quarta-feira, 2 de julho de 2008

Mini-Dicionario Afro-brasileiro de Paraguai

Angu: É um prato típico da região

Axé: É uma dança da região e ao mesmo saudação

Babaca: É uma pessoa idiota

Bagunça: É tudo fora do lugar

Banbolê: É um brinquedo que as criança brincam

Banguela: É modo de chamar uma pessoa desdentada

Batuque: Dança de sapateado

Berimbal: Instrumento que se toca na capoeira

Búzios: Objectos que se encontra na praia

Cachaça: Uma bebida alcoólica

Cachinbo: E um estrumento que se usa para fumar

Cacimba: E um poço que se guarda água

Caçula: E o filho mais novo

Cafune: É um carinho feito na cabeça

Calango:Éum reptio

Canga: É uma Vestimenta que as mulheres usam

Cangica: Comida feito de milho

Capoeira: E uma dança e um tipo de luta

Carimbo: E uma Marca

Catinga: Mal cheiro

Cachunbo: E uma Dança

Chilique: Desmaio, ou ataque do coração

Cochilar: Um sono curto

Dengoso: Pessoa que pede muita atenção, manhoso

Enbalar: Fechar alguma coisa

Enpancar: Não conseguir falar ou dizer algumas coisa

Encabular:E uma pessoa tímida

Fofocar: Falar do outro

Fuleiro: Bagunceiro

Fuxico: Falar mau dos outros

Gandaia: Ir na folia dos outras pessoas

giló: Uma fruta

Lambada: Dança de origem amazónica

Macule lê: e um jogo de dança

Macumba: Feitiçaria

Maluco: Pessoa sem juiso

Manga: Dar risos

Mangue: Lugar formado por lama

Mano: Um amigo do peito

Marimbondo: Um inseto

Matuto: Pessoa que fala errado

Maxixe: Um legume

Mingal: Comida de bebê

Moleque: Menino travesso

Pamonha: Comida típica, feita com milho

Pimdaiba: Falta de dinheiro

Pinga: tipo de cachaça

Pirão: comida feita com farinha e água

Samba: Dança afro-brasileira

Sapeca: pessoa inquieta

Tagarela: Fala demais

Tango: Uma dança

Xara: Pessoa que tem o mesmo nome

Zabunba: Tambor

Zueira: Bagunça

Zombar: Falar mal do outro

EEF João Evangelista da Cruz
Grupo Afro-brasileiro
Paraguai
Cruz-CE

Produção Textual - Paraguai

O QUE EU SEI SOBRE A CULTURA NEGRA.
Cultura negra vem de cultura de negros, raça, cor etc..
Alguns negros vieram da África, lugar mais elevado de negros africanos, Você já se perguntou por que existem negros no mundo?
Negros, eles vieram de senzalas junto com vários outros e eram considerados escravos, nativos, trabalhavam duro, bastante, como falamos , negros são considerados nativos, pessoas que não sabem nada sobre cultura mais apesar de tudo eles são pessoas iguais a nós, que tem esperança de um dia serem libertados, e foi por isso que a Princesa Isabel declarou pela a lei Áurea que a partir daquele dia não existiria mais escravos em senzalas que foram destruídas e por isso que foram livre da abolição da escravatura, comemorado no dia 13 de maio de 1888 em todo o Brasil.
Aluna: Maria Rafaela Ribeiro
7° ano
EEF João Evangelista da Cruz
Paraguai
Cruz-ce

Texto da Reunião sobre a Cultura Afro-brasileira e Indígena.

A reunião realizada com as turmas do 6° e 7° Ano foi muito participativa, o grupo de trabalho pediu aos professores permissão para elaborarem o cronograma das atividades do tema cultura Afro-Brasileira e Indígena nesta reunião chegou-se a conclusão que os alunos tinham muito trabalho para mapear em relação ao oficio e modo de fazer, e os demais termos, também foi elogiado por alguns alunos a presença do mobilizador Evaldo que nos motivou bastante na realização desse trabalho, terminando a reunião cada grupo ficou sabendo o que ia fazer, que era entrevistar.

Aluno: Maria Daniele da Silveira - 7° Ano
Idade: 11 Anos
Aluno:Leonardo Junior de Sousa - 7° Ano
Idade: 11 Anos
EEF Artidouro Mendes de Sousa - Cedro

terça-feira, 1 de julho de 2008

POESIA - O MEIO AMBIENTE PREÁ

O mundo tem coisas boas
que temos que preservar
tem a linda natureza
com seus rios, mares e lagos
matas, animais e tudo
que tem no planeta terra
formam o meio "ambiente"
terra boa que é da gente.

Mas o homem hoje em dia
não dá valor ao que tem
acaba as árvores com queimadas
e exportando também
os bichos vão para zoológicos
às vezes até matam
e fazem bolsas e casacos
isso o homem que faz
essas coisas ilegais.

A nossa água muito boa
também pode acabar
se o homem não cuidar
e ao meio ambiente ajudar
deixando as nossas águas
livres de esgoto e lixo
devemos pois nos lembrar
que a terra assim viverá.

A maior parte da terra
é composta só por água
mais não é por causa disso
que devemos abusar
pois a água potável
pode um dia acabar
e se isso acontecer
todo mundo sofrerá.

Já parou para imaginar
como o planeta estará
daqui alguns anos
se a mata acabar
sem termos os animais
e água só se comprar
se o homem não se tocar
todo o planeta morrerá.

Preserve a natureza
e tudo o que nela tem
pois se você fizer isso
estará fazendo o bem
para o mundo e você mesmo
para isso não há segredo
sendo assim o meio ambiente
permanecerá contente.

Agora vou terminando
e de novo o mesmo aviso
cuide bem da nossa terra
de todos os seres vivos
do nosso planeta querido
que ocorre sérios perigos
tente ao menos se esforçar
e o meio ambiente esse agradecerá.

Autora: Silvanir Pessoa
Aluna da EEF Leopoldo Manoel de Medeiros

POESIA SOBRE O MEIO AMBIENTE DE PREÀ

Eu sou um brasileiro
que o Brasil eu dou valor
me sinto feliz na vida
com a paz e com amor.

Assim também é a floresta
que precisa de atenção
respeito aos ambientes
de toda a região.

Você que é homem do campo
não destrua o ambiente
procure mais entender
o futuro da semente.

As sementes que nascer
que a terra vai brotar
zele dela pra crescer
para terra sombriar.

Por isso todos pensem bem
não destrua sua beleza
é coisa feita por Deus
porque é da natureza.

Autor: Gleston
Aluno da EEF Leopoldo Manoel de Medeiros - Préa, zona rural do município.

REPENTE II

Vou começar o meu verso
com muito amor e prazer
não suje o meio ambiente
seja educado pra valer
porque se não a SEMACE
vai brigar com você.

Meu nome é Natanael
nasci no Maranhão
eu vim morar no Preá
porque não estava bom não
os homens estavam destruindo
sem nenhuma precisão.

Nesta minha narrativa
eu digo tudo que sei
os meus versos só permitem
dizer o que eu pesquisei
também faço meu protesto
penso no quanto ajudei.

Meu nome é Natanael
e tenho a obrigação
de falar para as pessoas
que jogar lixo no chão
por favor para com isso
não destrua a população.

Cuide bem do nosso país
porque é cidade bela
se acabar com a natureza
não vai sobrar nada dela
os animais vão morrer
vendo aquela sequela.

A floresta Amazônia
morre a cada dia
homens derrubando as matas
com toda a alegria
eles sabem que tá matando
animais todos os dias.

Você viu na televisão
onde o discurso fala
ele falou para todos
só existe um dono lá
é o povo brasileiro
que mora no nosso lugar.

Eu sei que Lula falou
eu também quero falar
o povo dessa localidade
tem direito de preservar
a nossa natureza
que existe no nosso Pará.

Autor: Natanael Lima
Aluno da EEF Leopoldo Manoel de Medeiros - Preá, zona rural do município de Cruz

REPENTES SOBRE O MEIO AMBIENTE

REPENTE I

Vou começar os meus versos
com muita da alegria
alunos e professores
eu acho bom esse dia.

Aqui o meio ambiente
não está muito legal
meninos matam os pássaros
sem eles fazer nem um mal.

Quando eles matam os pássaros
diz que dá uma merendinha
já vi menino falar
mas que coxinha gostosinha.

IBAMA meu grande amigo
ouça o que vou lhe falar
sei que você quer saber
do meio ambiente do Preá.

Nesta minha narrativa
não digo tudo que sei
os meus repentes só permitem
fazer o que pesquisei.

Pessoas desse lugar
ouça o que vou lhe falar
o nosso meio ambiente
não pode se acabar.

Meu nome é Natanael
eu moro aqui no Preá
eu me acho inteligente
e gosto de estudar.

A floresta Amazônia
está sendo acabada
homens estão destruindo
e estão fazendo queimada.

Acho que nosso Brasil
não está muito legal
não é só o meio ambiente
tem o problema lixal.

Eu e mais outras pessoas
quando um papel ia jogar
o cesto estava perto
mas jogava em outro lugar.

Terminei os meus repentes
com muita satisfação
mais eu deixo um recado
acabem a poluição.

Aluno: Natanael Lima
EEF Leopoldo Manoel de Medeiros - Preá, zona rural do município de Cruz.

RELATÓRIO SOBRE AS PESQUISAS DOS ROTEIROS DO TEMA: EDUCAÇÃO PARA A CONVIVÊNCIA COM O SEMI-ÁRIDO

Aos dezesseis dias do mês de maio do ano de dois mil e oito, às 13:30hs da tarde, o grupo de crianças e adolescentes da Escola de Ensino Fundamental Maria Filomena Sousa, situada na localidade de Cajueirinho II, zona rural do município de Cruz, realizaram as pesquisas do primeiro roteiro do tema educação para a Convivência com o Semi-Árido com as famílias da comunidade para saber sobre a saúde das crianças.
Uma das famílias entrevistadas foram as senhoras, Maria Luciene de Freitas Costa, Luciana Ferreira Medeiros de Oliveira, Maria Edilma do Nascimento, Francisca Jocélia de Sousa, Benedita Maria Moraes Sousa. Entrevistamos também a professora para saber como as crianças estão sendo acolhidas e como estão crescendo no Semi-Árido, questões do terceiro roteiro.
Todas as famílias entrevistadas responderam muito bem as perguntas, umas ficaram admiradas, pois nunca tinha sido feito um trabalho assim em nossa comunidade. Uma delas estava grávida e respondeu sobre sua gestação. Também falamos para as famílias sobre a importância do Selo Unicef para o nosso município. A nossa professora, Lucivanda nos acompanhou durante as entrevistas e muito nos ajudou. Nós agradecemos a todas as famílias que participaram.

REALIZAÇÃO:
GRUPO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DA EEF MARIA FILOMENA SOUSA (CAJUEIRINHO II, ZONA RURAL DO MUNICÍPIO)

domingo, 29 de junho de 2008

Aula de Campo na Semana do Meio Ambiente - EEF Macário José de Farias - Pitombeiras, zona rural do município

Alunos observam o Rio Acaráu.


Margens do Rio Acaraú, Rio Ribeirinho da comunidade de Pitombeiras.

Campanha de plantio de mudas na escola e comunidade.


Alunos realizam plantio de mudas na escola.


Alunos registram os aspectos observados durante a aula de campo.
Alunos da Escola de Ensino Fundamental Macário José de Farias localizada em Pitombeiras, zona rural do município de Cruz, juntamente com a professora Fabrícia, realizaram na Semana do Meio Ambiente aulas de campo para observarem o ambiente que os cercam, inclusive o Rio Acaraú, Rio ribeirinho da comunidade.
Foram observados alguns aspectos: como a mata siliar, os problemas de escassez de água e as mudanças que ocorrem no meio ambiente. Os alunos observando estes aspectos puderam também fazerem seus registros para em sala de aula desdobrarem sobre os aspectos observados. Segundo a professora, Fabrícia, os resultados da aula de campo foram bastante proveitosos, pois assim os alunos puderam ver de perto a realidade local e por si mesmo tirarem suas conclusões possíveis sobre os problemas que convivemos com o meio ambiente.
Os alunos também realizaram plantio de mudas, doados pela Secretaria do Meio Ambiente do município, na escola e na comunidade. Mais uma ação dos alunos em prol do meio ambiente. Isso vale apena ressaltar, disse a professora. Ações como esta fazem a diferença para o meio em que vivemos.

Professora: Fabrícia Farias
Mobilizadora do Selo na Escola: Lucivânia Márcia Vasconcelos

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Origem do Nome da Cidade de Cruz


O primeiro nome a comunidade de Cruz, foi “Lagoa do Escondido”. Teve esse nome devido aos viajantes que passavam pela Lagoa e não conseguiam avistá-la com facilidade, por ocasião da vegetação fechada que a escondia.
Outra versão para esse nome da lagoa seria a de que Coronel Teixeira Pinto, fugindo de Portugal, aproximadamente no ano de 1687, devido a guerras na Época, teria vindo de navio até o Ceará e instalado na cidade de Uruburetama. Nesta Cidade teria se envolvido em questões de conflitos com familiares de sua nova esposa e teria novamente fugido, e de lá teria vindo também fugitivo se esconder naquela lagoa, e assim teria ficado o nome como o local onde o Coronel fez esconderijo, a ‘Lagoa do Escondido’.
(Fonte: Valci Costa - historiador Popular de Cruz)
Duas Correntes disputam as origens do atual município de Cruz. A versão mais corrente a cerca da origem do nome do município de Cruz provém do ano de 1725. Nesse ano ocorreu uma grande seca, na qual faleceu um retirante, vitimado de fome, tendo sido fincado uma cruz sob sua sepultura, daí o nome do município. Outra versão, afirma que a cruz teria sido posta com o fim de indicar o lugar em que fora assassinado, por emboscada, o genro pelo próprio sogro, por questões de honra.
(Fonte: Município de Cruz: Nicodemos de Araújo, 1989)
Segundo versão do Sr. Valci Costa, (representante da própria comunidade, participante da comissão de Emancipação Municipal, um dos primeiros vereadores e Secretário da primeira Câmara Municipal de Cruz, hoje aposentado) sobre a origem do nome Cruz, ele afirma que teve posse durante muito tempo de um documento que o Sr. Coronel Teixeira Pinto teria próprio escrito e que conta o seguinte:
Um fugitivo de Pernambuco, dizendo ser paraibano de nome Renato, teria se hospedado na casa de um fazendeiro em Parnaíba. Nesta estada teria namorado a filha do Coronel de nome desconhecido, dono da fazenda. Ao completar dois anos de morada, a moça revela a Renato estar grávida dele. Com isso este foge temendo a reação do pai da moça. Dez dias depois da moça contar o segredo a sua mãe, o Coronel fica sabendo e imediatamente inicia a procura por Renato com seus dois filhos. Ao passar pelo Rio da Tutóia, divisa do Ceará com Piauí, ele tem as primeiras noticias do fugitivo. Seguindo viagem tem outras notícias em Jericoacoara. Chegando num local de nome Lagoa do Escondido (nome de nossa comunidade anterior a Cruz) soube que Renato se encontrava hospedado na casa de Coronel Teixeira Pinto (português fugitivo de sua terra natal devido a guerras na época).
Chegando na casa de Cor. Teixeira Pinto, Renato não se encontrava, pois estava na casa de seu Filho Capitão Teotônio (uma das primeiras casas construídas em Cruz e que ainda hoje existe) prestando-lhe serviços. O Coronel parnaibano vai a sua busca e ao chegar ao endereço citado, é informado que Renato teria acabado de sair rumo a Barra de Acaraú. Há uns quatrocentos metros dali alcançaram-no. O Coronel fica frente a frente com então e lhe pergunta: - Queres morrer ou voltar para casar com minha filha?
Ele responde: - Estou nas mãos do Senhor.
Neste momento os filhos do Coronel que o acompanhavam, sem esperar a resposta do pai, alvejaram Renato naquele local.
Voltaram a casa de Capitão Teotônio e contaram o fato ocorrido. Este pediu que mandassem enterrar o corpo e que fincassem uma Cruz no mesmo local do acontecido.
A partir de então, os comboeiros de jumentos que viajavam do sertão rumo a praia e vice-versa para venda de sal entre outros produtos começaram a utilizarem a Cruz como ponto de referência em suas andanças e desta forma passando o local a ser chamado de Lagoa da Cruz e posteriormente de Cruz.