terça-feira, 26 de agosto de 2008
Cedro - Mapeamento Cultural
Produção textual sobre a arte de fazer caçuá.
Entrevistando o Sr.Ostilio de Sousa, sobre um dos seus trabalhos, descobrimos um trabalho de grande utilidade que é o caçuá.
Na lagoa do meio perto do Aranaú, morava o menino Ostilio de Sousa com os seus pais, com os seus 8 anos de idade, resolveram morar no Cedro. Seu trabalho é capinar, brocar, fazer caçuá fazer cesto e vender peixes. O caçuá é feito de 6 paus para sustentar as costelas e com 4 aros. Ele aprendeu sozinho sem ajuda de ninguém. No mês de junho há dezenbro é os mês que é o melhor tempo de fazer o caçuá. Com os seus 40 anos começou a fazer o caçuá.
Se for cipó fino e comprido é 100, e se for cipó e curto é 150. Ele não gostava que ninguém faça o seu trabalho, para ele. Ele não gostava de fazer o caçuá, pois dar bastante trabalho, ele trabalha no Cedro, o trabalho não é bom, porque ele fica no meio do sol.
O cesto é feito de cipó de 8 á 12 costelas. Ele não gostava de antigamente pois hoje é melhor pois tem todo acessório.
O trabalho é perigoso pois a pessoa pode se machucar. Ele já ensina muita gente.
EEF Artidouro Mendes de Sousa
Aluno: Paloma Rocha
Idade: 12 anos
7° ano
Cultura Afro-Brasileiro e Indígena
Na entrevista sobre a cultura afro-brasileira e indígena feita com a Sra. Maria Nazaré ela explicou sobre o seu trabalho quando ela fez o seu primeiro objeto de palha que foi um uru, ela tinha 12 anos, ela explicou que para fazer uma esteira ela tinha que fazer 20 braças de tranças de palha e 8 para um uru. Hoje em dia ela não faz mais, porque quase nada se usa mais e com a continuação do pempo, tudo muda, então se ninguém mais trabalha com cestos objetos de palha, mas foi bom, pois através da entrevista aprendi muitas coisas novas.
EEF Artidouro Mendes de Sousa
Aluno: Maria Erlândia Araújo
Idade: 10 anos
6° ano
Centro - Mapeamento Cultural
O CEB Maria Pereira Brandão promove sua quadrilha junina desde o ano 2001, com a participação de professores, alunos, pais, núcleo gestor e amigos da escola, e tem como objetivo maior, resgatar culturas e angariar fundos para ajudar na manutenção da escola.
Identificação do entrevistado (a).
Nome: Vasti Eveline Capistrano Silva Sousa
Ocupação: Diretora Geral
Idade: 36 anos
Oficio e Modo de Fazer da CEB Maria Pereira Brandão (ficha 02)
O oficio pesquisado foi a confecção de redes, a entrevista da foi a Sra. Maria Zenilda Rios, 57 anos , residente a rua Vicente Moura, N° 120, aprendeu a fazer redes em um curso que participou na cidade de Marco, fabrica redes manualmente, em sua residência . Explicou por etapa como são feitas as redes, desde a escolha dos tecidos, o bordado, o empunhamento, as varandas e etc.
Identificação do entrevistado (a).
Ocupação: Artesã
Idade: 57 anos
Lugares, Prédios e Construções do CEB Maria Pereira Brandão (ficha 03)
Para resgatar a história da comunidade que vem sendo contada de geração em geração, foi visitado uma casa de farinhada, localizada na rua Capitão Teotônio, s/n, de mais de 300 anos de existência, que representa um símbolo de cultura do bairro de Brasília.
Identificação do entrevistado (a).
Nome: Maria de Fátima Silveira Muniz
Ocupação: Agricultora
Idade: 53 anos
Lenda, Superstições e curiosidades do CEB Maria Pereira Brandão (ficha 04)
As pesquisas sobre lendas foram realizadas com o Sr. Pedro Alves da Silva, 66 anos de idade, no bairro de Brasília, ele nos relatou as seguintes lendas:
· Pé de Molambo
Essa lenda foi criada para assustar crianças que queriam sair de casa à noite. Os pais contavam sobre a existência de um homem muito mau, que enrolava os pés com um pano para não fazer barulho ao pegar as crianças. Não apenas as crianças se assustavam com isso, muitos adultos na época do auge da lenda não saiam nas ruas tarde da noite, pois tinham medo de encontrar com o pé de molambo.
· Fogo da Ilha
A lenda do fogo da ilha é bastante conhecida por todas as pessoas de nossa cidade, trata-se de um fogo que surge no meio das carnaubeiras a caminho do rio. Os pescadores que vão pescar noite, são os que mais relatam o fato, dizem que é uma bola de fogo os acompanhando durante toda seu trajeto de pescaria, e que some assim que voltam as suas residências.
Sr. Pedro é um contador de história da comunidade.
Nome: Pedro Alves da Silva
Ocupação: Aposentado
Idade: 66 anos
Figuras Populares do CEB Maria Pereira Brandão (ficha 06)
Baltar Carneiro da Silva, 64 anos, residente a rua Presidente Juscelino, n° 181, bairro Brasília, desempenha a função de figura popular como rezador e musico.
Nasceu na localidade de Lagoa Salgada, começou a trabalhar com seis ano de idade, juntamente com seu pai. Seus maiores sonhos eram tocar, cantar e plantar. Teve a oportinidade de realizar todos eles. Começou a tocar instrumentos musicais com dez anos de idade e a ser rezador aos vinte anos. Atualmente é musico e repassa sua arte para seus filhos e netos.
A sua relação de figura popular com o universo da criança e do adolescente é de transmitir para eles suas arte de tocar e sua fé em Deus
Sente-se muito feliz quando ajuda as pessoas a se curarem pela fé e quando desperta a alegria delas com sua música.
Ocupação: Agricultor
Idade: 64 anos
Figuras Populares do CEB Maria Pereira Brandão (ficha 06)
A entrevistada foi realizada com a Sra. Brigida de Oliveira Moura, 66 anos, residente á rua Presidente Juscelino, n°195, bairro Brasília, que desempenha a função de figura popular como Dirigente da Comunidade.
Nome: Brigida de Oliveira Moura
Ocupação: Aposentada
Idade: 66 anos
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais da CEB Maria Pereira Brandão (ficha 07)
"Aperriado"
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Maria Araújo da Silva Silveira
Ocupação: Merendeira
Idade: 48 anos
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais da CEB Maria Pereira Brandão (ficha 07)
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Oderlândia Pessoa Moreira
Ocupação: Costureira
Idade: 30 anos
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais da CEB Maria Pereira Brandão (ficha 07)
"Esgalamido"
Para a entrevistada a importância do verbete e entender a linguagem dos mais velhos.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Maria Cândida da Costa
Ocupação: Aposentada
Idade: 63 anos
Relatório da Quadrilha Junina- Índio: O Descobridor do Brasil
O CEB Maria Pereira Brandão realiza no período de março a junho do ano em pauta os ensaios para quadrilha que aconteceu no dia 06/06/2008. Os ensaios aconteciam nos intervalos das aulas da tarde e noite sempre por volta da 17h.
Índios: O descobridor do Brasil.
A nossa história conta e encanta...
Diz o que quer e o que não quer.
Mas o passado é exato e desencanta...
Voltando em 1500,
Só não percebe a verdade quem não quer.
As caravelas de Cabral á derivam no Atlântico,
Aportaram sem querer numa terra tão distante.
Eles buscavam a Índia nas paragens do Indico.
E encontraram o índio em traje deslumbrante.
Pelo desvio equivocado do navegador português,
O índio perdeu sua nobre terra de uma só vez,
Pois Cabral achou a riqueza através de uma avulsão.
E o índio, desde logo,
Acabou sem a propriedade do seu chão.
E o pau-brasil fez a terra do índio varar Brasil.
Assim, conclui-se que a verdadeira história deve
Ser posta com furor:
Quem descobriu o Brasil
Não foi o português Cabral explorador,
Mas, sim, o índio brasileiro, o verdadeiro descobridor.
Martônio Brandão Pessoa
Córrego da Poeira - Mapeamento Cultural
Mapeamento de Expressões Culturais
Oficio e Modo de Fazer – FICHA 02 - EEF Raimundo Luis da Silveira
Tapioca do dia-a-dia
È costume de todos as pessoas das comunidades acordarem muito cedo para preparar o café da manhã e este trabalho e feito pelas mulheres, acordam fazem o café e a tapioca para misturar com café porque é bem mais forte que o pão e todos tem a goma, material para fazer a tapioca.
Fazem a tapioca é também muito divertido nas casa de farinhada porque é muita gente e todos falam de muitos assuntos é interessantes comer tapioca é bem mais forte e mais saudável.
Identificação do Entrevistado:
Nome: Francisca Cecilia de Sousa
Ocupação: Aposentada
Idade: 84 anos
Localidade: Corrego da Poeira
Maria Sirleide Rodrigues
Mapeamento de Expressões Culturais
Oficio e Modo de Fazer – FICHA 02 - EEF Raimundo Luis da Silveira
Farinhada, trabalho e diversão
A farinhada começa com a arrancação da mandioca, na manhã e muito cedo, depois é levada para á casa de farinha, em cargas, carrosas ou até mesmo de carro, quando chegam a mandioca é raspada, depois moida, tirado o liquido da massa, e depois colocada a massa na prensa, penera a massa e no outro dia coloca no forno fazendo farinha, os beijus e as tapiocas.
Além de ser um grande trabalho e muito cansativo é também muito divertido.
Identificação do Entrevistado:
Nome: José Francisco do Nascimento
Ocupação:Agricultor e aposentada
Idade: 38 anos
Localidade: Corrego da Poeira
Antônio Eliverton da Silveira
Mapeamento de Expressões Culturais
Figuras Populares – FICHA 06 - EEF Raimundo Luis da Silveira
“ São João, o santo da Comunidade”
Na comunidade de São José da Rocha, encontra-se um lugar, no meio do mato, que é considerado por muitos eu quase todos. Um lugar “Santo” por se tratar de em 1960 ter sido encontrado um corpo de uma pessoa que foi (associado) assacinada a pauladas por um acompanhante, imformando o cominho por umas veredas, dizendo ser mais perto. O João era, um rapaz que tinham alguns tostões e vinha de Cruz a jijoca, e um homem por nome Luiz Ernesto, cheio de imuja, o acompanhou e no meio do mato o matou a pauladas, um senhor que andavam caçando passaros, deparou-se com um corpo esticado ao chão, todos inquentado, tomou um susto, coreu e chamou testeminhas, vieram muita gente, chamaram policia e depois de indentificardo a vitima, a policia entregou aos familiares na jijoca, enquanto que outros procuraramo bandido e o prederam.
A comunidade toda comoveu-se fizeram um pequeno tumulo no local, e apartir de então passaram a chamar o ponto de São João.
Muitos fazem promessas e depois de agraciados, vem pagar fazendo celebrações, terços ou mandam rezar missas.
Na comunidade, há muitos que o veneram como um grande Santo.
Identificação do Entrevistado:
Nome: Alfredo Miguel de Sousa
Ocupação:Agricultor e aposentada
Idade:77 anos
Localidade: Corrego da Poeira
Maria Janiele do Nascimento
Mapeamento de Expressões Culturais
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais – FICHA 07 - EEF Raimundo Luis da Silveira
“ Cadê Minha Zapragata “
Desde criança, meus pais diziam sempre esta expressão quando queriam os chinelos “ cadê minha zapragata?” eu achava aquilo tão bonito que comecei a imita-lo, comenta a entrevistado tudo sempre foi costume bem antigo e atualmente até, algumas pessoas mais idosas falam assim. Já os mais novos quando usa está vocabulo, é apenas como uma maneira de investida para fazer as pessoas rirem.
Identificação do Entrevistado:
Nome: Maria Morreira da Silveira
Ocupação:Agricultor e aposentada
Idade:82 anos
Localidade: Corrego da Poeira
Natanael Leandro Vasconcelos Nascimento
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Lagoa dos Monteiros - Mapeamento Cultural
Reisado
As pessoas dizem que desde muito tempo já existia reisado aqui, pois era uma das brincadeiras que o povo mais gosta. Começa com os repentes, e depois vem a apresentação dos bichos. Na nossa comunidade tem um homem que se identifica muito com o reisado. Ele é chamado de José Marques da Rocha, conhecido como Zé Vermelho, e gosta de participar dos reisados fazendo o papel da velha. Ele conta que para fazer um reisado é preciso muito esforço porque acontece durante a noite toda. Começa com os repentes que e acompanhado com pandeiro e violão. Os homens ficam numa roda cantando com um chapéus de papelão na cabeça. Depois vem a apresentação dos bichos, que são o caburé, bode, jumentos, cavalo marinhos, burros e por ultimo vem o boi que e morto e repartido.
O reisado e muito importante por que traz alegria, harmonia para todos as pessoas que assistem.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: José Marques Rocha
Ocupação: Agricultor
Idade: 42 anos
Manifestações Culturais e Eventos da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 01)
Festa de Nossa Senhora das Graças
A festa de nossa senhora das graças acontece na capela de Lagoa dos Monteiros, Paróquia de Cruz e é realizada no mês de novembro após o ano de 1971. As pessoas queriam que o padroeiro da capela fosse São Manuel mas não encontrarão a imagem do santo e então decidiram colocar Nossa Senhora das Graças. Depois da decisão, um homem chamado Vicente José de Vasconcelos Encomendou a imagem. Esculpida de gesso e mais ou menos 1 metro de tamanho existe ate hoje e é adorada por muitos devotos.
A festa é considerada a maior manifestação cultural da comunidade e é também um momento de oração e alegria para as famílias que se reúnem para homenagear e agradecer a Maria nossa mãe.
Durante os dez dias a festa a festa é bem participada pelos comunidades de Aroeira, Paraguai, Cajueirinho 1 e 2, Prata,Caiçara, Baixio, Belém, seminaristas e padre que vem deixa uma mensagem de fé aos fiéis e devotos de nossa senhora.
Atualmente, na abertura dos festejo é realizada uma carreata e a cada ano aumenta o numero de motorista e motoqueiros que se esforçam para deixa a festa cada vez mais bonita. E o mais importante é que as crianças, jovens e adultas matem vivo a cultura da nossa comunidade.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Maria Socorro Freitas
Ocupação: Professora
Idade: 27 anos
Manifestações Culturais e Eventos da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 01)
Cantoria
Sr Miguel Liõ nasceu na localidade de Córrego dos Anãs e já mora em Monteiro há 14 ano. Desde os 12 anos de idade que é divertimento e gosta de cantar e ensinar as pessoas. Em sua casa sempre teve um violão e um pandeiro que usa nas horas vagas para se divertir também as pessoas que passam por lá. A cantoria acontece sempre que uma pessoa convida os cantadores para fazer uns versos. O cantador pensa, faz a rima e canta enquanto um outro responde. Pode participar da cantoria crianças, jovens, adulto e idosas pois alegra quem ouve.
Sua relação com as crianças e os adolescentes é que a canção alegra e serve de consolo para quem ouve, alem de resgatar a cultura de nossa comunidade.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Miguel Manoel Martins
Ocupação: Agricultura
Idade: 72 anos
Oficio e Modo de Fazer da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 02)
Artesanatos Diversos
Em lagoa dos Monteiros você pode encontra muitos produtos de artesanato. Ao chegar no pequeno vilarejo você pode encontra uma mulher que com as mãos delicadas constrói peças lindíssimas. Ela é chamada Maria Aparecida Vasconcelos, 52 anos, filha de Jose Arteiro Vasconcelos e Maria Renata de Vasconcelos. Tinha uns 10 anos de idade quando aprendeu a fazer varanda. Depois disso passou a fazer toalhinhas e depois aumentava a vontade de fazer então foi fazendo outras coisas e até hoje faz qualquer peça de crochê e já trabalha com outra tipos de produtos artesanais. Ela explica que para cada produto a ser confeccionado deve-se escolher um tipo de material. Para fazer bonecas de fita precisa-se de fita, gripim, enfeites, cartolina, isopor, boneca, cabelo. Após a escolha do material faz-se a peça como quer, de acordo com a criatividade .As ferramentas são tesoura, agulha, linha e cola.
Assim, a vida segue na casa de Dna Aparecida e graças a Deus sempre recebi encomendas, de produtos, pois ajuda na sua sobrevivência e o mais importante é que manter viva a cultura e torna a cada vez mais feliz pois gosta do que faz.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Maria Aparecida Vasconcelos Sousa
Ocupação: Dona de Casa
Idade: 52 anos
Oficio e Modo de Fazer da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 02)
“ Arte com Palha “
Lagoa dos Monteiro cidade de Cruz. Quem passa por nossa humilde rua, logo ouve os comentários de conceição, uma mulher bem inteligente em realizar arte com palha. Ela é chamada de conceição, mais seu nome completo e Maria Conceição de Freitas tem 66 anos filha de Estevam Marques de Freitas e Maria Clotilde de Freitas. Tinha uns 16 anos quando aprendia a fazer arte com palha pois o que eu mais gosto de fazer é uru e o restante da palha costuma fazer vassoura. Minhas ferramentas são a faca, palha, barbante e agulha grossa. Comecei a fazer essa atividade com minhas amigas, pois prestei bastante atenção até que consegui. Após a escolha da palha, coloca ela no sol deixa-se secar um pouco e depois se começa a realizar a arte.
Assim, a vida segue pois Conceição faz essas artes não para vender mais pra sua família, amigos e principalmente para mostrar seus dons. Esta com os dedos cansados mais a vida se-quer e o amor pela arte a faz pensar: “ Quem nunca desistira, pois conquistou esse dom para ser usado e não para ser guardar”.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Maria Conceição de Freitas
Ocupação: Dona de Casa
Idade: 66 anos
Lugares, Prédios e construções da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 03)
“Escola”
lagoa dos Monteiros situada próximo á antiga teleceará ( posto telefônico ) encontra-se a escola de EEF Joaquim José Monteiro.
A escola começou a ser construída em meados de 1981 quando a comunidade precisava de um lugar certo para estudar, pois as pessoas estudavam nas casas das professoras. Então o prefeito Manuel Duca da Silveira iniciou a construção do prédio com duas salas, uma cantina, uma pequena secretaria com um banheiro. Ao longo dos anos a escola foi sendo ampliada, e hoje, conta com seis salas, uma cantina, um deposito de merenda e material de limpeza e objetos necessário para o funcionamento da escola, uma bateria de banheiros, uma secretaria e uma quadra de esporte.
A escola recebeu o nome em homenagem ao grande homem que muito fez pela nossa comunidade. Atualmente a escola funciona dois turnos e atende desde a educação infantil ao fundamental 2, realiza reuniões com os pais, APM, conselho escolar, grêmio estudantil, alem de eventos culturais. E bem freqüentado no contra turno, pelos estudantes e pessoas da comunidade que fazem do esporte uma grande arma contra o mundo das drogas e da violência.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Aline Cristina Vasconcelos
Ocupação: Diretora Escolar
Idade: 28 anos
Lugares, Prédios e construções da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 03)
Sede da Associação
Lagoa dos Monteiros, terreno situado na rua da igreja de Nossa Senhora das Graças, s/n, encontra-se a sede da associação de lagoa dos monteiros.
P prédio foi construído no ano de 1996 para atender as necessidades da associação local, pois a mesma não tinha um espaço para fazer suas reuniões. Foi construída no terreno da igreja porque não recebeu nenhuma doação. Para a construção desse lugar a comunidade não contou com nenhuma ajuda do governo municipal. A própria comunidade se organizou e começaram a construção com um pouco de recurso arrecado pelo sistema de abastecimento de água (motivo pelo qual foi criada associação dos moradores ), taxa de contribuição dos sócios, serestas, leilões, reisado e mutirões. A partir de então as reuniões passaram-se a acontecer no local discreto como também o funcionamento da creche comunitária e reuniões da comunidade.
Identificação do entrevistado (a)
Nome: José Arteiro Vasconcelos
Ocupação: Agricultor
Idade: 59 anos
Lendas, Causos, Supertições e Curiosidade da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 04).
Bola de Fogo
Antigamente existiam muitas lendas. Aqui em Lagoa dos Monteiros as pessoas ouviram falar muito da lenda da bola de fogo, mais ninguém acreditava.
Seu Oscar, um homem já de 58 anos conta que ao andar na noite escura pelos becos e estradas sentiu um forte arrepio e quando olhou pra trás viu uma bola de fogo que ia crescendo ao chegar perto dele. Com tanto medo ele começou a correr e bola ( que parecia com um animal) correndo atrás. Então ele puxou uma faca e disse que começou a lutar com a bola, mas não conseguiu acertar nenhuma vez.”Era como uma coisa que não existia, tanto fazia bater como não.” Depois dessa luta, o entrevistado diz que o bicho desapareceu de repente sem deixar rastros e depois desse dia nunca mais viu e nem quer ver. Muitas pessoas até hoje não acreditam nessa lenda, mas ele conta com uma certeza de que realmente sentiu na pele esse acontecimento.
Identificação do entrevistado (a)
Nome: Oscar Ferreira da Silva
Ocupação: Agricultor
Idade: 59 anos
Lendas, Causos, Supertições e Curiosidade da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 04).
A Tarrafa
Pescando á noite na lagoa dos monteiros é possível que você possa ver um clarão. Acontece de repente você ver um clarão e um barulho, quase de tarrafa, que fica laçado em você por alguns minutos. É tão rápido que você fica com bastante medo.Várias pessoas já viram, mais depois não tem mais coragem de pescar. Hoje em dia, muitas pessoas não acreditam, mais nisso pelo fato de o mundo estar tão mudado, e por ninguém ter visto.
Para o senhor que contou a lenda, ele só acreditou quando viu e sentiu-se preso. Então que nunca deixamos de acreditar em lendas.
Identificação do entrevistado (a)
Nome: Raimundo Martins de Sousa
Ocupação: Agricultor
Idade: 51 anos
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 07).
“ Intidi “
Intidi era, segundos a entrevistada, uma palavra de quando passávamos a entender algo.
Esta expressão surgio há muito tempo, através de uma humilde família, pois é usada ate hoje, não com freqüência. Intidi sempre é usada em conversas, quando uma pessoa possa a entender o que a outra quis falar, ela responde: Intidi!. Significa que cada um tem seu jeito de falar. “E muito importante que cada um tenha seu modo de falar, pois a partir daí ele poderá ficar em nossa cultura.
Identificação do entrevistado (a)
Nome: Maria Conceição de Freitas
Ocupação: Domestica
Idade: 66 anos
História dos Locais da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 08).
Lagoa dos Monteiros
Situada a oeste da sede do município de Cruz, com ária aproximadamente 5 km², população em media de 800 habitantes. Fica na zona litorânia do estado do Ceará e tem como limites ao norte Santo Estevão; ao sul Aroeira; ao leste Cajueirinho e a oeste Paraguai.
Conta-se que a origem da comunidade de Monteiros aconteceu quando Francisco Monteiro e seu irmão Manuel Monteiro andavam caçando no ano de 1871 quando viram alguns troncos de árvores e porcos sujos de lama. Então saíram procurando e encontraram um pequeno poço e a partir daí surgil o nome Lagoa dos Monteiro porque os homens em da família Monteiro. A verdade é que a partir desse ano a comunidade foi crescendo. Em 1959, Joaquim José Monteiro deu inicio a construção da capela que só foi batizada em 1971 e logo após começaram que os festejos da comunidade. Em 1982, o prefeito de Acarau Manuel Duca da Silveira iniciou a construção da escola.
Em 1988 já com o município de cruz emancipado, foi construída a praça Serafim Marques de Freitas na administração de Antônio Raimundo.
Ao longo dos anos a comunidade também construiu sua própria sede da associação (1996), a escola foi ampliada contando com mais salas de aulas, banheiros, quadra de esporte e existe também na comunidade uma fabrica de costura.
No termo de aspectos econômicos nossas maiores fontes de renda são a agricultura e o comercio. Já na parte social, vemos que a comunidade procura buscar junto aos governantes ações para melhorar a situação da população, principalmente das crianças e adolescentes para que possam ter um futuro melhor.
Lagoa dos Monteiros também é uma localidade com uma cultura riquíssima, como as festas juninas e a festa da padroeira consideradas as principais manifestações culturais que aqui ainda existe.
Identificação do entrevistado (a)
Nome: Maria dos Santos de Menezes Chaves
Ocupação: Domestica
Idade: 55 anos
Instituições e Entidade Locais da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 10).
“Igreja Católica”
A igreja de Nossa Senhora das Graças é uma entidade religiosa que começou a ser construída em 1959. Na época, só existia igreja na caiçara e em Cruz e ficava muito longe para as pessoas daqui irem. A primeira iniciativa foi de Joaquim José Monteiro que junto com outras pessoas faziam mutirões, carregavam pedras nos ombros e as vezes em jumentos. Essas pedras eram trazidas da beirada da lagoa. O alicerce é na base de 1 metro e meio e todos com essas pedras. Os pedreiros eram do Acarau, um era João Felício, Dedé Gonçalves e outros.
O trabalho foi demorado, pois só batizaram a igreja em 1971. A parti daí começou a acontecer os festejos da padroeira Nossa Senhora das Graças e a participação do povo era boa, mas infelizmente hoje os jovens não valorizam muita a religião, se preocupam mais é com as coisas do mundo lá fora.
Identificação do entrevistado (a)
Nome: Antônio Neomézio Perreira
Ocupação: Agricultor
Idade: 73 anos
Lagoa Velha - Mapeamento Cultural
Leilão, Novenas e Reisados.
Fizemos uma pesquisa e descobrimos que na comunidade já teve muitas manifestações, hoje os mais comemorados são o leilão, as novenas e os reisados. Com o avanço da comunidade, aparecimento de energia, escola e até a televisão o povo deixou de lado os eventos culturais. Ainda por organização da escola e da associação se juntam para as novenas os leilões e os reisados. A população acompanha principalmente as novenas e leiloes pois a comunidade é totalmente católicos, embora muitos não freqüentarem a igreja e assentirem muita novela.
Identificação do Entrevistado(a)
Nome:Maria Fatima Brandão
Ocupação: Professora
Idade:42 anos
Pesquisadora: Samara Marcia de Araújo
12 anos, 7° ano
Oficio e Modo de Fazer da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 02)
Farinhada e Trabalho com Cipós.
Em lagoa velha a totalidade da população sobrevive da agricultura, realizei uma pesquisa na casa de farinhada da dona Lucivanda observando o processo da farinhada lá encontramos cestos e caçuás feito de cipó pelo senhor Otacelio Jose de Sousa. As farinhadas são comuns na comunidade principalmente nos meses de julho e agosto. As mandiocas são, transportadas por carroças e medidas em caçuás. Os cestos de cipós são usados para colocar a mandioca no cerrador.
Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Otacelio Jose de Sousa
Ocupação: Agricultor
Idade:72 anos
Oficio e Modo de Fazer da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 02)
A Tapioca
A tapioca é um alimento de origem indígena muito usada pelos agricultores é apreciado com o café, com peixe asado, carne e até mesmo sozinha.
Algumas pessoas fazem tapioca para vende e sustentar a família.
Em lagoa velha as maiorias das pessoas fazem, e comum tapioca diariamente no café da manhã ou janta.
Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Maria Socorro Cunha Ferreira
Ocupação: Agricultor
Idade: 42 anos
Oficio e Modo de Fazer da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 02)
Varanda
A varanda é uma das atividades mais desenvolvidas pelas as mulheres da comunidade de lagoa velha.
As meninas ainda com cinco anos de idade já aprendem a fazer varandas. O ganho é pouco mais o serviço também é maneiro e fácil. As mulheres da comunidade ganham em media 30,00 reais fazendo varandas durante um mês. A varanda é usada para colocar em redes e até em roupas.
Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Maria Rosilene Ferreira
Ocupação: Agricultor
Idade: 47 anos
Oficio e Modo de Fazer da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 02)
Trabalho com Palha
Sai para entrevista a senhora Maria Nice Cruz sobre o oficio e modo de trabalhar com palha.
A palha e uma matéria primam de muita utilidade da comunidade de lagoa velha. Aqui se utiliza urus, sacas, esteiras, chapéus e vassoura, todos feitos com palha pelas mãos de dona Nice. Ela trabalha durante todo o ano principalmente no mês de novembro quando a palha esta madura. Os objetos feitos por dona Nice são usados na casas de farinha.
Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Maria Nice Cruz
Ocupação: Agricultor
Idade: 56 anos
Pesquisadora: Maria Luana Cruz
13 anos, 7° ano
Lugares, Prédios e Construções da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 03)
O Trevo de Lagoa Velha
Foi formado quando contruiram o asfalto de Cruz a Gijoca e Aranaú e daí formou o trevo.
O trevo serve para os alunos do ensino médio e fundamental espera transporte para ir a escola serva também para o ponto de transporte, principalmente os idosos e jovens que querem ir para Cruz, Acarau e outros lugares quem tem seu transporte vai nele. Os jovens vão pra lá para se divertir e conversar e outros querem namorar. É um ponto muito freqüentado por todos da comunidade e de outros lugares. O trevo ainda esta escuro não tem energia elétrica, tem um banco de carnaúba para as pessoas se sentarem.
A comunidade de lagoa velha deseja que os poderes públicos construam um jardim e que coloque energia elétrica.
Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Vera Lucia Vasconcelos
Ocupação: Dona de Casa
Idade: 37 anos
Lugares, Prédios e Construções da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 03)
A comunidade de lagoa velha é uma comunidade pequena com poucas casas construídas, achamos importantes mapear o prédio escolar e sede da associação e o trevo no centro da comunidade. Estes três locais são mais importantes da comunidade é lá que as pessoas se encontram para estudar conversar, discutir os assuntos de interesse da comunidade. Na escola acontece a educação das crianças e jovens. Na sede da associação acontece reuniões comunitárias, catecismo, eventos da comunidade e consultas pelo P.S.F; E no trevo acontece o encontro dos jovens para bater um papo e serve também de ponto de ônibus.
Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Maria Djesus Marais
Ocupação: Professora
Idade: 46 anos
Lugares, Prédios e Construções da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 03)
Esta pesquisa foi muito interessante para mim, pois pude perceber a importância da união de uma comunidade. Senti vontade de ser adulto para poder fazer parte dessa sociedade. Queria poder decidir juntamente com as pessoas publica o que e melhor para minha comunidade e lutar para que os direitos e deveres sejam respeitados.
O mapeamento e muito importante com ele tive a chance de observar e conhecer coisas que eu jurava que não existiam e agora compreendo sua importância.
A associação comunitária de lagoa velha tem grande valor social na comunidade conhecendo-a passei a valorizá-la como uma manifestação cultural de uma sociedade organizada.
Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Maria Naisa de Freitas
Ocupação: Professora
Idade: 31 anos
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais da EEF Bernardino José de Vasconcelos
(ficha 05)
Encontramos várias expressões usadas por pessoas mais velhas fizemos entrevistas e pesquisas dos significados. Entre as expressões encontramos algumas até engraçadas como: Promonde, no carece, vaila me Deus, criatura, se apei e encabulado. Essas expressões são usadas por algumas pessoas da comunidade de lagoa velha. O engraçado é que as crianças e os adolescentes não sabiam os significados. Com as pesquisas apresentamos muito da cultura dos nossos antepassados.
Foi um trabalho bem divertido e gostamos de fazer.
Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Francisca das Chagas Nascimentos Alves
Ocupação: Agricultora Aposentada
Idade: 76 anos
História dos Locais da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 08)
Novenas
As pessoas de lagoa velha buscando o crescimento da fé realizam todos os anos novenas da quaresma, de maio, e de natal. As novenas acontecem na escola, nas casas de pessoas doentes e na sede da associação comunitária.
Esse evento já acontece a mais de 30 anos. As famílias se juntam, trazem fotos, flores e até café para confraternização. Todos os participantes se comprometem dos símbolos para o próximo encontro. Percebemos a alegria das pessoas em participarem e o respeito que tem pelo grupo organizador.
Lagoa Velha em transformação
Lagoa velha situada a 7km da cidade de cruz com população aproximada de 360 habitantes, formada por nativos e migrantes de outros municípios. Recebeu esse nome devido ter sido descoberto em condições de abandono por um senho chamado Manoel Paixão da comunidade de Pitombeiras que procurava animais nesta comunidade. Faz limites com as comunidades de lagoa de baixo, córrego do leite e correguinho. O acesso e feito por asfalto que liga a cidade de Cruz, Gijoca e Aranaú. Tem energia elétrica e água encanada para a maioria da população. E tem servido com, transporte, meio de comunicação, educação, saúde e moradia.
Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Otacelio Jose de Sousa
Ocupação: Agricultor
Idade:72 anos
13 anos, 7° ano
Lagoa Salgada - Mapeamento Cultural
FICHA 2
OFÍCIOS E MODOS DE FAZER
Lagoa Salgada
Pesquisador (a): Francisco Bruno de Vasconcelos; Francisca Janielle Rodrigues; Maria Janiele Silveira; Érica Marques de Sousa; Maria das Dores Cardoso; João Pedro dos Santos; Vanessa Jéssica Vasconcelos.Nome do ofício / modo de fazer: Artesanato de palha.
Nome / identificação do (a) responsável pelo ofício / modo de fazer:
Terezinha Maria de Jesus. Conhecida popularmente como Dona Tereza. Filha de Maria Marques de Sousa e João José Medeiros. Reside em Lagoa Salgada, município Cruz.
Descreva a origem e a história do (a) responsável pelo ofício / modo de fazer:
Nasceu na comunidade de guarda município de Bela Cruz, desde seus oito anos de idade que desenvolve esse ofício, teve influencia de sua mãe e até os dias atuais que realiza essa atividade, produzir produtos da palha da carnaubeira.
Onde acontece? (comunidade, distrito, bairro,município, estado)
Na comunidade, em sua própria casa.
Especifique detalhadamente os locais onde se desenvolve esse ofício / modo de fazer: (descreva onde o ofício/modo de fazer acontece. Ex. terrenos, quintais, ruas, centros culturais etc.)
Em sua própria casa.
Quando acontece?Há uma data específica para a realização da atividade?
Sim (X) Não ( )
Qual?
No período de janeiro a julho.
Descreva o ofício / modo de fazer. (indicar as etapas, as matérias-primas, ferramentas de trabalho, os cantos, as danças, instrumentos etc.)
É retirada as palhas das carnaubeiras, em seguida após a secagem das palhas ela seleciona as palhas melhores para a confecção da trança que é o principal instrumento para a produção dos produtos como a saca, o uru, o chapéu,o abano, a esteira,etc. As ferramentas utilizadas para esse trabalho são suas próprias mãos.
Quais os produtos resultantes da atividade?
Como já citados acima os produtos resultantes da atividade são: sacas, urus, vassouras, esteiras, abanos, chapéus, etc.
Porque acontece? (meio de vida, celebração, prática religiosa etc.)
É um meio de vida e porque as pessoas da comunidade precisa para utilizar no seu dia-a- dia, na agricultura e pecuária.
Qual a relação do objeto mapeado com o universo da criança e do adolescente?
Através desse ofício as crianças podem aprender mais sobre a grande função da palha no passado de nosso lugar.
Identificação do entrevistado (a)
Nome: Terezinha Maria de Jesus
Como é conhecida (a): Dona Tereza
Ocupação: Produzir artesanato de palha
Desde quando mora na localidade? Desde seus 15 anos.
Gênero
( ) Homem ( X ) Mulher
Idade: 55 anos
Onde nasceu: Bela Cruz
Etnia
( ) Indígena
( ) Negro
( ) Pardo
(X) Branco
Função que desempenha no ofício e / modo de fazer?
Artesã
Para o entrevistado (a), qual a importância desse ofício e/ modo de fazer?
È muito importante para nosso sustento e da minha família.
Paraguai - Mapeamento Cultural
Manifestações Culturais e Eventos
Forró Pé-de-Serra
No estado do Ceara, no município de Cruz na comunidade de Paraguai, no bairro de Alto Alegre. Mora o senhor Francisco Claude moura de 55 anos, nascido e criado em Paraguai.
Chico Claude diz que o forró pé-de-serra começou com a idéia de divertir as pessoas e quem lhe deu sua idéia foi um amigo seu.
Com o uso apenas da safona, triangulo, zabumba e o tambor o forró acontecer com animação só. Geralmente o forró acontece duas vezes no mês, nos finais de semana.
Não importa a idade, sexo, nível social e muito menos a raça, pois negros, pardos e brancos participam dessa manifestação e não só os trabalhadores rurais não, pessoas de outras comunidades também.
“Nunca tive condições de montar um clube, mais me contendo apenas com salão de minha residência, pois é lá que promovo minha festa” conta Chico Claude e que no final ainda diz emocionado “ Essa tradição veio passando de pai para filho e se depender de mim vaio continuar”.
Nome: Lindomar Valdemar Moura
13 anos
9° ano
EEF João Evangelista da Cruz
FICHA 01
Manifestações Culturais e Eventos
Leilão de Prendas
Raimundo Nonato Profiro, conhecido como Raimundo Santana, é um agricultor de 52 anos e mora co comunidade de Paraguai. Ele conta que há 6 anos realiza leilões na igreja de sua comunidade Paraguai.
Raimundo Santana, conta que faz assim: primeiramente, reúne um grupo de pessoas para pedir prendas na comunidade. Pode ser ovos, bolos, peru, farinha e outros. Segundo juntam as prendas para leiloar. No dia do evento chama o leiloado, que é ele mesmo e reúne as pessoas. Que dar o maior preço é o que leva a prenda. Quando maior o preço melhor.
Ele conta que aprendeu com seu pai Manuel Santana, via seu pai gritando o leilão, e se acostumou a gritar nos leilões da igreja da comunidade. Muitas pessoas participam dessa manifestação tanto crianças, adolescentes como adulto.
O objetivo do leilão é arrecadar fundos para a igreja e ao mesmo tempo serve para divertir as pessoas.
Nome: Ariana Renata Profiro
12 anos
8° anos
EEF João Evangelista da Cruz
FICHA 02
Oficio e Modo de Fazer
Bolo de Goma/Grude
Raimunda Nonata Carvalho, 48 anos nasceu em Paraguai, residente da comunidade do Córrego dos Texeira desde 1977 aprendeu fazer bolo diferente.
Raimunda aprendeu a fazer grude com sua mãe, quando era adolescente, “Achava interessante a maneira como ela fazia e comecei a praticar o hábito, e comecei a cozinhar na minha casa” Diz dona Raimunda.
Ela conta que faz assim:
Ingredientes: Goma, coco, sal e água
Modo de fazer: coloque em uma tigela a goma, o coco, sal e água. A parte, deixe um pouco do leite do coco para colocar na palha de bananeira, amasse com as mãos os ingredientes até dá o ponto de colocar na palha e leve para assar numa forma em fogareiro/fogo brando.
Dona Raimunda diz que hoje suas filhas já praticam a arte de fazer este bolo. O grude ele e feito na cozinha de sua casa. Ele é usado na alimentação da sua família.
Nome: Raimunda Tamila Freitas do Nascimento
12 anos
7° ano
EEF João Evangelista da Cruz
FICHA 02
Oficio e Modo de Fazer
Vassoura de Palha
Maria Madalena Pires de Paulo conhecida como dona Madalena é agricultora, nasceu em Itapipoca e mora em Paraguai desde 1951 e tem 66 anos. Ela fala que começou a fazer vassoura desde pequena e começou a praticar aos 13 anos de idade.
Para se fazer vassoura precisamos de corda, faca e palha. Primeiro corta-se as palhas, depois faz um molho das mesmas amarra-se, corta as pontas que ficam. Pronto esta feita a vassoura para o uso domestico ou para sua vendas
Doma Madalena conta que tudo isso é uma fonte de renda para sua família.
Nome: Maria Rafaela Ribeiro
11 anos
7° ano
EEF João Evangelista da Cruz
FICHA 03
Lugares, Prédios e Construções.
Igreja de Nossa Senhora do Perpeto Socorro
Eulália Barbosa de Araújo conhecida como dona Eulália me contou tudo sobre a fundação da igreja católica. Ela mora em Paraguai faz 51 anos, é aposentada e trabalhos como dona de casa, 70 anos de idade.
A igreja esta localizada no Córrego dos Prefeitos. O terreno foi doado por o senhor Francisco das Chagas. Quem ficou a frente da construção da igreja foi o falecido Chico André juntamente com a comunidade. Ela foi fundada em meados do ano 1999 a 2000.
A principal manifestação realizada pela a igreja é a festa de nossa senhora do perpeto socorro, padroeira da mesma, que vem acontecendo desde o ano de 2001 geralmente entre o final do mês de junho e o inicio do mês de julho. Os projetos futuros são santas missas populares, sobre a fraternidade.
Nome: Gleyciane Ferreira de Santana
12 anos
8° ano
EEF João Evangelista da Cruz
FICHA 04
Lendas, Causos, Superstições e Curiosidades
A Vassoura atrás da porta
Maria Conceição Pires, conhecida como Maria Sé, é uma agricultora de 60 anos. Ela conta que a vassoura atrás da porta é uma superstição que existe na comunidade em casos de pessoas que acreditam que isso espantam más visita.
Dona Maria Sé conta que faz assim: coloca-se uma vassoura atrás da porta principal, segundo ela dentro de pouco tempo a pessoa vai embora.
O fato dessa historia acontecer nos dias atuais é que as crianças e adolescentes aprendem com os pais e outros, levando-as acreditar e muitas vezes praticar, continuando a preservação de uma cultura muito antiga que até hoje existe.
É bom conhecer a história de nossos povos, pois é com ela que preservamos a cultura cearense ou de qualquer outro tipo de cultura.
Nome: Raimunda Tamila Freitas do Nascimento
12 anso
7°ano
EEF João Evangelista da Cruz
FICHA 08
História Locais
História da Comunidade de Paraguai
Segundo o senhor Francisco das Chagas Brandão conhecido como Chaga Gil, que (hoje) é agricultor, nasceu em Cavalos Bravo e mora em Paraguai desde 1928 tendo 89 anos. A origem do nome de Paraguai começa assim: um índio que morava em Paraguai (pais) saiu de seu lugar para buscar um meio de vida melhor. Em sua jornada ele chegou até aqui, um lugar onde só havia animais, mato e pessoas iguais a ele.
Então ele construiu uma cabana onde morou durante muito tempo, até que um dia atacaram a sua tribo e ele lutou bravamente para defendê-los até sua morte. Após isso os outros índios colocaram em homenagem a esse guerreiro o nome de onde eles moravam o mesmo de onde ele nasceu, de Paraguai, como é até hoje.
Por isso que na nossa localidade existem muitos descendentes indígenas onde a cultura dos mesmos vem passando de geração em geração.
Nome: Maria Rafaela Ribeiro
11 anos
7° ano
EEF João Evangelista da Cruz
FICHA 08
História Locais
Historia de Alto Alegre
Dona Maria do Livramento Araújo conhecida como dona Maria, mora na localidade desde de 1969, tem 62 anos e conta um pouco do seu lugar.
Dona Maria falou que Alto Alegre é um (lugar) vilareijo pertencente a comunidade a comunidade de Paraguai, que tinha o nome de cansação que depois passou a ser chamado de Enferninho , apelido dado por moradores devido que existia bares e sempre tinha confusão.
Os moradores de família responsáveis, juntamente com o pastor José Nicodemos Brandão decidiram colocar o nome Alto Alegre, Alto porque a região é mais elevada geograficamente e Alegre por a localidade agora ia passar ser alegre e feliz.
Com a opinião de todos tudo mudou com um tempo. Hoje tem muitas construções como o chafariz para beneficiar com a água. Agora Alto Alegre é feliz, tem a igreja Evangélica e o povo de bem com a vida.
Nome: Francisca Edna da Costa
13 anos
8° ano
EEF João Evangelista da Cruz
domingo, 24 de agosto de 2008
Pitombeiras - Mapeamento Cultural
Oficio e Modo de Fazer
Maria Marlene de Menezes, filha de Manoel Magalhães de Menezes e Raimunda Evangelista de Menezes, residente em Porteiras, aos 57 anos, é um exemplo para aqueles que acreditam que devemos jovem, mesmo se os cabelos embranquecerem. Aos 7 anos, ainda criança, acompanhando sua mãe, começou a fabricar suas primeiras varandas, aos poucos foi aperfeiçoando e mostrando que os fios são capazes de realizar excelentes obras. No inicio, eram varandas simples, depois mais complexas, em seguida, veio as toucas, almofadas, tapetes, toalhas, colchas e redes. Existe a varanda com fio roxo, branco e com linha. "Coloco um copinho na agulha para ficar pesado e melhorar o balanço das mãos, quando realizo o desenho da varanda". Ela explica que gosta do que faz, mas o trabalho é o sustento da família. " trabalho para ganhar dinheiro e sustentar minha família". Atualmente distribui fios para mais de 40 pessoas, que vende as mercadorias para outras cidades.
Dados do Entrevistado:
Nome: Maria Marlene de Menezes
Ocupação: Agricultor
Idade: 57 anos
Pesquisadores:
Nome: Nágela Naiara de Menezes
Idade: 13 anos
Serie: 8° ano
Poço Doce I - Mapeamento Cultural
LOCAIS E REGIONAIS – FICHA 07 -EEF LUIS ALBANO DA SILVEIRA
Vocábulo: E aí mano!
E aí mano, é um vocábulo ou uma expressão de dizer com uma pessoa que é conhecido. Esse vocábulo foi criado pelo Emanuel Alves, que é dito até hoje. Essa palavra ele costuma dizer como um voto de cumprimentação que a pessoa vem chegando ou a pessoa que recebeu o voto de cumprimentação.
Mano pra ele é: Uma palavra que vem de IRMÃO, e que sempre gostamos de falar com alguem, chamar com algumas pessoas, pronunciar com a pessoa que é mais chegada a gente que conhecemos. Quando sai o vocábulo, e aí mano da boca dele, é que significa que ele tem amigos e colegas, e que sempre gosta de chamar uns com os outros.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Emanuel Alves do Nascimento
Ocupação: Estudante
Localidade: Poço Doce I
EXPRESSÕES VOCÁBULOS
LOCAIS E REGIONAIS – FICHA 07- EEF LUIS ALBANO DA SILVEIRA
Vocábulo: Tô na zoeira.
No mês de junho diz mais uma entrevista como atividade do Selo Unicef de minha escola entrevistando desta vez o estudante de 19 anos residente em Lagamar. Na ocasião o entrevistei para saber o significado da expressão “Tô na zoeira”, muito dito por ele. Segundo o mesmo o vocábulo quer dizer curtição, principalmente quando está tomando umas pingas (cachaça), mas sem nenhuma maldade, diz por dizer.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Emanuel Alves do Nascimento
Ocupação: Estudante
Localidade: Poço Doce I
EXPRESSÕES VOCÁBULOS
LOCAIS E REGIONAIS – FICHA 07- EEF LUIS ALBANO DA SILVEIRA
Entrevistei minha mãe sobre o vocábulo “Ô menino matuto”, segundo ela, é muito comum ouvir pessoas da Zona Rural em que moram falar isso. Acontece quando uma pessoa fica abismado olhando e administrando outra pessoa ou objeto.
Isso é coisa da nossa gente, faz parte da nossa cultura, eu acho essa expressão muito legal.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Maria Isabel do Nascimento
Ocupação: Agricultora
Localidade: Poço Doce I
FIGURAS POPULARES – FICHA 06- EEF LUIS ALBANO DA SILVEIRA
No dia 20, eu Sabrina Leângela Silveira minha colega de sala Maria Elisângela do Nascimento e a professora Ivonete, entrevistamos o Sr. Antônio falamos sobre as figuras populares. Para começo de conversa o entrevistado era líder comunitário em termo religioso, muitas vezes ele não se sente bem por que o esforço dele não os agrada.
A origem de seu trabalho foi através de reuniões que chegou a esse ponto de celebrar na comunidade, com muita fé e esperança de sempre está presente na comunidade ajudando essas pessoas.
Com relação ao objeto mapeado ele acha difícil trabalhar e concretizar as crianças e os adolescentes no mundo de hoje.
A importância dessa figura popular para o entrevistado, se sente satisfeito por conseguir por conseguir alcançar, trabalhando em pró da comunidade.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Antônio Ferreira de Paiva
Ocupação: Trabalha em comunidade
Localidade: Poço Doce I
FIGURAS POPULARES – FICHA 02- EEF LUIS ALBANO DA SILVEIRA
No dia 21 de junho de 2008, eu Sabrina Leângela Silveira e a minha colega de classe, Maria Elisângela do Nascimento, fizemos uma entrevista sobre comida típica com a Maria Angelina Carvalho, nós falamos da tapioca. Ela não teve nenhuma formação, quantos as suas influências foi com a família.
A comida típica é feita na comunidade de Gamileirinha, no município de Cruz, Estado Ceará. Ela acontece em casa de farinha, ela também tem uma data específica, acontece no mês de julho.
As etapas para fazer a tapioca é raspando a mandioca, depois a serra quando terminar espreme, e amassa, depois penera e então vai ao forno.
As ferramentas são: rapador, faca, coco, peneira, prensa, etc.
Ela também faz o beiju, carraspanhas e cafofo. Ele acontece porque é para o meio de vida. As crianças acham bom, gostam desse tipo de comida típica, não como antes mais ainda gostam.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Maria Angelina Carvalho
Ocupação: Agricultora
Localidade: Poço Doce I
MANIFESTAÇÕES CULTURAIS E EVENTOS – FICHA 01- EEF LUIS ALBANO DA SILVEIRA
Na entrevista falamos sobre o reizado, para começo de conversa as influências do entrevistado foi já desde de crianças, onde aprendeu com os mais velhos, inclusive com o Sr. João da Mata do Nascimento. Eles falavam para elas que no dia 06 de janeiro comemora-se o reizado. Eles contam que foi assistir e lá chamou a sua atenção, e é, por isso, que está se realizando estas manisfestações.
Essa manifestação cultural chama atenção das pessoas para assistir o público. Os ritmos são, em forma de círculos. Os instrumentos são: violão, pandeiro de mão e triângulo, as formas de cantar é realizado em roda.
Percorrem as comunidades, os trajes de roupas compridas. As cores são variadas para chamar atenção do público são usadas máscaras.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Antônio Ferreira de Paiva
Ocupação: Trabalha em comunidade
Localidade: Poço Doce I
BRINCADEIRAS E BRINQUEDOS INFANTIS – FICHA 05- EEF LUIS ALBANO DA SILVEIRA
No dia 24 de junho de 2008, eu Sabrina Leângela Silveira entrevistei o Weferson Sidney Silveira e conversamos sobre uma brincadeira chamada “esconde, esconde”. Essa brincadeira acontece dentro de casas, geralmente na casa de seus parentes.
O tempo dessa brincadeira pode ser a qualquer tempo, o número de crianças envolvidas são de 4 a 8. A origem foi com as crianças de antigamente que não tinham brinquedos p-ara se distrair então inventaram essa bincadeira.
Com relação ao objeto mapeado é próprio pra crianças, pois elas se divertem muito. Para o entrevistado é importante, pois nos divertimos muito com essa brincadeira.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Weferson Sidney Silveira
Ocupação: Estudante
Localidade: Poço Doce I
HISTÓTIAS DOS LOCAIS – FICHA 08- EEF LUIS ALBANO DA SILVEIRA
No dia 28 de junho de 2008, eu Sabrina Leângela Silveira e a professora Maria Eliane Silveira da Costa fizemos uma pesquisa sobre a comunidade de Bento Lobo. Entrevistamos o Sr. Francisco de Assis Silveira, sobre a comunidade de Bento Lobo. Tem uma população de 101 pessoas, existem 23 casas na comunidade, ali as pessoas trabalham na agricultura, com a plantação de milho, feijão, roça e castanha, são pessoas simples que vive do trabalho.
Bento Lobo é uma comunidade que surgiu há muito anos atrás, originou-se de um tanque e tinha vaqueiro que todo dia ia lá no tanque dá água aos bois, e o nome desse vaqueiro era Bento Lobo. Quando ele foi embora as pessoas começaram a chamar tanque do Bento Lobo. As pessoas na comunidade vivem de seu trabalho, terminada a colheita de milho e feijão, eles se preparam para colher as castanha, as pessoas também criam animais como: galinhas, bois, ovelhas e cavalos. Trabalham de dia, e a noite descansam e sempre no dia seguinte a mesma rotina.
A religião predominante é a católica, onde freqüentam a igreja da comunidade vizinha. As crianças e os adolescentes vão para a escola e vivem com sua família.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Francisco de Assis Silveira
Ocupação: Aposentado
Localidade: Poço Doce I
GRUPOS ÉTNICOS ESPECÍFICOS – FICHA 09- EEF LUIS ALBANO DA SILVEIRA
Luís Tomaz, foi o primeiro habitante da Lagoa do Mato, onde descobriu-a ao procurar as onças que estavam matando os animais. O Sr. Luís veio de Jijoca e seu filho João Tomaz contava que o nome da Lagoa foi dado pelo um Sr. De Acaraú.
João Tomaz era de origem negra e casou-se com a Dona Raimunda de Castelhano que também era negra e assim formaram uma família na Lagoa do Mato, a única na época.
Depois chegaram mais duas famílias na comunidade, uma de Preá e outra de Carrapateiras. As três famílias vivem em harmonia na comunidade como se fossem uma só.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Assis Tomaz
Ocupação: Agricultora
Localidade: Poço Doce I
HISTÓTIAS DOS LOCAIS – FICHA 08- EEF LUIS ALBANO DA SILVEIRA
Quem visita a comunidade de Lagoa do Mato se encanta com a beleza natural do fator relevante que deu nome a localidade. Situada no coração do lugar, reflete o que de mais puro e belo a natureza pode nos proporcionar. Com um clima aconchegante, as famílias que moram ao redor usufruem de paz e tranqüilidade, além de ser fonte de consumo, pois a pesca em determinadas épocas do ano garante o sustento de algumas famílias que habitam por lá.
A alegria de quem a visita é contagiante, por isso, é indicada para momentos de relaxamento e paza anterior.
Identificação do entrevistado(a)
Nome: Raimunda Nonata de Souza
Ocupação: Agricultora
Localidade: Poço Doce I
Poço Doce II - Mapeamento Cultural
Manifestações Culturais e Eventos
Festas Juninas
A escola de ensino fundamental Francisco das Chagas e Silveira localizado em Poço Doce II, tem como tradição realiza todo ano no mês de junho uma quadrilha.
Na ocasião reúnem toda a comunidade local especialmente alunos, professores, diretores e pais para estas comemorações, onde tem inicio com um ensaio diário até a ata da quadrilha.
Na noite da comemoração que acontece no pátio da escola, são utilizados para a festa: som musica juninas, roupas estampadas, enfeites juninos e comidas típicas.
A dança da quadrilha é feita com 12 pares onde dança com muito animalão contagiando as pessoas que vão lá para assistirem.
Além da quadrilha os alunos, crianças e jovens e adolescentes apresentam outras danças típica como: forró onde são resgatado os valores culturais da comunidade.
Dados do Entrevistado:
Nome: Maria Josineuda Vasconcelos
Ocupação: Professora
Idade: 36 anos
Localidade: Poço Doce II
Pesquisadores:
Nome:Rita Regina da Silva
Idade: 13 anos
Serie: 9° ano
Texto da ficha 02
Oficio e Modo de Fazer
Artesanato com fio e linha
Na comunidade de poço doce II uma das principais ocupações das mulheres é a varanda feita para redes de dormir.
Em suas próprias casas as mulheres utilizam para o futio fio e lã feitas de algodão e agulha. Uma das artesãs mais velhas a trabalhar aos onze anos de idade onde as primeiras agulhas utilizadas eram confeccionadas por ela própria. Feita de palito de coqueiro depois arame. Agora já se compra agulhas especialmente fabricadas para esse fim.,
Apesar da não valorização do produto, pois custa muito barato o produto depois de pronta.é uma fonte de renda onde as mulheres ajudam no sustento da família. E esse ofício vai sendo ensinado pelas mães ás filhas garantindo assim o aprendizado aos jovens e adolescentes da comunidade além da varanda, chapeis, bolsas e sapatos para crianças.
Dados do Entrevistado:
Nome: Maria Ribeiro da Rocha
Ocupação: Artesã
Idade: 32 anos
Localidade: Poço Doce II
Pesquisadores:
Nome: Maria Elioneide das Silveira Paulo
Idade: 15 anos
Serie: 9° ano
Texto da ficha 05
Brincadeiras e Brinquedos Infantis
Boneca de Pano
É um brinquedo confeccionado em casa, de baixo custo que ainda hoje é utilizado pelas crianças.
Muitas crianças ficam curiosas para conhecer esse de brincadeira e saber como foi produzido. Principalmente as meninas quando convençam com as mães sobre os brinquedos de infância do seu tempo.
Conceição uma senhora de 42 anos dona de casa, utiliza tecidos, meias linhas, botões, agulha e fabrica lindas bonecas de pano para suas filhas e netos. E algumas vezes para as crianças da localidade.
Para conceição fabricar bonecas de pano é recorda a sua infância e os tipos de brinquedos com os quais se divertia muito.
Identificação do Entrevistado:
Nome: Maria Conceição dos Santos
Ocupação: Domestica
Idade: 43 anos
Pesquisadores:
Nome:Maria Leide dos Santos
Idade: 15 anos
Serie: 9° ano
Texto da ficha 07
Expressões e Vocábulos Locais e Regionais
“ Vai te Catar “
“Vai te Catar” segundo o entrevistado é um dizer muito falado hoje em dia.
Esta Expressão surgiu há pouco tempo, só não se sabe de onde veio, mas é nova.
Vai te catar é usado em conversas onde as pessoas se desentendem e xingam umas as outras. Significa o mesmo que sai pra lá, não quero mais conversa.
Dados do Entreviostado:
Nome: Julismar Elizio Brandão
Ocupação: Agricultor
Idade: 30 anos
Pesquisadores:
Nome:Maria Núbia de S. Nascimento
Idade: 15 anos
Serie: 9° ano
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Parodia de Cajueirinho I
Aqui no nosso municipio
grande é a riqueza cultural
vindado indio, vindo do negro (bis)
ta nos costumes do pessoal
Construções feitas por escravos
por aqui se pode ver
danças, cantigas e culinária (bis)
expressões antigas pra se dizer
Personalidades reconhecidas
a estes se pode perguntar
história viva, vida do povo (bis)
nos precisamos é cultivar
A cantoria está no sangue
desaculturados querem acabar
na nossa mão tá o poder(bis)
a tradição vai continuar.
Pra nós todos é um prazer
desses assuntos poder falar
nos enriquece e favorece (bis)
Selo UNICEF Cruz a ganhar
Antonio Sérgio Marques – 8º ano, Irani Maria da Silva – 7º ano e Maria Auricélia da Silveira – 6º ano da EEF João Evangelista Vasconcelos
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Novo Material da Pesquisa de Campo da Escola Paulo Freire
Ficha de identificação
Ofícios e Modos de Fazer
Ficha 02
Identificação do ofício: Artesanato de Palha
Flaviano e eu, Judenes, alunos do 6º ano A, Centro de Educação Básica Paulo Freire, fizemos uma atividade de pesquisa sobre artesanato de palha de carnaubeira. Entrevistamos o Senhor José Flávio de Vasconcelos, de 34 anos de idade, mora no bairro de Aningas desde de março de 2007. Perguntamos ao Senhor Flávio se ele trabalhava com a palha, ele disse que sim e logo foi explicando como se faz os produtos derivados da palha de carnaubeira, como: saca, uru, esteira, entre outros e apresentou também o material usado na construção desse ofício. Segundo o entrevistado, esse trabalho é realizado no período de agosto a dezembro. O resultado desse trabalho tem contribuído muito no orçamento familiar. Depois da entrevista, agradecemos por ele ter nos recebido em sua casa e por ter respondido nossas perguntas com muita gentileza. Essa atividade nos mostrou que todo trabalho é importante além do aprendizado adquirido.
Histórias dos Locais
Ficha 08
Identificação do Ofício: Bairro de Maçaranduba
Nós, alunos do 9º ano B, do Centro de Educação Básica Paulo Freire, entrevistamos o Senhor Manoel Francisco do Nascimento, conhecido por Genuário, agricultor, de 67 anos de idade, da localidade de Maçaranduba, município de Cruz, sobre a origem do nome dado a essa comunidade. Segundo seu Genuário, nessa localidade, havia um pé de maçaranduba, nome esse de origem indígena e que como era uma planta nativa da região, o Senhor Raimundo Paulo, primeiro morador dessa localidade, deu o nome do lugar de Maçaranduba.
Atualmente, ainda encontramos um pouco da sua vegetação nativa embora parte dessa paisagem tenha sido modificada pelo homem para a construção de casas e também para cultivo da agricultura. Nesse bairro, as pessoas vivem em harmonia e consideram um bom lugar de se viver. Seu Genuário, nosso entrevistado, continua sendo um multiplicador dessa história para que crianças, adolescentes e jovens tenham o conhecimento e repasse para as gerações vindouras.
Entrevistadores: Rafaela, Luzinete, Erinaldo, João Paulo e Vanessa
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Esporte e Cidadania - Paulo Freire
Coordenador: Edson Muniz
No dia 26 de junho de 2008, o grupo de trabalho, mobilizadores do Selo UNICEF, Edição 2008, temática Esporte e Cidadania, juntamente com os gremistas do Centro de Educação Básica Paulo Freire, realizaram uma tarde esportiva envolvendo os alunos do turno da tarde e alguns do turno da manhã. Nesse evento, participaram aproximadamente 280 alunos, entre esses alguns apresentavam deficiência física, deficiência essa que não os impediram de participar das brincadeiras e jogos. Foram realizadas várias brincadeiras como: a corrida do ovo, a corrida do saco, o cabo de guerra, passar por dentro do bambolê e passar a bola. No evento enfatizou-se a importância da prática esportiva educativa, pois boa parte do trabalho foi desenvolvida com dois grupos e outras em grupos separados como: pular de corda, pular de elástico, amarelinha e jogar de bila. Houve também os jogos de rendbol feminino e o futsal masculino envolvendo os alunos do 6º ao 9º ano. Entre as brincadeiras mencionadas, uma teve destaque pela aceitação dos alunos que foi pular de corda. Esse jogo despertou nas crianças e adolescentes um grande interesse, até mesmo aqueles que pouco participava de eventos como esse, se envolveram nessa atividade. Foi uma tarde alegre e prazerosa, pois, a participação foi satisfatória.
Relatório da Quadrilha – Matutão do CERU
O Centro de Educação Básica Paulo Freire, tradicionalmente, realiza a festa junina intitulada “Matutão do CERU”. Após planejamento com todos os funcionários para decidir tema, data, confecção de convites e lembranças, decoração, culinária e objetivo do dinheiro arrecadado, reúne amigos da escola, todos os organismos colegiados e os pais, para de forma participativa e interativa, colaborar na realização do evento.
A oitava edição do Matutão do CERU, homenageou o povo Afro-brasileiro, com o tema:A Cultura Afro-brasileira no VIII Matutão do CERU, os ensaios começaram no mês de abril, reunindo e convidando os alunos e amigos da escola para organização da apresentação, que aconteceram constantemente no turno vespertino das 15:00h às 17:00h, no Auditório municipal Cônego Manoel Valdery da Rocha e também na quadra esportiva desta escola.. Todos os ensaios ficaram sob a responsabilidade dos amigos da escola e gestores.
Mediante o tema escolhido, o grupo de capoeira “Filhos de Cruz”, foi convidado para abrilhantar o evento (visto que esta atividade caracteriza bem a cultura negra), ensaiando sua apresentação diariamente no recinto escolar das 17:00h às 18:00h, sob a coordenação de Rubenildo, conhecido por Ligeirinho.Os convites, as lembranças, as faixas, painéis decorativos e toda a culinária foram confeccionados na própria escola por todos que a compõe.
O Conselho Escolar teve seu destaque, tanto na organização do evento quanto na arrecadação de recursos através de um leilão oculto. Já os organismos colegiados se envolveram na organização e decoração do ambiente. Os pais dos alunos deram sua parcela de colaboração doando materiais para a preparação das iguarias e prestando serviço.
O VIII Matutão do CERU, valorizando a cultura afro-brasileira, foi realizado no dia 07 de julho de 2008 e contou com a participação de 90 pessoas no seu elenco. Teve início com o grupo de capoeira “Filhos de Cruz”, seguido do pronunciamento da diretora geral, Maria de Lourdes Vasconcelos e desfile das rainhas caipiras. Como abertura da quadrilha, foi apresentada uma sinopse sobre as lutas e conquistas do povo Afro, escrita pela professora Gleiciane Freitas. A decoração do ambiente foi bastante rústica envolvendo jogos, brincadeiras infantis, barraca com uma variedade de comidas típicas. A participação popular foi bastante expressiva com resultado satisfatório e todo recurso arrecadado foi em prol da aquisição de armários e birôs para as salas de aula, realizando assim, o objetivo deste evento.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
I FEsti Show de Capoeira em Cruz - Janeiro 2009
http://cruzselounicef.blogspot.com/2009/01/i-festi-show-de-capoeira-em-cruz.html
Relatorio Capoeira da Escola Cajueirinho I
http://cruzselounicef.blogspot.com/2009/01/i-festi-show-de-capoeira-em-cruz.html
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Relatorio sobre Participação Politica e Orçamento Publico

O inicio dos trabalhos para a conquista do SELO UNICEF Edição 2008 deu-se com o encontro dos articuladores e os quatros mobilizadores e a coordenadora para o repasse dos respectivos temas: Participação de Adolescente na política e Orçamento Publico, Educação para a Convivência para o Semi Árido, Esporte e Cidadania, Cultura e Identidade Indígena e Afro-Brasileira, o publico constava dos diretores de todas as escolas e representantes da comunidade e adolescente estudantes do ensino médio.
A mobilizadora do tema Participação de Adolescente na Política e Orçamento Publico é a professora e educadora brinquedista Maria Silvany Rios que convidou 75 adolescentes e a Vanderli que participou do encontro do UNICEF em fortaleza ficou liderado o GAPOP (Grupo de Adolescentes Participando da Política e Orçamento Publica). Esse foi o nome que escolhemos logo na primeira reunião no dia 10 de Abril de 2008, na Biblioteca Publica Municipal Maria Inês de Farias. Os participantes do GAPOP eram alunos da escola Estadual São Francisco da Cruz e os integrantes do grupo do projeto Eu sou Cidadão-Amigo da Leitura, achamos muito interessante conhecer e debater esses temas e logo que a mobilizado nos entregou o material que era uma revista explicando passo-a-passo, a blusa, o crachá, uma pasta com um caderno personalizado e caneta ainda uns folhetos com mais informações sobre o assunto e o primeiro assunto era um pouco apresentado pais o período para o cadastramento eleitoral já estava próximo então combinamos para fazer a campanha para mobiliza todos os adolescentes que tinha a idade e que ainda não tinha tirado o titulo de eleitor e dividimos pequenos grupos e fomos fazer visitas as salas de aula do ensino médio e também nos anexos, falávamos primeiramente sobre a importância do SELO UNICEF para nosso município, percebemos como a maioria de nós é desinformada e desinteressado em coisa serias mais quando explicávamos e mostrávamos a revista e o Significado do GAPOP alguns queriam era participar também e agente chamava.
O trabalho do grupo era mais o menos assim, ficava combinado que em qual lugar que estivéssemos com muita gente, ali era feita a divulgação do nosso tema e principalmente da campanha para o envolvimento dos adolescentes na política e os da comunidade atravez de jornal mural exposto em postos de saúde e em comercio, falamos também nas reuniões de pais nas escolas e cada escola ter um representante do GAPOP, fizemos vários mobilização nas ondas do radio 06 de abril nó programa que já existe as quarta feira de 10:00 o 10:30 chamado Informativo Infantil programa Eu sou Cidadão-Amigo da Leitura, alguns colegas nosso pediam nas ruas mais informações de como tirar o titulo, e a gente se sentiu muito orgulhoso de ver que aos poucos o objetivo ia sendo alcançado.
Em outros encontros planejamos passeio para descontração do grupo, participamos das oficinas que a coordenadora e os mobilizadores ofereciam, oficina de confecção de jornal e de radio alguns dos encontros vem pouca gente, mais a maioria dos participantes vinham a todas as reuniões, estas eram sempre bem animadas com dinâmicas e no final um lanche e planejamento para outros encontros. Nas escolas os professoras trabalharam o tema em aulas de historia, língua portuguesa e arte como confecção de cartazes divulgando bem os trabalhos do tema participação de adolescentes na política.