escolas bonitas
E conhecemos pessoas legais

Os homens tão destruindo a natureza
Onde os animais vão morar?
Antes era uma beleza
Os animais tinham seu lugar.

A Lagoa dos Monteiros é bela
Trás muitas felicidades
Eu gosto muito dela
Traz alegria para a comunidades.

O lugar onde eu vivo
Tem muitos trabalhadores
Em Lagoa dos Monteiros
Quase todos são agricultores

A castanha nós vendemos
O caju aproveitamos
O dinheiro compra comida
Com a comida nos alimentamos

A igreja dos Monteiros
Tem muitas celebrações
Às vezes tem missas
E ate missões.

Na comunidade tem igreja para rezar
A natureza temos que cuidar
Temos uma escola bonita
E uma quadra para esporte praticar

Na nossa escola tem muitos professores
Pra ensinar
Temos que aprender a ler e escrever
E temos que estudar
Para se forma e um dia trabalhar

Enfim, na nossa comunidade
Temos muitas belezas
Quadra de esporte, praça, igreja
E uma bonita natureza
Que nos impressiona
Com seu ar de pureza

Escola de Ensino Fundamental Joaquim José Monteiros
Aluno: Carlos André da Silva Filho
Professor: Francisco das Chagas Vasconcelos
Serie: 5° ano

Categoria I- Poesia

Assim é meu lugar

Aqui na minha poesia
Acredite no que vou falar
Na cidade de Cruz
Temos o melhor lugar.

No lugar onde vivo
Tem um canto especial
O açude do Del
Onde o banho e legal.

Nada posso reclamar
Desse lugar maravilhoso
Só o banho do açude
É muito gostoso.

Neste lindo lugar
Pessoas vão pescar
Também se divertem
Pescando camarão e cará.

As festas juninas
Para a gente todos apreciar
Aqui na minha escola
Ganho o primeiro lugar.

Dos anos que vivi
Até hoje a reconheço
Que o Poço Doce II
É o lugar que mereço.

Escola de Ensino Fundamental Francisco das Chagas e Silveira
Aluno: Amanda Aucimara Dutra
Professor: Maria Josineuda Vasconcelos
Serie: 5° ano



Categoria I- Poesia

Minha cidade, minha rua...

No lugar onde vivo há paz e alegria
As crianças brincam muito
E estudam todos os dias

A festa de São Francisco é em setembro
E o Natal é em dezembro
São períodos de religiosidade
Que mobilizam nossa cidade

O lugar onde vivo
É um lugar animado
Além da linda natureza
É um lugar arejado.

O lugar onde vivo
Tem a escola do canema
Que tem muitos estudantes
Inteligentes e sorridentes.

O lugar onde vivo
Tem praias, lagoas, açudes e rios
Onde todos se divertem
Sejam avós, filhos e tios.

O lugar onde eu vivo
Tudo se trata com atenção
Seja esporte, moradia
Saúde e educação

Por fim vou falar
Do melhor do lugar
É a querida Igreja Matriz
Onde rezo e saio feliz.

Escola de Ensino Fundamental Filomena Martins dos Santos
Aluno: Maria Taynara do Nascimento
Professor: José Atalvane da Silva
Serie: 5° ano



Categoria I- Poesia
O lugar onde vivo
(Recanto Feliz)

O lugar onde vivo
É muito maravilhoso
Vivo com minha família
Um lar muito harmonioso
Sou uma criança feliz
Por ter pais tão carinhosos.

O lugar onde eu moro
É pequeno, mas é belo
Eu o adoro muito
Por ter amigos tão sinceros
Uma coisa eu lhe digo
Sair daqui eu não quero

Frei Jorge é um lugar
Que esta se destacando
Entre outras comunidades
Aonde o progresso vem chegando
O povo é trabalhador
E prospera a cada ano

Meu amigo eu lhe digo
Moro na zona rural
Mas um lugar como esse
Você não acha outro igual
Eu não troco minha terra
Nem por palácio real

Essa é a minha terra
Um lugar especial
Com pequeno probleminhas
Com a saúde local
Mas com a ajuda de todos
Teremos vitória triunfal.

Não temos telefone publico
Igreja nem hospital
Mas temos quadra de esporte
Para um lugar genial
Jovens envolvidos no esporte
Tem saúde especial

E para finaliza
Também quero lhe dizer
No meu lugar também tem
Muita alegria e lazer
Por isso agradeço a Cristo
Por aqui permanecer.

Escola de Ensino Fundamental Manoel Antonio da Silveira
Aluno: Aparecida Larissa de Sousa
Professor: José Marcos Nascimento
Serie: 6° ano


Categoria I- Poesia

Uma beleza de lugar!

Moro em um lugar lindo
Impulsionado pelo turismo

Bem perto temos Jericoacoara,
Uma das mais belas praias,
Do mundo, com suas dunas.
E formações rochosas.

A lagoa azul de águas
Cristalinas, é um encanto.
A praia do Preá, além do lazer
Nos fornece o alimento.

Brinco seguro em nossas praças,
Bem longe da confusão
Das cidades grandes.

Conheço todo mundo
Um povo humilde e trabalhador.

A tecnologia, quem diria, chegou.
Ate Internet já tem aqui.

Nessa época os cajueiros estão
Carregadinho de flor, uma beleza.
Sinal que a safra de
Castanha será boa, um dinheirinho.
A mais para as pessoas

Estudo, penso em meu futuro.
Moro em Cruz e adoro
O meu lugar.

Escola de Ensino Fundamental João Ladislau de Paulo Magalhães
Aluno: Caio Fernando Silveira
Professor: Maria Jeane Silveira Nascimento
Serie: 6° ano



Categoria I- Poesia
“ O lugar onde vivo”
“Lagoa Salgada”

A origem do meu lugar
É que o mar vinha e entrava
Em um rio desta terra
Que pra lagoa passava
Ficando a água salgada
Esta é a historia contada.

Eu moro em Lagoa Salgada
E desta terra vou falar
Nasci e me criei nela
Agora pretendo valorizar
E nas últimas hipóteses
É que vou me mudar

Aqui tem rio e lagoa
Para todas nadar
Tem gente que aproveita
Para os peixes pegar
Outros plantam vazantes
Para todos se alimentar.

Aqui a temperatura e boa
Não e como cidade grande
De quente muda para frio
Não assusta o visitante
Gosto de nosso clima
Pois não é escaldante.

Essa é a escola
Da nossa pequena população
E o nome dela
É Raimundo Elvira Brandão
Quem estuda nela
Aprende o que é educação

Tem uma praça bonita
E cheia de diversão
Todos os pais de família
É pra lá que vão
Ainda não achei defeito
Nessa pequena população

Tem uma igreja simples
Mas trás muita união
Nos finais de semana
Tem encontro e celebração
São Pedro é padroeiro
Que nos trás proteção

Gosto de fazer poema
Isso é minha alegria
Quando falo de minha terra
Só penso em harmonia
Os agricultores plantando
Para ter o pão de cada dia

Acho linda minha terra
Aqui tem campo para jogar
É como cidade grande
Tem a quadra escolar
Tem gente que vai treinar
E outros só para admirar.

Aqui vou finalizando
Esta minha poesia
Deixo muitas estrofes
Que fiz com melodia
Acho muito legal
Essa nossa cidadania.

Escola de Ensino Fundamental Raimunda Elvira Brandão
Aluno: Adriana Érica Silveira
Professor: Ciro José da Silveira e Freitas
Serie: 6° ano



Olimpíadas de Língua Portuguesa
Escrevendo o Futuro
Categoria I- Poesia
Meu bairro, meu viver



O lugar onde moro
É um lugar sem igual
Nossa mais bela maravilha
É o palácio municipal.

E por falar em maravilha
Tenho outras para citar
Minha cidade é Cruz
E meu estado é o ceará.

Minha cidade é tão boa
Que nem preciso me estender
Basta lembrar do lema
Um bom lugar de se viver.

A cidade é muito linda
O meu bairro abençoado
Aqui não temos barulho
Pois o bairro é sossegado.

Do povo de onde vivo
Nada tenho a reclamar
É gente forte e simples
Que gosta de trabalhar.

Aqui tem sanfoneiro
Animador do lugar
O povo fica a lhe ouvir
Em noites de luar.

Para brincar ciranda
As crianças fazem roda
Umas brincam de elástico
Outras se divertem pulando corda.

Do hotel e do calçadão
Não posso deixar de falar
São pontos importantes
Para o desenvolvimento do lugar.

Ainda tem a Vila Olímpica
Para esportes praticar
E também a brinquedoteca
Para a criançada brincar.

Aqui me sinto feliz
E não posso me queixar
Possuo casa e família
E uma escola para estudar.

Enfim vou terminando
Como uma feliz cidadã
Só de falar da minha terra
Já me sinto campeã.

Escola EEF. Filomeno Freitas Vasconcelos
Aluno: Tayná Sousa Cunha
Série: 5º. Ano
Professor: Adriana Maria Cialdine Nascimento


Olimpíadas de Língua Portuguesa
Escrevendo o Futuro
Catagoria I – Poesia
Beleza do Preá


As paisagens daqui
São boas de se olhar
Sendo bem atencioso
Todos vão admirar
E é por isso que eu falo:
__ Venha pro nosso lugar
Que neste mundo não há,
Melhor lugar de se morar.
Venha logo matricular
O seu filho na escola
Para aprender a ler
E a boa memória
E com lápis e papel
Ele começa a escrever
E então daqui a uns dias
O ABC já vai saber.
E as ruas são importantes
Por que nós, morando nela
E tem gente que nem se importa
Se cai porta ou janela
Mas eu me importo, sim.
Se elas caem ou não
Pois aquele que for colocá-las
Irá calejar as mãos.
Pois os pedreiros, coitados!
Todo dia a trabalhar
Construindo casas e muros.
Só para os outros se apoiar
E ele só na pobreza
Sem nenhum farelo,
Pra no dente mastigar.
E os turistas que vêm
Visitar nosso lugar
Sempre traz uma máquina
Para fotografia tirar
E apreciar a beleza
Deste nosso lindo mar.
E o pescador, meus amigos
Todo dia vai pro mar
Em busca de alguns peixes
Pra almoçar e jantar
E também vender alguns
Pra um dinheirinho arranjar.
As crianças no meio da rua
Gostam muito de brincar
De bolo, bila e pega-pega,
Mas também vão estudar
E nos finais de semana
Vão a praia banhar.
E assim o meu Preá
Um lugar bom de se viver
Tem mar, ruas tranqüilas, e dunas
Venha logo conhecer
As belezas desta terra
Que vão encontrar vocês.

Escola EEF. Leopoldo Manoel de Medeiros
Aluno: Aline Magna de Freitas
Série: 5º. Ano
Prof: Maria Claudenice Batista

Olimpíadas de Língua Portuguesa
Escrevendo o Futuro
Catagoria I – Poesia
A minha comunidade

De um pequeno cajueiro
Que surgiu este lugar
Aqui sou muito feliz
Com a família a me educar

Onde vivo tem história
Tem praça pra passear
Tem chafariz com água limpa
E a igreja pra rezar

É na quadra da escola
Que costumamos brincar
E quando toca a sineta
Voltamos pra classe estudar

E no posto de saúde
Onde vou me consultar
Tudo é bem organizado
Faz gosto estar lá.

Na minha comunidade
As pessoas são bondosas
Acolhem os que aqui chegam
Com uma comida gostosa.

Aqui tem artesanato
Varanda, crochê e bordado
Com o capricho do nosso povo
Tudo é bem preparado.

A agricultura
Aqui é muito praticada
Também se colhe muito caju
E se faz muita farinhada

Agora estou terminando
Muita coisa vai faltar
Talvez em outro poema
Eu termino de contar.

Escola EEF. João Evangelista Vasconcelos
Aluno: Tainara Maria de Sousa Carvalho
Série: 5º. Ano
Prof: Maria Maiza de Freitas




Olimpíadas de Língua Portuguesa
Escrevendo o Futuro
Catagoria I – Poesia
Minha terra, minha gente

Moro uma cidade
Em muita já morei
A única que deu felicidade
É a que hoje repousei.

Praças, amizades feitas por conversas
Pessoas de muitas idades
Comemoram as festas
E ajudam outras cidades

No rio Acaraú
Vejo peixes a brincar
Pássaros a ir para o Sul
As pessoas a pescar

Da minha janela
Posso ver lindas paisagens
Todas são tão bonitas e belas
Que pertence até miragens

Temos comidas de boa qualidade
Cuscuz com carne moída e baião de dois
Tapioca, beiju e nossa especialidade
E também carne de sol com arroz

O vento forte
Vem nos assustar
Com seu sopro de sorte
Quer nos derrubar

Minha cidade de alegria
Sol todo dia e mar
Cidade de fantasia
Meu lugar vou sempre amar

Aqui tem muitas flores
De várias formas
Representantes amores
Cada ciclo tem suas normas

Borboletas azuis, amarelas
De várias cores
São tão belas
Admiradas por senhores

Hoje lhe contei
De um secreto lugar
Da minha cidade falei
O nome cruz vou revelar.

Centro de educação Básica Maria Pereira Brandão
Aluna: Ana Paula Pessoa da Silva
Série: 5º. Ano
Prof: Vilamar Damaceno Sousa

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Visita de Ana Moser e Equipe do UNICEF em Cruz




Cruz viveu no ultimo dia 11 de setembro quinta-feira, um momento de festa. A cidade recebeu a visita de Ana Moser (ex-jogadora de vôlei da seleção brasileira) uma atleta mundialmente conhecido no cenário esportivo, Rui Aguiar ( Presidente do UNICEF - CE), Ana Amélia (Representante da APDM-CE e Instituto Naspoline), Prof. Fernando Marques (Coordenador de Esportes no Ceará) e Jerry Nilton (Presidente da Federação Cearense de Atletismo).

Na ocasião a atleta reuniu-se com autoridades,educadores e monitores de esporte das escolas municipais no auditório da Camara Municipal de Cruz, onde ela falou do seu projeto social realizado pelo Instituto Esporte e Educação, que a 7 anos realiza atividades regular de esporte educacional para crianças e adolescentes, do qual ela é a presidente. A atleta falou da valorização do esporte e também da carência de profissionais de educação física,mas valorizou muito o trabalho dos monitores de esporte do município e também o que eles desenvolveram nas atividades do Selo Unicef e no dia-a-dia nas escolas. Logo após o encontro na câmara ela visitou a brinquedoteca de Cruz onde pode presenciar o projeto reconhecido pelo Unicef de resgate da cultura e de brincadeiras e brinquedos e também da pratica saudável de esportes, visitou também a Vila Olímpica que esta em fase de construção tendo já pronto o estadio Munizão e o ginásio poliesportivo em fase final de conclusão. Ana Moser visita mais alguns projetos sociais no Ceará com a caravana do esporte.

Regata de barquinhos de brinquedo e Visita a Brinquedoteca de Cruz







Cruz mais uma vez é destaque na educação, dentre os municípios do Estado do Ceará que participam do edição do Selo Unicef 2008. Cruz foi escolhida juntamente com a cidade de Horizonte, na ultima quinta-feira dia 04 de setembro recebemos a visita da equipe do Unicef, Dra. Ana Márcia (Coordenadora do Unicef no Ceará) e também de uma equipe da Petrobras que vieram do Rio de Janeiro para fazer um vídeo que será apresentado na solenidade de divulgação do resultado dos municípios aprovados que acontecerá no mês de novembro em Recife.

A equipe do Unicef foi visitar a Praia do Preá - Cruz, acompanhado do Ray (Articulador Municipal do Unicef e Secretario de Educação do município) na ocasião realizaram a filmagem com crianças que participavam da regata infantil de pescadores (resgate das brincadeiras com barquinhos deste povoado) um momento riquíssimo pois ouvimos relatos de crianças que interagiram com seus pais na construção de seus barcos, a equipe também visitou a lagoa azul outro ponto turístico do município de Cruz, a equipe do Unicef também na Brinquedoteca Pública um espaço destinado ao resgate da cultura e também das brincadeiras de criança e contação de historias. Só resta agora Cruz fica aguardando o resultado das ações desenvolvidas para a conquista da edição do Selo Unicef 2008.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL NA FESTA DE SÃO FRANCISCO DA CRUZ









Crianças e adolescentes das escolas públicas de Cruz farão parte das apresentações teatrais durante e após a Santa Missa nos festejos da 124ª Festa de São Francisco - Padroeiro de Cruz.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO CULTURAL PÓS-NOVENA NA 124ª FESTA DE SÃO FRANCISCO
24 DE SETEMBRO A 04 DE OUTUBRO DE 2008

Quarta - 24/09/08 – Caminhada de abertura da Festa de São Francisco do Trevo de Tucuns a Praça Matriz – Recepção com a Banda Municipal Pe. Valdery – Hasteamento da Bandeira do Santo Padroeiro

Quinta - 25/09/08 – Apresentação dos Músicos da Terra Douglas Vasconcelos e Paulinho Robson - Projeto Capoeira da Escola

Sexta - 26/09/07 – Apresentação dos alunos do Projeto Música na Escola – Participação dos Professores de Música do Projeto

Sábado - 27/09/07 – Repente a São Francisco com João Batista de Monteiros / Teatro do Grupo Conviver da Terceira Idade.

Domingo - 28/08/07 - Sem programação

Segunda - 29/08/07 - Roda de Violeiros e Sanfoneiros de Cruz (João da Mota, Baltar Silva, Edmilson e Mane Custódio)

Terça - 30/09/07 – Sem programação

Quarta - 01/10/07 - Apresentação da Orquestra Sinfônica de Jijoca

Quinta - 02/10/07 – Balé Infantil da Escola Fundamental São Francisco / Escola de Musica Baltar Silva

Sexta - 03/10/07 – Show Religioso com o Grupo Rainha da Paz de Sobral


Obs. A Banda Municipal participará durante todas as noites antes da Missa. O Farol Tur estará funcionando como suporte logístico, informações turísticas durante todas os dias e noites. O Grupo Produtivo do CRAS fará exposição de artesanato as noites. A Central de Artesanato estará funcionando todos dias e noites com exposições e como ponto de apoio. Acontecerá também Exposição de Fotos Cruz, ontem e hoje com destaque para fotos da Paróquia. Aula Prática e Teórica do Projeto Capoeira da Escola todas os dias a partir das 17h na Praça Matriz (Projeto - Não Jogue lixo, jogue Capoeira) em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, com participação de professores de Belo Horizonte e Fortaleza.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Estudo da Musicalidade Afro-Brasileira e Indigena - Canema

Laira da Silva Ferreira, 6º ano B, 12 anos, aluna da EEF Filomena Martins dos Santos.

Na aula de Música, o professor nos mostrou um CD com ritmos africanos, em que os instrumentos: tambor, pandeiro e até berimbau se encontravam. No CD havia um homem que falava sobre os nomes e como eram confeccionados os instrumentos.

Dentre os instrumentos falados tinha o caxixi, que era de origem africana, significando palma da mão no idioma tibuno, ele era feito de uma cestinha de vime com pedrinhas em seu interior; o caxixi acompanha o berimbau na roda de capoeira, e seus principais estilos de música são: o samba, o pop, coco e o baião.

Vimos que chiquitsé ou Kaêmbre, era uma caixa de vime achatado com pedrinhas em seu interior, com gêneros de coco e samba. Só o alfaia era um tambor de madeira com couro dos dois lados, e muito mais.
Acho interessante o modo em que estes instrumentos são tocados e também como são confeccionados. Apesar de serem origem africana, se tornaram brasileiros, pois os ritmos tocados aqui necessitam deles para desenvolver a musicalidade.

Relatorio da Escola de Tucuns



Relatório

O tráfico de negro na África começou por volta de 1550, o Brasil recebeu cerca de 37% de todos os escravos africanos que foram trazidos para as Américas.
Os africanos mandados para o Brasil pertenciam principalmente a dois grandes grupo: Os Oestes-africanos e os Bantos.
A capoeira é uma arte marcial criada por escravos negros do Brasil durante o período colonial. Os escravos diziam aos senhores que era apenas uma dança e , então o treino era permitido. A capoeira era praticada com instrumentos de percussão, musica cantada, dança e algumas acrobacias.
A musica criada pelos afro-brasileiros produziam grandes variedades de estimulo.
O samba, maracatu, ijexar, coco, jongo, carimbo, lambada e o maxixe. Conhecemos alguns instrumentos que são eles:
Afoxé
Agogô
Atabaque
Berimbal
Tambô
Xequerê

Grupo de alunos da Escole de Ensino Fundamental Filomeno Freitas Vasconcelos
Alunos:
Andresa 8° ano
Daniele 8° ano
Letícia 7° ano
Mauricio 6° ano

Instrumentos Indigena do Brasil - Escola de Lagoa Salgada




Relatório
Instrumentos Indígenas do Brasil

Faço aula de musica e sei o quanto é maravilhoso cantar e está aprendendo a tocar violão. Como sabemos todos os povos tem sua cultura, e os indígenas do Brasil fazem parte de uma raça que vive pela alegria.
A maior parte de seu tempo é empregada na caminhada, caça, cânticos e danças.
Possuidores de uma musica própria, com o ritmo peculiar, tudo para os índios se encontra com a musica, dança e poesia: O nascimento e a morte, guerra e festas, caça e amor, religião e vida.
Nesse relatório, vou relatar os instrumentos indígenas do Brasil, Instrumentos estes que foram extraídos da froresta e tem a finalidade de reproduzir os sons mágicos da mata. O índio compõe, toca , canta e dança em harmonia com a natureza. Eles são produzidos por uma variedade de materiais, como sementes, madeiras, fibras, pedras, objetos cerâmicos, ovos, ossos, chifres, e casco de animais.
O nome desses instrumentos pode variar de acordo com a tribo estudada.
Os nomes adotados são encontrados na bibliografia já existente.
Existe os instrumento indígena:
Torakaná ( trocano, trocana) é um instrumento de sinal conhecido em diversas tribos e grupos primitivos, serve para a comunicação entre pontos distantes. Catacá um instrumento de atrito que consiste de dois pedaços de tábua, ou taboca, um dentado e outro não. O som é produzido pelo atrito de um pedaço com o outro, a variação é decorrente da velocidade e da fprça com que se atritam os dois pedaços. Bastões de ritmo ( taquara, tacapú, karutona, waranga, etc)
Um canudo de bambu ou madeira oca dimensões variados, podendo ser aberto nas extremidades ou fechado com cera, marca o ritma ao ser batido no chão acentuando um dos tempos de dança. Entre outros como o Chocalho ( mussurunas, maracás, auáiu, guararas, urucá, butori entre outros. Dentre eles, merece desta que especial o maracá.onstrumento que sinaliza o poder espiritual. Tem também os membrofones: katukinaru (katukina), os aerofones: zumbidores (aidje), trobetas anfuá, inúbia, janubia, membi-tarorá, ireru) e buzinas de conchas.
Eu acho muito importante nós conhecemos os instrumentos dos índios, pois assim a gente pode comparar com os nossos. Não só dos índios, mais nossos também.


Grupo de alunos da Escole de Ensino Fundamental Raimunda Elvira Brandão
Alunos:
Eriva de Sousa

Relatorio da Escola de Tucuns



Relatório

O trafego de negros na África começou em 1550 a escravidão diminuiu no decorre do século XIX com a Lei do Ventre Livre e a Lei dos Sexagenário, mais somente em 1888 diminuiu a traves da Lei Auria assinado pela Princesa Isabel.
A musica criada pelos afro-brasileiros é uma mistura de influência em toda África cubsaariana com elementos da musica Portuguesa.
No inicio foi desprezada e foi mantida na marginalidade. Depois no século XX se tornou mais popular. Conhecemos aqui no Brasil, samba, maracatu, ijexá, coco, Jango, carimbo, lambada e o maxixe.

Grupo de alunos da Escola de Ensino Fundamental Filomeno Freitas Vasconcelos
Alunos:
Kelly 8° ano
Carlos 8° ano
Raiane 7°ano
Heider 7° ano

terça-feira, 2 de setembro de 2008

"FESTIVAL DE CAPOEIRA"









29, 30 e 31 de agosto de 2008, no CEB Paulo Freire em Cruz.


sábado, 30 de agosto de 2008

Aningas - Mapeamento Cultural 2008

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http://cruzselounicef.blogspot.com/2008/07/materia-de-pesquisa-de-campo-da-escola.html

Aroeira - Mapeamento Cultural 2008

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http://cruzselounicef.blogspot.com/2008/07/material-de-pesquisa-de-campo-de.html

Caiçara - Mapeamento Cultural 2008

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http://cruzselounicef.blogspot.com/2008/08/mapeamento-de-caiara.html

Cajueirinho II - Mapeamento Cultural 2008

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http://cruzselounicef.blogspot.com/2008/07/material-de-pesquisa-de-campo-de_08.html

Canema - Mapeamento Cultural 2008

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Cavalo Bravo - Mapeamento Cultural 2008

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Cedro - Mapeamento Cultural 2008

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Centro - Mapeamento Cultural 2008

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CORREGO DA POEIRA - Mapeamento Cultural 2008

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Lagoa dos Monteiros - Mapeamento Cultural 2008

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Lagoa Velha - Mapeamento Cultural 2008

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Lagoa Salgada - Mapeamento Cultural 2008

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Paraguai - Mapeamento Cultural 2008

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Pitombeiras - Mapeamento Cultural 2008

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Poço Doce I - Mapeamento Cultural 2008

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http://cruzselounicef.blogspot.com/2008/08/material-de-pesquisa-de-campo-da-escola.html

Poço Doce II - Mapeamento Cultural 2008

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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Aningas - CEB Paulo Freire - Mapeamento Cultural

Mapeamento das Expressões Culturais
Ficha de Identificação
Ofício e Modo de Fazer
Ficha 02
Identificação do Ofício: Artesanato de palha- Trançados
No dia 20 de maio, nós, Tatiane, Ariely, Heider, Wilton, Letícia e eu Raiane, alunos da turma do 7º ano A, do turno da manhã, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, juntamente com a coordenadora do Selo UNICEF na escola fomos até a casa da Senhora Aldeniza Maria da Costa Lopes na Rua Mundoca Muniz para a realização de uma entrevista sobre o artesanato de palha. A Senhora Aldeniza nos recebeu muito bem e preparou o ambiente para sentarmos e ficarmos a vontade. Logo demos início à entrevista e de acordo com as perguntas, ela ia respondendo e explicando com muito entusiasmo sobre os trabalhos realizados como: chapéis, sacas, vassouras, esteiras e bolsas. Era como se ela estivesse voltando ao tempo e revivendo o passado já que hoje ela não trabalha mais com esse ofício. A entrevista parecia mais uma contação de história, foi muito proveitoso. Segundo ela, aprendeu esse trabalho com sua avó de origem indígena e que deixou de herança essa cultura que vem passando de geração a geração. Um dos pontos que mais lhe chamou atenção foi sobre a relação do objeto mapeado com o universo da criança, pois, para ela ensinar a cultura para a criança e o adolescente é muito importante para que eles aprendam e no futuro saibam valorizar as coisas simples da vida.


Mapeamento das Expressões Culturais
Figuras Populares


Ficha 06
Identificação do Ofício: Benzedeira
Na manhã do dia 27 de maio de 2008, realizamos uma entrevista com a benzedeira Lúcia Maria de Sousa, conhecida como Dona Lúcia, nascida em Lagoa Grande, distrito de Jijoca de Jeriquaquara e mora no município de Cruz desde 1995. Dona Lúcia nos falou que as crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos não sabem como é a reza que ela usa para curar algumas doenças, pois, se elas ficarem sabendo, a benzedeira perde o seu poder de cura e a pessoa que adquirir o conhecimento da reza, passará a ser benzedeira. Por esse motivo, as benzedeiras mantêm em segredo as orações que cura as pessoas e só ensina para alguém quando pretende deixar esse ofício. É muito comum na nossa região, as pessoas procurarem uma benzedeira para alguma cura, principalmente para crianças recém-nascidas. Há rezas para curar vários tipos de doenças, mas para que a cura realmente aconteça é preciso que a pessoa tenha fé, pois, como dizem, a fé é quem cura.
Entrevistadores: Grupo de alunos do 9º ano A do Centro de Educação Básica Paulo Freire
Luana Priscila Farias
Maria Vanessa Vasconcelos Muniz
Izamara Maria Cruz

Mapeamento das Expressões Culturais
Ficha de Identificação
Ofício e Modo de Fazer
Ofício 02
Identificação do Ofício: Crochê – Bolsas
Nós, alunos do 7º ano B do Centro de Educação Básica Paulo Freire, visitamos a casa da senhora Maria Eliete Araújo Rodrigues na localidade de Jenipapeiro, município de Cruz, para uma entrevista com a mesma sobre o crochê. Dona Eliete nos recebeu muito bem e antes de começarmos a entrevista, ela e seu filho já foram mostrando os trabalhos realizados por ela, tinha uma grande variedade de produtos e entre eles, bolsas de vários modelos. Começamos a entrevista e ela respondeu todas as perguntas mostrando-nos também como se faz o crochê. Esse trabalho é feito diariamente e em qualquer local, o material usado é a linha e uma agulha apropriada além de enfeites como: botões, misangra, zíper e tecidos. Para Dona Eliete esse trabalho além de uma terapia, é um meio de vida, pois, seu trabalho tem uma boa aceitação tanto na comunidade local como em outras localidades do município e fora dele. Segundo ela, desenvolve esse ofício desde os 12 anos de idade, já ensinou muitas crianças a fazerem o crochê, pois acha importante que elas aprendam para que a nossa cultura não seja esquecida.
Entrevistadores:
Roberlândia, Amanda, Luzia, Luana,Kauan


Mapeamento das expressões Culturais
Ficha de Identificação
Manifestações culturais e Eventos
Ficha 01
Identificação do Ofício: Bumba-meu-boi
Era uma manhã de quinta feira, dia 28 de maio de 2008, quando eu, Gabriel Lucas Lima de Sousa, aluno do 9º ano A, do turno da tarde, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, fui entrevistar o Senhor Augusto Pereira de Vasconcelos, conhecido como Augusto, sobre o bumba-meu-boi. Ele é agricultor de 73 anos de idade, nasceu em Tabuleiro e mora aqui em Cruz há nove anos. Ele disse que esse evento acontece anualmente nos terreiros das casas, sendo mais comum no mês de janeiro. Essa manifestação surgiu há muito tempo e começaram a realizar para ganhar dinheiro e divertir a população. Participam desse ofício sete pessoas, todas do sexo masculino. O instrumento usado é a sanfona, eles cantam numa roda e os trajes principais são: o vestido e o palitó. Usam máscaras e lenços, tudo muito colorido. Segundo ele, algumas crianças ficam com medo e os adolescentes não gostam porque acham que isso é muito antigo e não tem graça, é necessário que a geração atual aprenda a valorizar esta cultura local para que a mesma não desapareça.


Mapeamento das Expressões Culturais
Ficha de Identificação
Manifestações Culturais e Eventos

Ficha 01
No dia 29 de maio de 2008, nós, alunos do 9º ano do Centro de Educação Básica Paulo Freire, fizemos o mapeamento da manifestação cultual cantoria com o Senhor João Bosco Peixoto, conhecido como João da Mota, agricultor e repentista, mora aqui em Cruz desde que nasceu e tem 65 anos de idade. Geralmente as cantorias acontecem nas comunidades, bairros, terreiros e centros culturais, o número de pessoas que assistem e contribuem é aproximadamente de 130 pessoas, entre elas tem negros, pardos e brancos. A cantoria acontece mensalmente com duração de poucas horas. Nesses últimos dez anos, ela sempre aconteceu. Para quem não sabe ela já existe há muito tempo e começou através da cultura de cordel, o primeiro cantador foi o Cego Aderaldo e Zé Pretinho, o principal instrumento usado é a viola. A cantoria é repente de sextilha, canções e poemas. Normalmente a cidade quase toda assiste a cantoria com exceção de uma pequena minoria que prefere fazer outro tipo de programa. A relação da cantoria com o universo da criança e do adolescente é pouca, pois eles preferem aparelhos eletrônicos, mas mesmo assim ainda existem alguns que se interessam e querem aprender esse ofício. O entrevistado falou que a cantoria é importante para resgatarmos a cultura local e repassá-la para outras gerações.
Entrevistadores:
Maria Vanessa Vasconcelos Muniz
Izamara Maria Cruz
Luana Priscila Farias


Mapeamento das Expressões Culturais
Ficha de Identificação
Ofício e Modo de Fazer

Ficha 2
Nome do Ofício: Cerâmica
No dia 28 de Maio de 2008, nós, um grupo de alunos do 7º ano A, do turno da manhã, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, Visitamos a senhora Maria Erineide Nascimento, da localidade de Jenipapeiro, para conversar um pouco sobre o seu oficio. Ela muito simpática, nos atendeu bem e respondeu todas as nossas perguntas atenciosamente. Dona Erineide disse que aprendeu a fazer esse trabalho(objetos de cerâmica) sozinha e explicou passo a passo como se fazem panelinhas, bonequinhos, mesinhas, potes e vários outros objetos de barro. Esse trabalho pode ser feito em qualquer época do ano, mas no período das chuvas a produção diminui porque o barro fica muito molhado e o sol é escasso para secá-lo, o principal instrumento usado nesse ofício são as mãos. Ao entardecer fomos embora muito orgulhosos pois o trabalho já estava concluído e muito bem feito.

Entrevistadores: Alice, Jéssica, Patrícia e Lucélia


Mapeamento das expressões Culturais
Ficha de Identificação
Ofício e Modo de Fazer

Ficha 02
Identificação do Ofício: Cestaria- caçoar
No dia 22 de maio, quinta-feira, nós, um grupo de alunos do Centro de Educação Básica Paulo Freire fomos até a casa do Senhor Raimundo Filho da Costa, conhecido como Cirando, de 37 anos de idade, fazer uma entrevista sobre cestaria. Seu Raimundo nos recebeu muito bem, respondeu as nossas perguntas e mostrou cada etapa para se fazer o caçoar. Primeiro tira o cipó e coloca no sol por três dias para secar, depois, é só organizar o material e começar a fazer os trançados. Para cada caçoar, ele demora dois dias para confeccionar. Esse trabalho é realizado no quintal de sua casa, no período de agosto em diante e utiliza uma marreta e um facão para tirar os nós do cipó. Segundo Seu Raimundo, essa atividade é mais para os adultos, pois envolve material cortante e pode causar acidentes para as crianças, mas não impede que elas observem e aprendam para que no futuro possa dar continuidade esse ofício, que parece um trabalho sem muito valor, mas para ele é um meio de vida.
Entrevistadores: alunos do 7º ano A
Samara, Juliana, Francisco, William, Renata , Carlos


Mapeamento das Expressões Culturais
Ficha de Identificação
Ofício e Modo de Fazer
Ofício 02
Nome do Ofício: Sapatos do Crochê


Nós, alunos do 7º ano B, do turno da tarde, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, entrevistamos a senhora Maria do Socorro Dutra, mas conhecida como Crizeuda, nascida em Sítio Alegre município de Morrinhos. Atualmente tem 30 anos, é agricultora e mora na Rua Francisco Muniz. Dona Crizeuda é muito simpática e nos atendeu com boa vontade, explicou como se faz o crochê. Segundo ela, veio morar em Cruz com seus pais quando tinha seis anos de idade e que ao chegar aqui, foram morar perto de uma casa onde moravam umas moças que faziam crochê e logo se prontificaram em ensiná-la a arte de fazer sapatos. É uma atividade que pode ser feita em casa, nas ruas, nas calçadas, nos quintais, debaixo de uma árvore ou em qualquer outro lugar. Não há data específica para a realização desse ofício. Ele é feito com agulhas próprias para crochê e também linha apropriada. Pode ser feito também como tricô com duas agulhas. Esse trabalho ajuda aumentar a renda familiar e é uma cultura que passa de mãe para filhas. Quem sabe ler compra revistas nas livrarias e aproveita para desenvolver outros ofícios. A criatividade é por conta de quem faz, transformando a linha com o auxílio da agulha em verdadeiras obras de arte. A maneira de fazer é a mesma para qualquer trabalho referente ao crochê.

Entrevistadores:
Antonio Rafael, wanderson e Leones


Mapeamento das Expressões Culturais
Ficha de Identificação
Ofícios e Modo de Fazer
Ficha 02
Identificação do Ofício; Mocororó
Eu, juliete Raiza de Freitas, aluna do 6º ano B, do turno da tarde, entrevistei a senhora Maria de Fátima Silva, conhecida como Maria, uma doméstica que nasceu em Caititu e mora em Jenipapeiro desde 1961, tem 47 anos, de etnia indígena, pois sua avó, de quem recebeu influência de fazer o mocororó, era índia. O mocororó é uma bebida feita de caju azedo e não tem nenhuma dificuldade para fazê-lo. É só retirar o suco e coar em um pano para separar os resíduos do caju, depois põe em um litro de vidro e coloca no sol para curtir, quanto mais tempo ficar no sol, mais forte ele ficará. As pessoas que gostam, se exagerar na quantidade ficarão embriagados igualmente como quem ingeri cachaça em dose maior. O produto é fabricado mesmo em casa na época da safra dos cajus. O material usado é: o caju, as mãos para retirar o suco e a vasilha de vidro para depositá-lo. Não tem efeito comercial, é feito apenas para o consumo, não pode ser utilizado por crianças e nem por adolescentes devido o poder que tem de embriagar.


Mapeamento das Expressões Culturais
Ficha de Identificação
Ofício e Modo de Fazer

Ficha 02
Identificação do Ofício: Pamonha
Eu, Francisco Jailson, aluno do 6º ano B, do turno da tarde, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, fiz uma entrevista com a senhora Maria José Dias, mais conhecida como Izinha , doméstica e de cor parda,tem 44 anos de idade, nasceu em Curral Velho município de Acaraú e que mora no município de Cruz desde 1987.Dona Izinha só estudou até a 1ª série, saiu da escola para trabalhar e sustentar a família. Ela falou como se faz a pamonha que é um prato típico da nossa região feito no período do inverno já que tem milho verde. Para fazer a pamonha, a pessoa retira as espigas de milho separa as melhores palhas, corta o milho para moer ou ralar as espigas, depois passa na peneira para coar a massa, acrescenta leite, queijo, sal ,coco e manteiga. Depois da massa preparada, coloca dentro das palhas e leva ao fogo para cozinhar. Depois de cozida é só saborear. Esse alimento é feito mesmo em casa e a receita veio dos indígenas e vai passando de pai para filho. Ela não faz a pamonha na intenção de adquirir fins lucrativos, é feito só para o alimento da família que abrange todas as idades.


Mapeamento das Expressões Culturais
Ficha de Identificação
Figuras Populares
Ficha 06
No dia 27 de maio, eu, Maria Vanessa de Vasconcelos Muniz, fiz uma entrevista sobre figuras populares com o Senhor José de Sousa Albuquerque, mas conhecido como Zeca Muniz, um poeta muito conhecido. Ele escreve poesias, poemas e crônicas, já publicou um livro com suas obras e é sempre chamado para falar do seu trabalho nas comunidades e escolas. O prazer pela leitura e a vontade de escrever fez com que seu Zeca Muniz desenvolvesse essa arte, sendo incentivado pela escola e pelos repentistas os quais foram sua inspiração. Na opinião dele, das poesias que fez não se pode escolher a mais bonita, pois todas têm sua beleza e um exemplo de vida, é a coletânea de um aprendiz aos 80 anos de idade. Já foram feitas várias poesias dirigidas às crianças e aos adolescentes, incentivando-os a terem mais interesse pela leitura. Para escrever poesias precisa ter sensibilidade, e ser poeta é importante para desenvolver o hábito da leitura e da escrita.


Mapeamento das Expressões Culturais
Ficha de Identificação
Ofício e Modo de Fazer

Nome do Ofício: Artesanato- Confecção de rede
Somos alunos do 7º ano B, do turno da tarde, do Centro de Educação Básica Paulo Freire e fomos convidados para fazer o mapeamento da expressão cultural confecção de redes. Para realizar essa atividade contamos com a ajuda da senhora Maria Rita Rodrigues Nascimento, mais conhecida como Rita, que tem 33 anos, é de cor branca, nasceu em Medeiros, município de Acaraú e há 15 anos mora no município de Cruz. A senhora Rita nos mostrou como se faz o mão no cabo das redes nos mínimos detalhes. Primeiro pega a linha e passa para uma cadeira, em seguida passa a linha para o pente e vai desenvolvendo esse processo até terminar. Depois é só movimentar o pente para cima e para baixo passando uma linha por dentro para fazer o trançado. Segundo D. Rita esse trabalho é muito importante para o universo da criança e do adolescente uma vez que estes podem aprender e mais tarde ajudar os pais, se necessário. Ela aprendeu esse ofício porque recebeu a influência de sua filha. Esse trabalho pode ser realizado na sala da casa, como também na vizinha e não há data específica para a realização desse ofício. O material utilizado é: pente, palheta e linha. O produto resultante da atividade é a rede e que serve como meio de aumentar a renda da família.
Pesquisadores:
Valéria, Bruna, Priscila, José Carlos, Renato e Cícero


Mapeamento das Expressões Culturais
Figuras Populares

Ficha 06
Identificação do Ofício: Liderança Religiosa
No dia 27 de maio de 2008, fomos até a casa da dona Maria Socorro de Vasconcelos, líder religiosa da comunidade de Aningas, conhecida como Dona Mariinha, de 66 anos de idade, fazer uma entrevista sobre liderança religiosa. Ela nos recebeu bem, respondeu as perguntas com sinceridade e falou sobre a catequese a qual realiza um trabalho voluntário há 50 anos; 40 anos, preparando crianças para a primeira eucaristia e 10 anos com os iniciantes. Para ela, esse trabalho é muito importante, pois está ajudando as crianças e adolescentes a ingressarem na vida religiosa, ressaltou ainda que esse papel é de responsabilidade dos pais e que muitos deles hoje em dia estão deixando de lado, acredita que um dos motivos pelos quais as famílias estejam desestruturadas seja a falta de respeito e temor a Deus.
Entrevistadores:
Izamara Maria Cruz
Maria Vanessa de Vasconcelos Muniz
Luana Priscila Farias


Mapeamento das Expressões Culturais
Ficha de Identificação

Ofício e Modo de Fazer
Ficha 02
Identificação do ofício: Cerâmica – Tijolo
No dia 21 de Maio de 2008, quarta feira, fomos para a casa do senhor Geraldo Alves de Araújo, fazer uma entrevista sobre cerâmica. Ao chegarmos lá, fomos bem recebidos, explicamos o nosso objetivo e ele respondeu todas as perguntas que fizemos. Seu Geraldo tem 46 anos de idade, é um trabalhador eficiente e gosta muito do que faz. Para ele, é prazeroso trabalhar com o material tirado da terra e além do mais, é uma fonte de renda que auxilia no orçamento familiar. Seu Geraldo nos explicou detalhadamente como se faz o tijolo que é usado nas contrações de casas, primeiro ele corta o barro e bota de molho, depois, amassa e coloca na grade e assim vai fazendo muitos tijolos e deixando secar exposto ao sol. Quando os tijolos estiverem secos e em grande quantidade ele faz uma caera e queima e assim o trabalho está realizado. Todo esse trabalho só pode ser feito no período do verão, de julho a dezembro, e de preferência próximo as margens de rios. Material usado: enxadeco, enxada, grade, balde, argila e água.
Entrevistadores: Grupo de alunos do 7º ano A, do turno da manhã, do Centro de Educação Básica Paulo Freire
Ana Clara, Bruno Fagner, Carlos Rafael, Francisca Adriana, Iara Maria.

Mapeamento das Expressões Culturais
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais
Ficha 07
Identificação da Expressão: Ajumentou
Eu, Daniela Márcia da Costa, aluno do 8º ano B, do turno da tarde, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, entrevistei o senhor João Batista da Silva, conhecido como seu João, de 63 anos de idade, de cor negra, aposentado, mora na localidade de Aningas, município de Cruz, desde que nasceu. O vocábulo dito por ele foi “ajumentou” que tem o significado de rapidez. Segundo o entrevistado essa expressão começou quando dois irmãos de nome Messias Morais e Ismael Morais vinham de uma festa com suas namoradas, quando de repente um bicho que eles não souberam dizer qual a espécie, foi na direção deles e as vítimas se ajumentaram para cima do bicho. Seu João falou que desde esse dia, as pessoas passaram a usar esse vocábulo em algumas situações como: “Aquele menino se ajumentou em direção à escola” e “o menino ajumentou para pegar o ônibus escolar”. É importante que as crianças e adolescentes tenham conhecimentos das expressões e vocábulos, pois, fazem parte da cultura em que estão inseridos.

Mapeamento das Expressões Culturais
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais
Ficha 07
Identificação do objeto: “Arre Égua”
Nós, um grupo de alunos do 8º ano B, do turno da tarde, do Centro de Educação básica Paulo Freire, entrevistamos a Senhora Geralda Adélia Pinto Vasconcelos, conhecida como Geraldinha, dona de casa, com 69 anos de idade, de cor parda, nascida no município de Bela Cruz e mora na localidade de Jenipapeiro, município de Cruz, desde 1959. A entrevista foi sobre expressões culturais e entre muitas que Dona Geraldinha conhece, a escolhida foi a “Arre Égua”. Segundo a entrevistada, essa expressão é muito utilizada quando nos deparamos com coisas que causam admiração. A origem dessa expressão ela não soube dizer, sabe apenas que as pessoas costumam usar esse vocábulo naturalmente e citou alguns exemplos como: arre égua, como aquele homem consegue comer tanta banana em poucos minutos? Arre égua, como conseguiu levantar esse ferro tão pesado? Por ser um vocábulo tão usado pelos adultos, as crianças estão ouvindo e quando menos se espera eles estão repetindo a linguagem dos pais, e assim, a cultura vai passando de geração a geração.
Entrevistadores:
Felipe Jerferson, Natan, André, Gisele, Shelton e Rafaela.

Mapeamento das Expressões Culturais
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais

Ficha 07
Identificação do objeto mapeado: “Bichim”
Meus colegas Matheus, Carlos, Gean e eu Robson, alunos do 8º ano A, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, nos reunimos no bairro de Aningas, para fazer uma pesquisa sobre expressões e vocábulos locais e regionais. Entrevistamos o Senhor Raimundo Sousa Freitas, agricultor, de 45 anos de idade, alegre e brincalhão, que mora no bairro de Aningas desde que nasceu. Seu Raimundo, assim conhecido, respondeu todas as nossas perguntas, às vezes, ele não entendia o significado, mas bastava uma orientação e ele logo compreendia. Entre algumas expressões citadas, destacamos uma para relatar que foi “bichim” cujo significado é benzinho, de origem não identificada. Segundo seu Raimundo, essa expressão é usada quando uma pessoa vai falar com alguém e em vês de usar o nome da pessoa com quem está falando, usa a expressão bichim como, por exemplo: “Ei bichim, vem cá” ou “bichim, vai ali’. Depois de muitas perguntas, agradecemos o Senhor Raimundo e fomos para casa com o nosso trabalho realizado e um conhecimento a mais para aplicarmos no nosso dia-a-dia.


Mapeamento das Expressões Culturais
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais
Ficha 07
Identificação do Ofício: Cabra da peste
No dia 21 de maio, quarta-feira, entrevistamos Dona Maria Lúcia, conhecida como Marlúcia que é costureira e mora na localidade de Aningas, município de Cruz. A expressão que ela nos falou foi “Cabra da Peste” cujo significado se refere a um homem cangaceiro. A história ela não sabe ao certo, mas acha que se originou nas fazendas de antigamente, é usado quando se refere a um homem corajoso, trabalhador e destemido. A relação do objeto mapeado com o universo da criança e do adolescente é que essa expressão é muito usada pelos adultos, principalmente quando se refere a crianças danadas.
Entrevistadores: Grupo de alunos do 8º ano A, do turno da manhã, do Centro de Educação Básica Paulo Freire.
Maiara, Alessandra, Joycyane, Regina e Karinne

Mapeamento das Expressões Culturais
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais
Ficha 07
Identificação do Ofício: “Curdiacho”
Eu, Maria Aniérdina de Sousa Filomeno, aluna do 8º ano B, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, entrevistei a Senhora Maria Anita Marques, conhecida como Dona Anita, ela tem 71 anos de idade,é de cor branca,sobrevive da sua aposentadoria, nasceu em um lugarejo chamado Sítio Alegre e atualmente reside na localidade de Maçaranduba. O vocábulo pesquisado foi “Curdiacho’, palavra muito usada pelas pessoas quando alguma coisa está ruim. A entrevistada, não soube informar a origem do vocábulo, sabe apenas que é usado muito na nossa região, principalmente em determinadas citações como: “ou curdiacho de sol quente’. Segundo Dona Anita, é importante que as crianças e adolescentes conheçam essas expressões, pois assim, estará conhecendo um pouco da nossa cultura e preservando-a, para que as novas gerações cheguem a conhecer também.

Mapeamento das Expressões Culturais
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais
Ficha 07
Identificação do Ofício: Diacho e veia
No dia 21 de maio de 2008, nós, alunos do centro de Educação Básica Paulo Freire, fomos fazer uma entrevista sobre expressões e vocábulos com a Senhora Maria Socorro Aila de Vasconcelos, conhecida como Aila, de 40 anos de idade. As expressões que Dona Aila nos disse foram: diacho e veia. Segundo ela, o significado da palavra diacho é capeta ou diabo e menina veia se refere à criança danada. Essa expressão é usada geralmente quando alguém está com raiva e, principalmente pelas mães, quando repreendem os filhos. A entrevistada citou alguns exemplos de situações do dia-a-dia em que essas expressões são usadas como: “diacho de menina danada”, “vai logo diacho” e “menina veia”. Com essa entrevista conhecemos um pouco sobre as maneiras de como as mães tratam seus filhos, usando palavras e expressões não muito adequadas para a sua formação. Desse modo, nossas expressões culturais, não estão sendo valorizadas, é preciso resgatar o seu valor para que as futuras gerações tenham acesso a esse conhecimento.
Entrevistadores: Daiane, Samila e Tatiele

Mapeamento das Expressões Culturais
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais

Ficha 07
Identificação do Ofício: formiga quando quer se perder cria asas
No dia 22 de março de 2008, fomos à casa da Senhora Maria Neide do Nascimento Sousa, conhecida como Neide, dona de casa, de 38 anos de idade, fazer uma entrevista sobre expressões e vocábulos. Ao chegarmos lá, fomos bem recebidos. O tempo era pouco, mas tornou-se muito pelo resultado obtido. Dona Neide falou várias expressões como: te alui, curdiacho, formiga quando quer voar cria asas e quem boa Ave-Maria faz em sua casa está em paz. Segundo a entrevistada, essas expressões são usadas no dia-a-dia e estão presentes no modo como os pais chamam a atenção dos filhos, orientando para que tenham cuidado com a vida. Ela mesma usa sempre essas expressões com sua filha adolescente, que certamente passará a conhecer essa cultura e preservar para gerações sucessivas.
Entrevistadores: Grupo de alunos do 8º ano B, do turno da tarde, do Centro de Educação Básica Paulo Freire.
Daniele, Andreza, Tais, Kelly e Bruna

Mapeamento das Expressões Culturais
Ficha de Identificação
Ofício e Modo de Fazer

Ficha 02
Identificação do Ofício: Artesanato de palha
No dia 21 de Maio de 2008, nós, alunos do 6º ano A, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, fizemos uma pesquisa sobre o artesanato de palha, na localidade de Jenipapeiro. A entrevistada foi a Senhora Geralda Adélia Pinto, conhecida como Geraldinha, de 70 anos de idade, avó de uma das entrevistadoras. Dona Geraldinha respondeu todas as nossas perguntas relacionadas ao trabalho com a palha e nos deu algumas dicas de como se faz a saca, a vassoura, o uru e as tranças, produtos esses resultantes do seu oficio. Para ela, esse trabalho não tinha fins lucrativos, era feito apenas para o consumo da família e o período de realização era na época da colheita dos produtos agrícolas. No final da entrevista, agradecemos por sua gentileza com o grupo e por suas orientações para a realização do nosso objetivo. Essa pesquisa trouxe muitos conhecimentos para nós alunos e vamos tentar passar esse conhecimento para a geração atual e para as futuras.
Entrevistadores: Deise, Viviane, Mateus, Leandro e Leonardo

Mapeamento das Expressões Culturais
Ficha de Identificação
Ofícios e Modos de Fazer

Ficha 02
Identificação do Ofício: Artesanato de Palha
Nós, um grupo de alunos do 6º ano A, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, em Maio de 2008, entrevistamos a Senhora Maria de Fátima Nascimento, de 35 anos de idade. Ela nos falou que quando ainda era criança, não tinha o que fazer, então, passou a aprender a trabalhar com a palha, ofício esse que já era desenvolvido pelos seus pais, dos quais ela recebeu a influência. Era um trabalho simples e prático podendo ser feito até mesmo por crianças e adolescentes. Ela fazia esse trabalho em casa, na localidade de Guarda, município de Bela Cruz onde morava e os produtos resultantes desse ofício, eram vendidos para comprar roupas e calçados. Atualmente, mora na localidade de Poços e ainda desenvolve esse trabalho. Uma das dificuldades que ela encontra é em relação à falta da palha, matéria prima usada para a fabricação dos produtos como: bolsa, saca, uru, chapéu e esteiras. Como nem sempre tem esse material para trabalhar, ela pega a palha de outra pessoa e trabalha de metade, ou seja, todo o produto é dividido entre os dois. A parte que cabe a ela, é vendida para ajudar no orçamento familiar.
Entrevistadores: Daniela, Francisco, Júnior e Cíntia.

Mapeamento das Expressões Culturais
Ficha de Identificação
Ofícios e Modos de Fazer
No dia 27 de Maio de 2008, nós, um grupo de alunos do 6º ano A, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, fizemos uma pesquisa sobre o artesanato de palha. Conversamos com a Senhora Maria de Lourdes Menezes, de 68 anos de idade, da localidade de Aningas, município de Cruz. Ela nos recebeu com muito carinho e respondeu todas as nossas perguntas além de explicar passo a passo como se trabalha com a palha. Mostrou como se corta a palha para fazer bolsas, sacas, urus, esteiras, tranças e vassouras. Para confeccionar os objetos, usa uma faca para cortar as palhas, faz as tranças, coloca numa grade e costura com uma agulha e palha. Dona Lourdes disse que aprendeu esse ofício com pessoas amigas e que é feito no período de agosto em diante. Segundo ela, as crianças e adolescentes podem aprender a arte do trançado que é bem simples e interessante. Com esse trabalho, ela ajuda no orçamento da família e também serve de terapia.
Entrevistadores: Luana Vasconcelos e Jéssica Aparecida

Mapeamento das Expressões Culturais
Ficha de Identificação
Ofícios e Modo de Fazer
Ficha 02
Identificação do Ofício: Artesanato de Palha
No dia 21 de maio de 2008, nós, Vinícius, Maurício, Felipe e Edson, alunos do 6º ano, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, realizamos uma entrevista sobre o artesanato de palha na localidade de Jenipapeiro, município de Cruz, com a Senhora Maria Marlene Silveira, conhecida como Loura, de 43 anos de idade e que mora na comunidade desde 2000. Ela nos mostrou passo a passo como se fazem o abano, a trança, o uru, a saca, a esteira e o chapéu, todos confeccionados com a palha de carnaubeira. Para tirar as palhas da carnaubeira, ela utiliza uma vara de bambu com uma foice pequena na ponta, após retirar as palhas ela as coloca para seca, depois de seca, risca com uma faca e faz o entrançado dando-lhe a forma desejada. Esse trabalho é feito no quintal de sua casa, mas pode ser feito em qualquer lugar e por qualquer pessoa, até mesmo por crianças e adolescentes. Para dona Marlene, esse trabalho é um meio de sobrevivência tanto para ela como para sua família.

Mapeamento das Expressões Culturais
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais

Ficha 07
Identificação do Ofício: Te alui
Eu, Maria Michele Ferreira, aluna do 8º ano B, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, entrevistei a Senhora Maria da Conceição Ferreira, conhecida como Maria de Paula, agricultora, de 33 anos de idade, sobre a expressão cultural “Te alui”, muito usada quando alguém quer que outra pessoa faça alguma coisa e ela, demonstrando falta de coragem, demora para fazer o que lhe foi pedido. A origem do vocábulo, Dona Maria de Paula não soube dizer como e nem quando surgiu, só sabe que é muito usado em determinados momentos como, por exemplo: “mulher, te alui, vai botar meu almoço que estou com muita fome”. Essa expressão geralmente é usada por adolescentes, jovens e adultos, sendo mais comum no vocabulário das pessoas da terceira idade. As crianças têm pouco conhecimento, mas às vezes de tanto ouvir os adultos falarem acabam repetindo e assim, aos poucos vão aprendendo esses vocábulos que faz parte da cultura de um povo.

Mapeamento das Expressões Culturais
Expressões e Vocábulos Regionais

Ficha 07
Identificação da Expressão: Vou aculá e diacho velho

No dia 23 de maio de 208, Rodrigo, Natanael e eu Jaiane, alunos do 8º ano A, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, fizemos uma entrevista com a Senhora Maria Rosângela Pessoa Aurélio, de 30 anos de idade, residente na Rua Luís João de Farias, no bairro de Aningas, município de Cruz. Perguntamos a ela algumas expressões ou vocábulos da região. De início, ela não sabia o que eram essas expressões, mas, depois que explicamos, ela entendeu o assunto e falou algumas, entre elas, destacamos duas muito conhecida na comunidade e usada no dia-a-dia. As expressões foram: “vou aculá”, cujo significado é ir a um lugar próximo ou distante e “diacho velho”, que significa algo que não presta. Sua origem ela não conhece, mas sabe que são dizeres que vem passando de geração em geração e que, atualmente é muito usado também por crianças e adolescentes, os quais se espera que der continuidade a essa cultura.

Aroeira - Mapeamento Cultural 2008

Lendas, Causos, Superstições e Curiosidade da EEF. Santa Cecília (ficha 04)

No dia 20 de fevereiro de 1948 o senhor Geraldo Mendes morador de aroeiras tinha ido para o trabalho buscar um cavalo que estava na capoeira, pertinho da casa de um vizinho, e na hora em que pegou o cavalo deu-lhe um coise na barriga e mesmo assim ainda conseguiu chegar a casa do vizinho, passou entre a vida e a morte, mandou chamar sua esposa Maria do Carmo que nessa época estava esperando o segundo filho e o resto da tarde e da noite o senhor Geraldo Mendes passou sofrendo em dores sem poder voltar para casa. No outro dia veio para casa trazido em uma rede, e na casa passou 10 dias em casa, pois não tinha medico por aqui, depois de 10 dias, foi para os Monteiros para casa de seu sogro. Enquanto estava nos Monteiros na casa de seu sogro começaram a perceber que tudo que ele comia saia pela a ferida.
No dia 22 de abril chovendo muita sua mãe veio levar ele de rede para o Tabuleirinho que foi onde ele nasceu, pois naquele tempo não tinha transporte.
E lá ele teve a certeza de que o intestino de estava perfurado. De lá levaram de rede para Acaraú, pis os Filomenos se prontificaram a cuida dele. De Acarau levaram ele de helicóptero para o hospital de Fortaleza e lá levaram ele para fazer exames, pensando que não precisava operar. Mas ele foi operado no dia 24 de setembro. E hoje ele conta essa historia para seus filhos e netos.

Identificação do Entrevistado
Nome: Geraldo Mendes de Oliveira
Ocupação: Aposentado
Idade: 88 anos


Lendas, Causos, Superstições e Curiosidade da EEF. Santa Cecília (ficha 04)

Em uma noite escura vinha dona Graça de casa de sua amiga, pois nessa comunidade era pouca povoada e a estrada quase fechada de cajueiros, quando passava em frente a casa de José de Paulo quando escutou um barulho estranho, ficou quase paralisada de medo, o medo era tão grande segundo ela que por três vezes ele viu um vulto e um rodamoinhos muito forte e aquilo foi aumentando e ela foi ouvindo um barulho como um berro de um jumento e ficou mais apavorada ainda, pois gente sabia que não era.

Identificação do Entrevistado
Nome: Maria das Graças do Nascimento
Ocupação: Aposentado
Idade: 57 anos

Brincadeiras e Brinquedos Infantis da EEF Santa Cecília (ficha 05)

A localidade de Aroeira se localiza no município de Cruz, aproximadamente a 33 Km da sede do Município.
É uma comunidade de mais ou menos 800 habitantes. Seu povo é de origens humilde, trabalhador e católico. Recebeu esse nome devido as grandes plantações de arvoras de aroeira aqui existente.
A principal fonte de renda dos habitantes desta localidade, é a castanha de caju. A maioria das pessoas, cultivam a lavoura, praticamente a agricultura de subsistência.
As casas, são feitas de alvenaria, mais ou menos próximas uma das outras. Aqui é um lugar pacato, aconchegante e de um povo feliz, longe das violência, graças a Deus.

Identificação do Entrevistado
Nome: Marluce Brandão Araújo
Ocupação: Dona de Casa
Idade: 26 anos

Espressões e Vocábulos Locais e Regionais da EEF Santa Cecília (ficha 07)

“Negrada”, este vocábulo é bastante pronuciado pelos moradores de Aroeira, por sermos humildes, simples e na grande maioria, sem uma boa formação, vai e não vai, estamos falando “negrada” e isso faz da nossa cultura.
Esse vocábulo, é usado, quando uma pessoa fala se referindo a varias outros, daí, ao invés de dizer gente! Diz-se “negrada”

Identificação do Entrevistado
Nome: Marineuda Ferreira da Costa
Ocupação: Estudante
Idade: 14 anos

Histórias Locais da EEF Santa Cecília (ficha 08)

Ser criança e bom demais, brincadeiras e que não falta, uma delas, que é muito praticada pelas crianças da comunidade de Aroeira é o trisca.
Pode ser realizada no pátio da escola, no quintal da nossa casa ou em qualquer lugar que seja amplo.
A brincadeira acontece da seguinte forma, um dos participantes estrala um dedo para os outros participantes segurarem, quem pegou o dedo estralado, será o bicho, o triscador corre para pegar os outros, quem ele triscar será o triscador (não tem tempo determinado e nem quantidade certa de participante).
Não se sabe como surgiu essa brincadeira, mais se sabe que é uma brincadeira do tempo dos nossos avós e dos nossos pais.

Identificação do Entrevistado
Nome: Maria Marli Ares Ferreira
Ocupação: Professora
Idade: 39 anos

Instituições e Entidades Locais da EEF Santa Cecília (ficha 10)

A associação de pais e mestres da EEF Santa Cecília, foi fundada no dia 24 de maio de 1997. A diretora, Maria Marli Ares Ferreira foi a primeira presidente desta associação.
Esta entidade não tem fins lucrativos, seus membros trabalhão voluntariamente na tentativa de melhorar a nossa educação e zelar por este patrimônio.
Uma vez por ano o MEC (Ministério da Educação e Cultura) envia atravez do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola) um recurso para a manetenção da escola em todos os sentidos. Este recurso é gastado num prazo determinado e fiscalizado por todos da APM. Depois de gasto, a diretoria presta conta com toda comunidade escolar e assim, voluntariamente todos se preocupam com a educação e o bem estar de todos os alunos da EEF Santa Cecília.

Identificação do Entrevistado
Nome: Maria Marli Ares Ferreira
Ocupação: Professora
Idade: 39 anos


Relatório do mapeamento em prol da conquista do SELO UNICEF da EEF Santa Cecília

Nós adolescentes mobilizadores em prol do Selo UNICEF, representantes da EEF Santa Cecília, sentimo-nos incumbidos de promover um estudo como temática participação política e cultural, identidade, educação e convivência com o semi-árido, incluímos todos os professores, alunos e a mobilizadora geral da nossa entidade escolar, que se empenhou para a realização das pesquisas de campo junto a nós.
Através dessas pesquisas realizadas por nós adolescentes e professores, percebemos a riqueza de costumes e hábitos que nossa comunidade tem que até então, não tinha percebido, e não esquecendo que todos nós estávamos empenhados nesse trabalho para a realização dos mesmos. A partir dessas pesquisas conhecemos as origens de algumas pessoas e além de termos descobertos que família de pessoas da nossa comunidade teve participação no tráfico de escravos, transportados pelos navios, além de terem participado da Guerra do Paraguai.
Ficamos impressionados com a quantidade de água que nossa comunidade consome diariamente, em geral, toda comunidade sofre com a grande concentração de sal existente na água.
Mesmo sendo uma comunidade pequena e com poucos habitantes, é uma comunidade feliz, mesmo não dispondo de local de lazer para os jovens, eles improvisam seu próprio local e se divertem.
O trabalho foi concludo com muito empenho de todos os alunos e professores e a mobilizadora geral da nossa escola.
Consideramos nosso trabalho um importante movimento e ao mesmo tempo uma oportunidade para conhecermos melhores nossos costumes e nossa cultura.

Comunicado da Mobilizadora no processo de mapeamento em prol do Selo UNICEF da EEF
Santa Cecília

No momento que aceitei o convite para trabalhar em prol do Selo UNICEF, como mobilizadora geral da EEF Santa Cecília, eu e os quatros alunos adolescentes sentimo-nos incumbidos de promover um estudo com quatro temáticas em destaque, encluindo os professores, alunos e núcleo gestor da nossa entidade escolar.
Quando todos os alunos estavam aptos a desenvolverem o trabalho, dividimos as tarefas. Eu juntamente com os demais professores nós nos dedicamos ás áreas ser mapeadas pelos alunos, que obviamente seriamos agentes mapeadores. O trabalho foi concluído paulatinemente e com muito empenho de todos. Os mais motivados na realização desse trabalho eram os alunos, que se sentiram importantes e realizados em está á frente de uma atividadenova e diferente, pesquisando a comunidade.
Culminamos fazendo área mapeada, porém o tempo não foi suficiente para aprimorar o que pretendíamos, mas daremos continuidade no segundo semestre. Consideramos nosso trabalho um importante movimento cultural, pois tivemos oportunidade de conhecermos melhor nossa cultura, nossos costumes, em fim a nós mesmos.]

Dicionário de palavras que são usadas na comunidade de Aroeira, da EEF Santa Cecília

Açougueiro: Jogador violento
Ariégua: Admiração
Arria: Se apresar
Arriba: Levantar
Bolão: Chute alto, sem direção.
Namente: Desconfiado
Rombaro: Ir logo
Basora: Vassoura
Perai: Espera
Arripuela: Admiração
Cumer: Se alimenta
Chaboco: Tirar pedaço de algo
Xixica: Cogita
Milangreta: Passa mal de fome
Loção: Perfumem
Quenga: Prostituta
Pest Grilo: Decepção
Ganbé: Policial
Pentiado: Barruar alguém
Guri: Criança pequena
Apregado: Calçado
Camarinha: Quarto
Abaica: Ir depreca
Coxinha: Gata de fala mal e da vida do próximo
Piru: Dar palpite no jogo

CAIÇARA - Mapeamento Cultural

Mapeamento das Expressões Culturais
Manifestações Culturais e Eventos-FICHA 01
EEF João Ladislau de Paulo Magalhães

Drama
Há muito anos atrás, não havia muita diversão na comuunidade, então um grupo de pessoas resolveu criar os dramas, a ideia partiu de brincadeiras, e o drama passou a ser um umportante evento popular para a comunidade pois contava com a participação e o apoio de muitos.
O evento que tinha a frente D. Luzia ocoria todosos sabádos, pois bastava uma sala, mesa, cortinas e a disposição de quem o fazia, para que a diversão tomasse conta de todos. Os drama era livre para todas as idades, crianças, adulto e todos em geral. Era feitopor moças e rapazes que usavam roupas bem coloridas para da mais brilho ao evento o drama era realizado nas comunidades proximas da caiçara de baixo.

Dados do Entrevistado:Nome: Cleonice Maria da Silva
Idade: 53 anos
Ocupação: Dona de Casa
Localidade: Caiçara
Pesquisador:Lana Karina Ferreira

Mapeamento das Expressões Culturais
Oficio e Modo de Fazer-FICHA 02
EEF João Ladislau de Paulo Magalhães


Pamonha

D.Cléia sempre morou em caiçara de baio hoje casada tem uma familia grande entre filhos e netos, é dona de casa e estudou na escola de jovens e adultos e agora cuida só da casa. Ela aprendeu a fazer pamonha com sua mãe.
Pamonha é uma tipica comida da região é feita especialmente no inverno, pois é a época da safraa de milho, para fazer é preciso ralar o milho, põe o coco, sal ou açuca, e depois enrola na palha do milho, põe água no fogo e quando estiver fervendo põe a pamonha. É cozinhada no fogo a lenha.
A pamonha é feita para vender e outros para próprio da familia. A pamonha é muito saúdavel, muito gostosa e tem muitos nutrientes e vitaminas.
Do milho que erve parafazer a pamonha tambem serve para fazer bolos, canjicas e outras comidas tipicas.

Dados do Entrevistado:Nome: Cleonice Maria da Silva
Idade: 53 anos
Ocupação: Dona de Casa
Localidade: Caiçara
Pesquisador:Lana Karina Ferreira
Mapeamento das Expressões Culturais
Lendas, Superstições e Curiosidades-FICHA 04
EEF João Ladislau de Paulo Magalhães


Passar por Baixo de Arame

O povo de caiçara de baixo tem muitas superstições e uma delas é que passar por baixo de arame trás muito azar. Os pais proibiram seus filhos de passar por baixo de arame principalmente as sexta-feiras, pois acreditavam que isso trazia muito azar para suas vidas. Isso ocorria em caiçara de baixo, por ter muitas cercas de arame.
A cerca de arame é muito útil, ,as também pode ser muito perigosa para quem não tiver cuidado ao se aproximar. Elas são feitas de um material resistente que protege os cercados de entradas de algo não deseijavel.


Dados do Entrevistado:
Nome: Cleonice Maria da Silva
Idade: 53 anos
Ocupação: Dona de Casa
Localidade: Caiçara


Pesquisador:Lana Karina Ferreira


Mapeamento das Expressões Culturais
Brincadeiras e Brinquedos infantis-FICHA 05
EEF João Ladislau de Paulo Magalhães

Boneca de Pano

As bonecas de pano era um dos brinquedos mais usados pelas crianças, pois as mesmas era muito fácil de fazer. As bonecas eram feitas por as mães de crianças, para fazer era preciso pano, algodão, agulha e linha. Recortava o pano em forma de uma boneca e enchia de algodão e em seguida costurava o pano.
As bonecas de pano ou bruxas de pano como eram conhecidas, era o principal brinquedo das crianças femininas do município. Pois as mesma não causavam dano danos a natureza nem aos seres humanos, e era um brinquedo saudável para as crianças. Essa bonecas além de ser um ótimo brinquedo, passava um aprendizados de como cuidar de crianças.


Dados do Entrevistado:
Nome: Cleonice Maria da Silva
Idade: 53 anos
Ocupação: Dona de Casa
Localidade: Caiçara


Pesquisador:Lana Karina FerreiraDados do Entrevistado: