sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Aroeira - Mapeamento Cultural 2008

Lendas, Causos, Superstições e Curiosidade da EEF. Santa Cecília (ficha 04)

No dia 20 de fevereiro de 1948 o senhor Geraldo Mendes morador de aroeiras tinha ido para o trabalho buscar um cavalo que estava na capoeira, pertinho da casa de um vizinho, e na hora em que pegou o cavalo deu-lhe um coise na barriga e mesmo assim ainda conseguiu chegar a casa do vizinho, passou entre a vida e a morte, mandou chamar sua esposa Maria do Carmo que nessa época estava esperando o segundo filho e o resto da tarde e da noite o senhor Geraldo Mendes passou sofrendo em dores sem poder voltar para casa. No outro dia veio para casa trazido em uma rede, e na casa passou 10 dias em casa, pois não tinha medico por aqui, depois de 10 dias, foi para os Monteiros para casa de seu sogro. Enquanto estava nos Monteiros na casa de seu sogro começaram a perceber que tudo que ele comia saia pela a ferida.
No dia 22 de abril chovendo muita sua mãe veio levar ele de rede para o Tabuleirinho que foi onde ele nasceu, pois naquele tempo não tinha transporte.
E lá ele teve a certeza de que o intestino de estava perfurado. De lá levaram de rede para Acaraú, pis os Filomenos se prontificaram a cuida dele. De Acarau levaram ele de helicóptero para o hospital de Fortaleza e lá levaram ele para fazer exames, pensando que não precisava operar. Mas ele foi operado no dia 24 de setembro. E hoje ele conta essa historia para seus filhos e netos.

Identificação do Entrevistado
Nome: Geraldo Mendes de Oliveira
Ocupação: Aposentado
Idade: 88 anos


Lendas, Causos, Superstições e Curiosidade da EEF. Santa Cecília (ficha 04)

Em uma noite escura vinha dona Graça de casa de sua amiga, pois nessa comunidade era pouca povoada e a estrada quase fechada de cajueiros, quando passava em frente a casa de José de Paulo quando escutou um barulho estranho, ficou quase paralisada de medo, o medo era tão grande segundo ela que por três vezes ele viu um vulto e um rodamoinhos muito forte e aquilo foi aumentando e ela foi ouvindo um barulho como um berro de um jumento e ficou mais apavorada ainda, pois gente sabia que não era.

Identificação do Entrevistado
Nome: Maria das Graças do Nascimento
Ocupação: Aposentado
Idade: 57 anos

Brincadeiras e Brinquedos Infantis da EEF Santa Cecília (ficha 05)

A localidade de Aroeira se localiza no município de Cruz, aproximadamente a 33 Km da sede do Município.
É uma comunidade de mais ou menos 800 habitantes. Seu povo é de origens humilde, trabalhador e católico. Recebeu esse nome devido as grandes plantações de arvoras de aroeira aqui existente.
A principal fonte de renda dos habitantes desta localidade, é a castanha de caju. A maioria das pessoas, cultivam a lavoura, praticamente a agricultura de subsistência.
As casas, são feitas de alvenaria, mais ou menos próximas uma das outras. Aqui é um lugar pacato, aconchegante e de um povo feliz, longe das violência, graças a Deus.

Identificação do Entrevistado
Nome: Marluce Brandão Araújo
Ocupação: Dona de Casa
Idade: 26 anos

Espressões e Vocábulos Locais e Regionais da EEF Santa Cecília (ficha 07)

“Negrada”, este vocábulo é bastante pronuciado pelos moradores de Aroeira, por sermos humildes, simples e na grande maioria, sem uma boa formação, vai e não vai, estamos falando “negrada” e isso faz da nossa cultura.
Esse vocábulo, é usado, quando uma pessoa fala se referindo a varias outros, daí, ao invés de dizer gente! Diz-se “negrada”

Identificação do Entrevistado
Nome: Marineuda Ferreira da Costa
Ocupação: Estudante
Idade: 14 anos

Histórias Locais da EEF Santa Cecília (ficha 08)

Ser criança e bom demais, brincadeiras e que não falta, uma delas, que é muito praticada pelas crianças da comunidade de Aroeira é o trisca.
Pode ser realizada no pátio da escola, no quintal da nossa casa ou em qualquer lugar que seja amplo.
A brincadeira acontece da seguinte forma, um dos participantes estrala um dedo para os outros participantes segurarem, quem pegou o dedo estralado, será o bicho, o triscador corre para pegar os outros, quem ele triscar será o triscador (não tem tempo determinado e nem quantidade certa de participante).
Não se sabe como surgiu essa brincadeira, mais se sabe que é uma brincadeira do tempo dos nossos avós e dos nossos pais.

Identificação do Entrevistado
Nome: Maria Marli Ares Ferreira
Ocupação: Professora
Idade: 39 anos

Instituições e Entidades Locais da EEF Santa Cecília (ficha 10)

A associação de pais e mestres da EEF Santa Cecília, foi fundada no dia 24 de maio de 1997. A diretora, Maria Marli Ares Ferreira foi a primeira presidente desta associação.
Esta entidade não tem fins lucrativos, seus membros trabalhão voluntariamente na tentativa de melhorar a nossa educação e zelar por este patrimônio.
Uma vez por ano o MEC (Ministério da Educação e Cultura) envia atravez do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola) um recurso para a manetenção da escola em todos os sentidos. Este recurso é gastado num prazo determinado e fiscalizado por todos da APM. Depois de gasto, a diretoria presta conta com toda comunidade escolar e assim, voluntariamente todos se preocupam com a educação e o bem estar de todos os alunos da EEF Santa Cecília.

Identificação do Entrevistado
Nome: Maria Marli Ares Ferreira
Ocupação: Professora
Idade: 39 anos


Relatório do mapeamento em prol da conquista do SELO UNICEF da EEF Santa Cecília

Nós adolescentes mobilizadores em prol do Selo UNICEF, representantes da EEF Santa Cecília, sentimo-nos incumbidos de promover um estudo como temática participação política e cultural, identidade, educação e convivência com o semi-árido, incluímos todos os professores, alunos e a mobilizadora geral da nossa entidade escolar, que se empenhou para a realização das pesquisas de campo junto a nós.
Através dessas pesquisas realizadas por nós adolescentes e professores, percebemos a riqueza de costumes e hábitos que nossa comunidade tem que até então, não tinha percebido, e não esquecendo que todos nós estávamos empenhados nesse trabalho para a realização dos mesmos. A partir dessas pesquisas conhecemos as origens de algumas pessoas e além de termos descobertos que família de pessoas da nossa comunidade teve participação no tráfico de escravos, transportados pelos navios, além de terem participado da Guerra do Paraguai.
Ficamos impressionados com a quantidade de água que nossa comunidade consome diariamente, em geral, toda comunidade sofre com a grande concentração de sal existente na água.
Mesmo sendo uma comunidade pequena e com poucos habitantes, é uma comunidade feliz, mesmo não dispondo de local de lazer para os jovens, eles improvisam seu próprio local e se divertem.
O trabalho foi concludo com muito empenho de todos os alunos e professores e a mobilizadora geral da nossa escola.
Consideramos nosso trabalho um importante movimento e ao mesmo tempo uma oportunidade para conhecermos melhores nossos costumes e nossa cultura.

Comunicado da Mobilizadora no processo de mapeamento em prol do Selo UNICEF da EEF
Santa Cecília

No momento que aceitei o convite para trabalhar em prol do Selo UNICEF, como mobilizadora geral da EEF Santa Cecília, eu e os quatros alunos adolescentes sentimo-nos incumbidos de promover um estudo com quatro temáticas em destaque, encluindo os professores, alunos e núcleo gestor da nossa entidade escolar.
Quando todos os alunos estavam aptos a desenvolverem o trabalho, dividimos as tarefas. Eu juntamente com os demais professores nós nos dedicamos ás áreas ser mapeadas pelos alunos, que obviamente seriamos agentes mapeadores. O trabalho foi concluído paulatinemente e com muito empenho de todos. Os mais motivados na realização desse trabalho eram os alunos, que se sentiram importantes e realizados em está á frente de uma atividadenova e diferente, pesquisando a comunidade.
Culminamos fazendo área mapeada, porém o tempo não foi suficiente para aprimorar o que pretendíamos, mas daremos continuidade no segundo semestre. Consideramos nosso trabalho um importante movimento cultural, pois tivemos oportunidade de conhecermos melhor nossa cultura, nossos costumes, em fim a nós mesmos.]

Dicionário de palavras que são usadas na comunidade de Aroeira, da EEF Santa Cecília

Açougueiro: Jogador violento
Ariégua: Admiração
Arria: Se apresar
Arriba: Levantar
Bolão: Chute alto, sem direção.
Namente: Desconfiado
Rombaro: Ir logo
Basora: Vassoura
Perai: Espera
Arripuela: Admiração
Cumer: Se alimenta
Chaboco: Tirar pedaço de algo
Xixica: Cogita
Milangreta: Passa mal de fome
Loção: Perfumem
Quenga: Prostituta
Pest Grilo: Decepção
Ganbé: Policial
Pentiado: Barruar alguém
Guri: Criança pequena
Apregado: Calçado
Camarinha: Quarto
Abaica: Ir depreca
Coxinha: Gata de fala mal e da vida do próximo
Piru: Dar palpite no jogo

CAIÇARA - Mapeamento Cultural

Mapeamento das Expressões Culturais
Manifestações Culturais e Eventos-FICHA 01
EEF João Ladislau de Paulo Magalhães

Drama
Há muito anos atrás, não havia muita diversão na comuunidade, então um grupo de pessoas resolveu criar os dramas, a ideia partiu de brincadeiras, e o drama passou a ser um umportante evento popular para a comunidade pois contava com a participação e o apoio de muitos.
O evento que tinha a frente D. Luzia ocoria todosos sabádos, pois bastava uma sala, mesa, cortinas e a disposição de quem o fazia, para que a diversão tomasse conta de todos. Os drama era livre para todas as idades, crianças, adulto e todos em geral. Era feitopor moças e rapazes que usavam roupas bem coloridas para da mais brilho ao evento o drama era realizado nas comunidades proximas da caiçara de baixo.

Dados do Entrevistado:Nome: Cleonice Maria da Silva
Idade: 53 anos
Ocupação: Dona de Casa
Localidade: Caiçara
Pesquisador:Lana Karina Ferreira

Mapeamento das Expressões Culturais
Oficio e Modo de Fazer-FICHA 02
EEF João Ladislau de Paulo Magalhães


Pamonha

D.Cléia sempre morou em caiçara de baio hoje casada tem uma familia grande entre filhos e netos, é dona de casa e estudou na escola de jovens e adultos e agora cuida só da casa. Ela aprendeu a fazer pamonha com sua mãe.
Pamonha é uma tipica comida da região é feita especialmente no inverno, pois é a época da safraa de milho, para fazer é preciso ralar o milho, põe o coco, sal ou açuca, e depois enrola na palha do milho, põe água no fogo e quando estiver fervendo põe a pamonha. É cozinhada no fogo a lenha.
A pamonha é feita para vender e outros para próprio da familia. A pamonha é muito saúdavel, muito gostosa e tem muitos nutrientes e vitaminas.
Do milho que erve parafazer a pamonha tambem serve para fazer bolos, canjicas e outras comidas tipicas.

Dados do Entrevistado:Nome: Cleonice Maria da Silva
Idade: 53 anos
Ocupação: Dona de Casa
Localidade: Caiçara
Pesquisador:Lana Karina Ferreira
Mapeamento das Expressões Culturais
Lendas, Superstições e Curiosidades-FICHA 04
EEF João Ladislau de Paulo Magalhães


Passar por Baixo de Arame

O povo de caiçara de baixo tem muitas superstições e uma delas é que passar por baixo de arame trás muito azar. Os pais proibiram seus filhos de passar por baixo de arame principalmente as sexta-feiras, pois acreditavam que isso trazia muito azar para suas vidas. Isso ocorria em caiçara de baixo, por ter muitas cercas de arame.
A cerca de arame é muito útil, ,as também pode ser muito perigosa para quem não tiver cuidado ao se aproximar. Elas são feitas de um material resistente que protege os cercados de entradas de algo não deseijavel.


Dados do Entrevistado:
Nome: Cleonice Maria da Silva
Idade: 53 anos
Ocupação: Dona de Casa
Localidade: Caiçara


Pesquisador:Lana Karina Ferreira


Mapeamento das Expressões Culturais
Brincadeiras e Brinquedos infantis-FICHA 05
EEF João Ladislau de Paulo Magalhães

Boneca de Pano

As bonecas de pano era um dos brinquedos mais usados pelas crianças, pois as mesmas era muito fácil de fazer. As bonecas eram feitas por as mães de crianças, para fazer era preciso pano, algodão, agulha e linha. Recortava o pano em forma de uma boneca e enchia de algodão e em seguida costurava o pano.
As bonecas de pano ou bruxas de pano como eram conhecidas, era o principal brinquedo das crianças femininas do município. Pois as mesma não causavam dano danos a natureza nem aos seres humanos, e era um brinquedo saudável para as crianças. Essa bonecas além de ser um ótimo brinquedo, passava um aprendizados de como cuidar de crianças.


Dados do Entrevistado:
Nome: Cleonice Maria da Silva
Idade: 53 anos
Ocupação: Dona de Casa
Localidade: Caiçara


Pesquisador:Lana Karina FerreiraDados do Entrevistado:

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Cajueirinho II - Mapeamento Cultural

Manifestações Culturais e Eventos da EEF Maria Filomena Sousa (ficha 01)

No dia 28 de maio de 2008 pela manhã, fomos fazer a nossa quarta entrevista, a pessoas entrevistada foi a Sra Geralda Maria do Nascimento, antes das perguntas explicamos o motivo da nossa ida a sua residência e explicamos também a importância do Selo Unicef no nosso município. Depois pedimos para que ela registrasse como é a dança chamada drama de cantar um pouco da historia dessa dança ao acabar as perguntas a dona Geralda por ternos dado á sua atenção.

Identificação do Entrevistado:
Nome: Geralda Maria do Nascimento
Ocupação: Domestica
Idade: 58 anos


Manifestações Culturais e Eventos da EEF Maria Filomena Sousa (ficha 01)

No dia 06 de junho de 2008 pala tarde, fomos entrevistar o Sr. Manuel Pedro da Cunha e pedimos para ele que registrasse os passos de reisado inclusive ele nos mostrou uma de suas mascaras que ele usa para dança, no dia 19 de junho teve um tarde cultural cujo reisado era para ter se apresentado, mas teve um improviso e não deu certo ele se apresentar.

Identificação do Entrevistado:
Nome: Manoel Pedro da Cunha
Ocupação: Agricultor
Idade: 59 anos

Oficio e modo de Fazer da EEF Maria Filomena Sousa (ficha 02)

No dia 20 de maio de 2008 as 07:30 da manhã chagamos a residência do Sr. José Pereira da Silva a fim de que ele relatasse um pouco sobre o processo da farinhada. Antes de fazermos as perguntas, explicamos sobre a causa da nossa visita. Como não tínhamos mais nada a esclarecer demos inicio as perguntas, onde ele nos respondeu com segurança sobre o oficio e mapeado. Não havendo mais perguntas a fazer, finalizamos a mesma as nove horas da manhã e assim, mapeamos mais uma família .

Identificação do Entrevistado:
Nome: José Pereira da Silva
Ocupação: Aposentado
Idade: 83 anos


Oficio e modo de Fazer da EEF Maria Filomena Sousa (ficha 02)

Após 14 dias do mês de maio de 2008 pela manhã, visitamos mais uma casa de família da localidade de Cajueirinho 2 para fazer outra entrevista. Falamos um pouco a respeito da nossa ida as suas casa para esclarecermos o assunto, afim de que ela pudesse entender melhor o objetivo da nossa visita. Desde então começamos a entrevistar a senhora Maria do Livramento Nascimento que Falou coisas em relação os objetivos confeccionados pelo trançado da palha da carnaubeira. Nada mais a falar finalizamos mais uma pesquisa mapeada que terminou as 10:00 horas da manhã.


Identificação do Entrevistado:
Nome: Maria do Livramento do Nascimento
Ocupação: Dona de Casa
Idade: 45 anos


Brincadeiras e Brinquedos Infantis da EEF Maria Filomena Sousa (ficha 05)

No dia 13 de maio de 2008as 03:00 horas da tarde, saímos para fazer uma das primeiras entrevistas sobre o Selo UNICEF. A primeira pessoa entrevistada foi o Sr. Paulo Augusto Silveira Filho.Chegando lá pedimos alguns minutos de seu tempo para explicarmos o objetivos da nossa visita a sua casa. Após, demos inicio fazendo algumas perguntas ao entrevistado que relatou vários aspectos em relação ao jogo, brincadeira de peteca. Foi ai que realizamos a nossa primeira entrevista acompanhada pela professora Vacilda Maria de Sousa,que está nos apoiando na realização dessas pesquisas.

Identificação do Entrevistado:
Nome: Paulo Augusto Silveira Filho
Ocupação: Agricultora
Idade: 30 anos

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Canema - Mapeamento Cultural

Escola de Ensino Fundamental Filomena Martins dos Santos
“Educando com Amor” 2008

Mapeamento das Expressões Culturais

Ficha 05
Ficha de Identificação
Brincadeiras e Brinquedos Infantis

As pesquisas realizadas através do mapeamento das expressões culturais com a ficha de identificação de brincadeiras e briquendos infantis, teve como entrevistada a senhora Maria Eronildes Farias Vasconcelos, ex-professora do Bairro de Canema. A mesma forneceu informações sobre brincadeiras de rodas e balançadores, que no passado eram praticadas pelas crianças da época. Sendo as brincadeiras de roda mais praticadas pelas meninas e os balançadores pelos meninos, onde eles mesmos fabricavam com pedaços de paus e cordas.
Com a ficha de identificação sobre lendas, foi entrevistado o também o senhor Valdivino Aquino de Albuquerque, segundo ele, um homem se transformava em um bicho estranho que dizia ser um Lobisomem. Ele sabe disso , porque outras pessoas que moravam no bairro, comentavam ter visto, segundo a entrevista realizada disse ele que isso aconteceu durante muito tempo.
Outra entrevistada foi Maria de Fátima dos Santos Nascimento que mora no Conjunto São Raimundo. Ela conta que aparecia uma visagem por lá, fazendo barulho como um cavaleiro. Isso era muito freqüente. E por curiosidade dela, uma noite, abriu sua porta e foi tentar descobrir o que era. E através do escuro da noite não pode ver realmente, pois a criatura também tentava escapar para não ser vista. Lutando para não ser visto a criatura misteriosa deu uma cambalhota no meio da rua e correu como se fosse um cavalo estradeiro. E dali em diante, nunca mais se ouviu falar de tão misterioso cavaleiro.
E por último foi entrevistada senhora Maria de Lourdes Araújo de Sousa que também mora no bairro de Canema, segundo ela conta que um parente dela, há muito anos, recebeu uma botija para arrancar. E por não querer aceitar passo três dias recebendo o convite. para conseguir a tal botija, passou por muitos perseguições misteriosas, demônios, coisas que tentavam impedir a botija ser arrancada. Tendo conseguido, pegou o dinheiro que encontrou mandou pagar missas para a alma que era dona da botija.

Pesquisadores:
Maria Aurilene Sousa-Professora
Alexandre Marcos dos Santos-aluno 7º Ano
Paulo Henrique Pereira Costa-aluno 7º Ano
Daniele Cristina carvalho Vasconcelos-aluna 7º Ano
Maria Amanda de Vasconcelos Costa-aluna 7º Ano



Escola de Ensino Fundamental Filomena Martins dos Santos
“Educando com Amor”

Mapeamento das Expressões Culturais

Ficha 8
Histórias dos Locais

De acordo com as pesquisas, feitas pelos alunos, é possível comprovar que as expressões culturais se estende de geração a geração. Os educadores tiveram em mãos uma ficha contento informações, facilitando assim o registro das histórias locais.Segundo as informações que lhes foram dadas, é que existia dois curandeiros. O senhor Manoel e o senhor Carioca, os dois macumbeiros. Manuel Sabino Martins contou que o Manuel, era conhecido como Manézinho macumbeiro, havia nascido na Almofala praia pertencente ao município de Itarema em 1969.Anos depois, veio morar na cidade de Cruz, n bairro de Canema ,na Rua Francisco Sarafim. Onde hoje se encontra no local uma rua e na outra parte um prédio comercial. Manézinho como era conhecido, de cor negra, tinha como sua função curandeiro. Pois buscava sempre solucionar seus problemas e dos outros. Foi através da crença que Manézinho curou muitas pessoas, uma delas foi um homem com o apelido de Zé Bodim. Pois sentia fortes dores no estômago, resultado de uma bruxaria . O curandeiro com a crença que desenvolvia utilizava a boca para retirar ossos de galinha de dentro do homem, segundo o entrevistado, foi assim que aconteceu a cura.
Com o curandeiro Carioca não foi diferente o senhor José Osmar Paulo contou que o macumbeiro Carioca nasceu em Belém e só em 1988 foi que veio morar em Cruz, no bairro São João na Rua Vereador Mundico Martins. O local hoje não mudou nada, ainda continua como residência dor. Não sei qual a razão deste apelido, mas Carioca como era conhecida por todos. Também realizava muitas curas, cerca de 50 pessoas compareciam as seções. Ele retirava com a boca objetos de dentro das pessoas, desta maneira acontecia a cura. Na época estes dois curandeiros eram importantes por conta de as pessoas acreditarem neles e confiavam no trabalho que eles faziam.

Pesquisadores:
Maria Lucilene Silveira -professora
Maria Edvanda Rocha- aluna 9º Ano
Janiara Silveira Morais - aluna 9º Ano
Géssica Vanielle de Sousa - aluna 9º Ano



Escola de Ensino Fundamental Filomena Martins dos Santos
“Educando com Amor”

Mapeamento das Expressões Culturais

Ficha 07
Expressões e Vocábulos
Locais e Regionais

O Selo UNICEF proporcionou aos alunos e professores a oportunidade de está conhecendo um pouco mais sobre as expressões e vocábulos locais e regionais conversando com as pessoas mais idosas do bairro escolar.
As pessoas entrevistadas tem um modo de falar rico e cultural, mas com o passar do tempo foram dando lugar a outras palavras.
As expressões e vocábulos escolhidos foram:
· “Vala mia Nossa Senhora”, muito utilizado nas horas de aflição, sustos;
· “Isso é arrumação de gente”, falada na hora de repreensão;
· “Ai meu Deus”, usada nas dificuldades, as vezes até nos momentos alegres e bons;
· “”Cunhã ” vocábulo muito utilizado para chamar alguém do sexo feminino ou apelidar;
· “Era”, quer dizer ano presente ou passado ainda uma data;
· “Dicumê”, fala-se quando vai colocar a comida de alguém.
· “Sopusó”, é uma refeição sem mistura, por exemplo um almoço ou jantar sem a carne ou peixe;
Segundo os entrevistados estas expressões e vocábulos são utilizados diariamente e aprendido de geração em geração.Acham extremamente importante pois fazem do acervo cultural do povo de uma localidade e região, onde nunca se deve esquecer a origem do modo de falar e viver das pessoas.
Pesquisadores:
Marcela de Freitas Sousa - professora
Luana Brenda Albuquerque - aluna 7º Ano B
Maria Vanessa da Cruz Albuquerque - aluna 7º Ano B
Raimundo Nonato Araújo Filho- aluno 7º Ano B
Marcio Bruno de Freitas - aluno 7º Ano B
Maria Helena do Nascimento - aluna 7º Ano B
Lária Maria do Nascimento - aluna 7º Ano B




Escola de Ensino Fundamental Filomena Martins dos Santos
“Educando com Amor”

Mapeamento das Expressões Culturais

Ficha 02

Ficha de Identificação
Ofícios e Modos de Fazer

A pesquisa realizada através dos alunos do 6º Ano B, acompanhada pela professora Maria Deusina Vasconcelos teve bom aproveitamento.
Os discentes Jaise Nascimento, Igor Alessandro Silveira, Douglas Silveira Araújo, Francisca Janaína Sousa, Daiana Cristina Leitão do Nascimento e Francisco Lucas de Sousa, entrevistaram pessoas da comunidade, na qual todos nos receberam muito bem. Uns até nos incentivaram no sentido de ganharmos o SELO UNICEF.
Todos disponibilizaram o tempo para a entrevista, ficando a vontade mostrando a simplicidade e que todos os afazeres têm importância porque é a fonte de vida, é a sobrevivência da família. Uns de iniciativa da família, ns de iniciativa própria e outros incentivados por alguém da família. Mas todos gostam do que fazem até como dizem elas para entender o tempo, o caso de duas pessoas já aposentadas.
A maioria deles mostraram interesses em dar sua colaboração, em partilhar do Selo UNICEF, pois o que falaram é que todos saem ganhando e por isso querem ver nosso município crescendo. A dona Expedita até se emocionou em contar as dificuldades que passou na sua infância no sentido de não ter estudado e até comparou com a facilidade que os jovens tem hoje. E assim todos os entrevistados sentiram-se felizes e satisfeitos em dar sua parcela de contribuição no que lhe foi pedido.
Concluirmos que foi um trabalho realizado com sucesso tanto pelos alunos quanto para o orientador.

Pesquisadores:
Maria Deusina Vasconcelos-professora
Jaise Nascimento-aluna 6º Ano B
Igor Alessandro Silveira - aluno 6º Ano B
Douglas Silveira Araújo-aluno 6º Ano B
Francisca Janaína Sousa-aluna 6º Ano B
Daiana Cristina Leitão do Nascimento-aluna 6º Ano B
Francisco Lucas de Sousa-aluno 6º Ano B



Escola de Ensino Fundamental Filomena Martins dos Santos
“Educando com Amor”

Mapeamento das Expressões Culturais

Ficha 06
Figuras Populares

Durante o período das visitas relacionada ao SELO UNICEF foram feitos mapeamentos envolvendo algumas lideranças comunitárias, pessoas que tem ou tiveram uma participação importante dentro da comunidade de Canema, os levantamentos foram realizados pelos alunos, sob a orientação do professor os questionários tinham como tema central as figuras populares, e entre as que destacamos para responder nossas perguntas estavam o senhor Manoel Bernardo de Sousa ( Manoel Casemiro), a professora Maria Nilsa Silveira Rocha , a senhora Maria Edite Araújo Sousa( dona Edite) e a senhora Filomena Maria Freitas ( Dona Filó) já falecida, mas obtivemos algumas informações.
Podemos perceber o quanto é importante ouvir essas pessoas, conhecer suas histórias e como eles viveram, suas dificuldades, afinal somos agraciados com a experiência de vida e com um grau de cultura elevadíssimo, ouriudos dos entrevistados.
Não posso esquecer de citar os exemplos que estas lideranças fixaram nos nossos educandos e vale lembrar também o nível de conhecimento adquirido por Maria Caroline Cíntia Pontes, Maria Jaqueline Nascimento, Janaélia Ferreira Vasconcelos, Ana Paula do Nascimento e Renata Kelly de Freitas, foram nossos discentes envolvidos nas entrevistas de campo, colhendo informações e fazendo os registros necessários. Quero citar ainda que todos os alunos estiveram envolvidos nas atividades realizadas em sala e fora dela pois o resultado das pesquisas foram apresentados pelos entrevistadores e o professor acompanhante.
Em fim grandes nomes por vezes são esquecidos, este trabalho nos ajudou a conhecer nossa comunidade e as pessoas que a representam dando a elas o seu real valor.

Pesquisadores:
Afonso Henrique Muniz Nascimento - professor
Maria Caroline Cíntia Pontes-aluna 8º ano
Maria Jaqueline Nascimento-aluna 8º ano
Janaélia Ferreira Vasconcelos-aluna 8º ano
Ana Paula do Nascimento - aluna 8º ano
Renata Kelly de Freitas- aluna 8º ano



Escola de Ensino Fundamental Filomena Martins dos Santos
“Educando com Amor”

Mapeamento das Expressões Culturais

Ficha 1
Manifestações Culturais e Eventos

Durante os trabalhos de pesquisa de campo tive a oportunidade de, ao lado de duas alunas do 6º ao Ano A- Juliana Lara, de 10anos e Samara Vasconcelos, de 11 anos- conhecer um pouco da história do Arraia da Filó enquanto manifestação ou evento cultural marcante em nossa cidade.
Ao entrevistar o Dr. Raul Roger Vander- Meulen, um dos idealizadores e organizadores do arraiá, pudemos perceber claramente que o objetivo desta manifestação era dar uma “repaginada” ou nova roupagem às tradicionais quadrilhas juninas do município , dando prioridade à transmissão de conhecimentos sobre a diversidade cultural abordada em sua temática- A história do Forró, o mundo Country- Caipira e o mundo Cigano – buscando resgatar e valorizar nossas raízes culturais.
As roupas eram confeccionadas e ornamentadas de acordo com o tema de cada quadrilha, observando a riqueza de adereços e acessórios, tudo para melhor retratar o elemento cultural escolhido.
Um aspecto interessante lembrado pelo entrevistado foi o fato de, na noite da quadrilha, diante daquela festa os organizadores já tinham em mente qual seria o tema da festa do ano seguinte.
O evento pesquisado chama atenção também pelo fato de reunir grande numero de pessoas empenhadas desde as atividades de planejamento, preparativos, execução, estrutura para apresentação, ensaios, decoração, personagens principais- alunos- e o público-alvo dessa manifestação cultural.
Foi sem dúvida um trabalho de grande valia no sentido de construir uma fonte de pesquisa e um apelo para a valorização de nossa cultura como fator determinante da sociedade que temos e queremos.

Responsáveis:
Professora: Maria Vanderlandia Menezes- 6º Ano A
Juliana Lara- aluna 6º ano A
Samara Vasconcelos- aluna 6º ano



Escola de Ensino Fundamental Filomena Martins dos Santos
“Educando com Amor”

Mapeamento das Expressões Culturais

Ficha 6
Figuras Populares

As pesquisas realizadas através de entrevistas sobe as figuras populares do Bairro do Canema, teve como entrevistador Manuel Viricio do Nascimento, organizador de um grupo de Carimbo onde nesse grupo existe vários participantes da terceira idade dançando e tocando seus instrumentos musicais.
Outro entrevistado foi Raimundo Wilson da Silva apelidado de ‘ Raimundo Pelado” pescador de 56 anos que quando pequeno pegou uma doença grave da época, perdendo toda sua estrutura capilar.
Entrevistamos também José Osmar Paulo conhecido como “Carioca” macumbeiro de grande importância na época, era motivo de solução, pois seus clientes acreditavam em sua macumba como trabalho.
Logo após entrevistamos Emidia Pereira da Silva conhecida como Dona Emidia, nos falou da dificuldade de ser parteira, profissão exercida por ela durante 62 anos de sua vida, relatando que sua profissão era muito importante, pois trabalhava com vida exigindo grande responsabilidade.
Por último entrevistamos Maria do Livramento Araújo conhecida como “Dona Muda”, rezadeira e curandeira de mãos cheia, a mesma aprendeu a rezar com seus pais na infância e ate hoje é motivo de procura, pois suas rezas realmente resolve o problema ou seja as pessoas são curados.

Pesquisadores:
Arimar Aparecido Ferreira Rocha - professor
Natália Márce Albuquerque-aluna 8º Ano A
Maria das Graças Albuquerque - aluna 8º Ano A



Escola de Ensino Fundamental Filomena Martins dos Santos
“Educando com Amor”

Mapeamento das Expressões Culturais

Ficha 03
Lugares, Prédios e Construções


Ao realizar este trabalho percebi o quanto é importante conhercemos os locais que existe em nosso comunidade, melhor ainda é termos tido a oportunidade de conversar com as pessoas de fazer perguntas e ver cada um respondendo com atenção . Nossa recepção foi agradável, pertecemos a uma comunidade carente mais de um povo gentil , que sabe receber bem aqueles que os procura.
Cada um falou das conquistas, das dificuldades que já passaram na construção de prédios, no trabalho duro da agricultura.
O trabalho de mobilização da coordenadora na escola também fez a diferença, a mesma preparou as famílias para nos acolher e não ter medo de responder aos questionamentos.
Em fiz gostamos muito, pena que no nosso bairro não haja tantas expressões referente a ficha 03 , pois se tivéssemos certamente teríamos realizado um trabalho melhor.

Pesquisadores:
Rogelma Cristina S.A. Vasconcelos - professora
Adriele Rodrigues do Nasciment-aluna 3º ano A
Alessandra de Sousa Rocha aluna -3º ano A
Ana Carolina do Nascimento aluna - 3º ano A
Erlin José do Nascimento aluno -3º ano A

Cavalo Bravo - Mapeamento Cultural

TEXTO DA FICHA 1
MANIFESTAÇÕES E EVENTOS – EEF SÃO PAULO – CAVALO BRAVO
DRAMA

Essa manifestação cultural proveniente da cultura negra, é realizada na comunidade de Cavalo Bravo há muitos anos. É uma cultura que vem sendo passada de geração em geração. Hoje é liderada pela moradora Silva Ferreira Brandão de Sousa que mora na comunidade desde que nasceu.
O drama é realizado para todos os tipos de público. Para realizar o drama é preciso de no mínimo 15 pessoas com idades e etnias variadas. Cada pessoa representa um personagem e tem sua própria função dentro do drama. Para a apresentação de um drama são necessários de no mínimo três horas. Para a organizadora Silvia Ferreira esta manifestação é muito importante para se preservar a cultura local . “infelizmente hoje não se dá mais o mesmo valor que se dava antes a este tipo de evento e isto é muito ruim pois a cultura vai morrendo. Queria que alguém se interessasse em dar continuidade quando eu não mais puder!” Diz.


Identificação do entrevistado ou entrevistada
Nome – Silva Ferreira Brandão de Sousa
Como é conhecido (a) - Silva
Ocupação – Artesã
Desde quando mora na localidade
Há 37 anos

Rosiane Vasconcelos de Sousa – 9° ano – Idade – 13 anos


TEXTO DA FICHA 2
VASSOURA DE PALHA

Em Cavalo Bravo localizado no município de Cruz, há 23 anos, reside a sra. Francisca Pereira do Nascimento de 67 anos, filha de Maria da Cruz da Conceição e Manoel Pereira Marques. Mais conhecida como D. Francisca realiza uma importante atividade proveniente da cultura indígena com olho de palha da carnaubeira e corda do linho também da carnaubeira ela produz a vassoura de palha muito utilizada para limpeza dos tetos das casas e também em fornos de casa de farinha.
Para ser feita, são necessários alguns dias. Primeiro tira-se o olho da carnaubeira, espalha-se no chão e espera-se por 6 dias ate que sequem. Depois risca-se a palha com uma faca, toma-se 6 olhos e vai trançando um ao outro e amarrando com a corda por um palmo e meio de tamanho depois amarra arrematando. Por fim apara-se as pontas das palhas com o auxílio de uma faca para que a vassoura fique pronta para uso.

Identificação do entrevistado ou entrevistada
Nome – Francisca Pereira do Nascimento
Como é conhecido (a) Dona Francisca
Ocupação aposentada
Desde quando mora na localidade 23 anos
Gênero: ( ) homem ( X ) mulher
Idade 67 anos

Milena Rodrigues da Silveira – 6° ano – 11 anos


TEXTO DA FICHA 2
ESTEIRA DE JUNCO

Júlia Maria de Sousa, filha de Maria Júlia do nascimento e de Raimundo Salgueiro Araújo, residente na comunidade há 5 anos realiza uma atividade artesanal de muita utilidade para a região. A esteira de junco.
Aprendeu o ofício quando era ainda pequena, hoje com 46 anos de idade D. Júlia ainda faz esta atividade com muita maestria porém afirma que não a faz mais como antigamente porque a matéria prima está sofrendo modificações e o costume da utilização da esteira de junco está sendo esquecida.
A esteira é utilizada em lombos de animais: cavalo, burros jumentos... quando os mesmos são montados. Segundo D. Júlia antigamente também se utilizava esteira de junco para se fazer cama. “fazia um girau de madeira e forrava com a esteira depois vestia a esteira com um lençol e a cama estava pronta.”


Nome – Júlia Maria de Sousa
Como é conhecido (a) – Julinha do Arnoudo
Ocupação – doméstica
Desde quando mora na localidade – 5 anos
Gênero: ( ) homem (x) mulher
Idade – 45 anos


Antônia Isaíra Araújo – 9° ano – 14 anos


TEXTO DA FICHA 5
BRINCADEIRAS E BRINQUEDOS INFANTIS
TRÊS, TRÊS PASSARÁ

Na localidade de Cavalo Bravo uma das muitas brincadeiras que o povo de antigamente brincava e algumas crianças de hoje ainda brincam é o três, três passará.
Maria do Socorro de Sousa tem 53 anos, e vive na comunidade desde que nasceu. Quando era criança brincava muito e sua brincadeira preferida era o três, três passará. Dona Socorro acha que deveria ser feito um resgate das brincadeiras antigas para que as crianças de hoje conheçam e possam dar continuação á cultura que pouco a pouco vem cedendo lugar para as culturas de fora.
D. Socorro afirma: “tenho vontade de ensinar pra essas crianças de hoje como a gente brincava antigamente!”



Identificação do entrevistado(a)
Nome- Maria Socorro de Sousa
Como é conhecido(a) D. Neném
Ocupação auxiliar de serviço
Desde quando mora na localidade? Desde que nasci
Gênero ( ) homem ( X ) mulher
Idade 53 anos

Antônia Cleidiane de Sousa – 7° ano – 12 anos


TEXTO DA FICHA 5
BRINCADEIRAS E BRINQUEDOS INFANTIS
BOCA DE FORNO

Essa brincadeira é muito antiga desde o tempo da escravidão no Brasil. Era uma forma das crianças da época especialmente as negras se divertirem e é claro, elas só podiam fazer isso manifestando aquilo que viviam e conheciam.
“Eu brinquei muito de boca de forno!” lembra D. Alzira “ e eu gostava mesmo era de ser o comandante da brincadeira” . hoje poucas crianças a conhecem. Mas essa é uma brincadeira muito divertida e bem prazerosa.

Nome- Alzira Nunes Brandão de Sousa
Como é conhecido(a) Alzirinha
Ocupação diretora
Desde quando mora na localidade? Desde 1981
Gênero ( ) homem ( X ) mulher
Idade 49 anos

Antônia Cleidiane de Sousa – 7° ano – 12 anos


TEXTO DA FICHA 7
EXPRESSÕES E VOCÁBULOS LOCAIS E REGIONAIS
INHACA

Inhaca é uma expressão muito comum em nossa comunidade usada no nosso vocabulário com a intenção de expressar um cheiro desagradável. É uma palavra de origem indígena.
Essas e outras frases são usadas no nosso dia a dia e muitas vezes não conhecemos a sua origem por isso é muito importante que se faça estudos destas palavras e expressões para assim “aprimorar os conhecimentos e o vocabulário das crianças e adolescentes.” Palavras do entrevistados.




Nome- Osmundo de Sousa Albuquerque
Como é conhecido(a) Osmundo
Ocupação professor
Desde quando mora na localidade? Desde que nasci
Gênero ( X ) homem () mulher
Idade 26

Bruno Rafael Ferreira – 8° ano – 15 anos


TEXTO DA FICHA 7
EXPRESSÕES E VOCÁBULOS LOCAIS E REGIONAIS
CAFIFA


Cafifa é segundo a entrevistada uma gíria de origem africana usado por alguém que está desconfiado de algo...
Diz a mesma que essa gíria é muito usada nos dias de hoje e sita uma frase muito comum de se ouvir “ ouvi uma história que me deixou encafifado.
Para preservar a cultura dos nossos negros africanos é muito importante que crianças e adolescentes aprendam como utiliza-las e seus significados para que os mesmos não sejam usados de maneira errada.


Nome- Maria Vanda Marques
Como é conhecido(a) Vanda ou Mariazinha
Ocupação professor
Desde quando mora na localidade- Desde 1992
Gênero ( ) homem (X) mulher
Idade 36

Francisco de Paulo Silva – 8°ano – 13 anos

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Cedro - Mapeamento Cultural

Cultura Afro-Brasileira e Indígena
Produção textual sobre a arte de fazer caçuá.


Entrevistando o Sr.Ostilio de Sousa, sobre um dos seus trabalhos, descobrimos um trabalho de grande utilidade que é o caçuá.
Na lagoa do meio perto do Aranaú, morava o menino Ostilio de Sousa com os seus pais, com os seus 8 anos de idade, resolveram morar no Cedro. Seu trabalho é capinar, brocar, fazer caçuá fazer cesto e vender peixes. O caçuá é feito de 6 paus para sustentar as costelas e com 4 aros. Ele aprendeu sozinho sem ajuda de ninguém. No mês de junho há dezenbro é os mês que é o melhor tempo de fazer o caçuá. Com os seus 40 anos começou a fazer o caçuá.
Se for cipó fino e comprido é 100, e se for cipó e curto é 150. Ele não gostava que ninguém faça o seu trabalho, para ele. Ele não gostava de fazer o caçuá, pois dar bastante trabalho, ele trabalha no Cedro, o trabalho não é bom, porque ele fica no meio do sol.
O cesto é feito de cipó de 8 á 12 costelas. Ele não gostava de antigamente pois hoje é melhor pois tem todo acessório.
O trabalho é perigoso pois a pessoa pode se machucar. Ele já ensina muita gente.

EEF Artidouro Mendes de Sousa
Aluno: Paloma Rocha
Idade: 12 anos
7° ano


Cultura Afro-Brasileiro e Indígena

Na entrevista sobre a cultura afro-brasileira e indígena feita com a Sra. Maria Nazaré ela explicou sobre o seu trabalho quando ela fez o seu primeiro objeto de palha que foi um uru, ela tinha 12 anos, ela explicou que para fazer uma esteira ela tinha que fazer 20 braças de tranças de palha e 8 para um uru. Hoje em dia ela não faz mais, porque quase nada se usa mais e com a continuação do pempo, tudo muda, então se ninguém mais trabalha com cestos objetos de palha, mas foi bom, pois através da entrevista aprendi muitas coisas novas.

EEF Artidouro Mendes de Sousa
Aluno: Maria Erlândia Araújo
Idade: 10 anos
6° ano

Centro - Mapeamento Cultural

Manifestações Culturais e Eventos do CEB Maria Pereira Brandão (ficha 01)

O CEB Maria Pereira Brandão promove sua quadrilha junina desde o ano 2001, com a participação de professores, alunos, pais, núcleo gestor e amigos da escola, e tem como objetivo maior, resgatar culturas e angariar fundos para ajudar na manutenção da escola.
A quadrilha junina é uma dança formada por diversos passos, os dançarinos são posicionados em pares, usam roupas largas, rodadas e coloridas, com muita fita e cetim, os homens utilizam chapéis e dançam ao som de músicas própria para a ocasião. Participam deste evento cerca de 50 alunos e a organização geral é da escola.
Este evento é apresentado no auditório da escola e assistido pela a comunidade em geral.
Identificação do entrevistado (a).

Nome: Vasti Eveline Capistrano Silva Sousa
Ocupação: Diretora Geral
Idade: 36 anos

Oficio e Modo de Fazer da CEB Maria Pereira Brandão (ficha 02)

O oficio pesquisado foi a confecção de redes, a entrevista da foi a Sra. Maria Zenilda Rios, 57 anos , residente a rua Vicente Moura, N° 120, aprendeu a fazer redes em um curso que participou na cidade de Marco, fabrica redes manualmente, em sua residência . Explicou por etapa como são feitas as redes, desde a escolha dos tecidos, o bordado, o empunhamento, as varandas e etc.
Ela fabrica as redes como meio de vida, mas reconhece que este ofício é parte importante da cultura indígena que ainda hoje faz parte de nossas vidas, e que crianças e adolescentes devem ter conhecimento dos oficios desenvolvidos pela comunidade em que ele está inserido.
Identificação do entrevistado (a).
Nome: Maria Zenilda Rios
Ocupação: Artesã
Idade: 57 anos

Lugares, Prédios e Construções do CEB Maria Pereira Brandão (ficha 03)

Para resgatar a história da comunidade que vem sendo contada de geração em geração, foi visitado uma casa de farinhada, localizada na rua Capitão Teotônio, s/n, de mais de 300 anos de existência, que representa um símbolo de cultura do bairro de Brasília.
A herdeira, a Sra. Maria de Fátima Silveira Muniz, que nasceu nesta casa, relatou que o prédio foi o primeiro a ser construído neste bairro, sendo preservado até hoje pela família, se tornando um marco na comunidade.

Identificação do entrevistado (a).
Nome: Maria de Fátima Silveira Muniz
Ocupação: Agricultora
Idade: 53 anos

Lenda, Superstições e curiosidades do CEB Maria Pereira Brandão (ficha 04)

As pesquisas sobre lendas foram realizadas com o Sr. Pedro Alves da Silva, 66 anos de idade, no bairro de Brasília, ele nos relatou as seguintes lendas:

· Pé de Molambo

Essa lenda foi criada para assustar crianças que queriam sair de casa à noite. Os pais contavam sobre a existência de um homem muito mau, que enrolava os pés com um pano para não fazer barulho ao pegar as crianças. Não apenas as crianças se assustavam com isso, muitos adultos na época do auge da lenda não saiam nas ruas tarde da noite, pois tinham medo de encontrar com o pé de molambo.

· Fogo da Ilha

A lenda do fogo da ilha é bastante conhecida por todas as pessoas de nossa cidade, trata-se de um fogo que surge no meio das carnaubeiras a caminho do rio. Os pescadores que vão pescar noite, são os que mais relatam o fato, dizem que é uma bola de fogo os acompanhando durante toda seu trajeto de pescaria, e que some assim que voltam as suas residências.
Sr. Pedro é um contador de história da comunidade.
A relação do objeto mapeado com o universo da criança e adolescente, é que as lendas são resgatadas e repassadas para as crianças por seus familiares, não deixando as mesma se perderem no tempo.

Nome: Pedro Alves da Silva
Ocupação: Aposentado
Idade: 66 anos

Figuras Populares do CEB Maria Pereira Brandão (ficha 06)

Baltar Carneiro da Silva, 64 anos, residente a rua Presidente Juscelino, n° 181, bairro Brasília, desempenha a função de figura popular como rezador e musico.
Nasceu na localidade de Lagoa Salgada, começou a trabalhar com seis ano de idade, juntamente com seu pai. Seus maiores sonhos eram tocar, cantar e plantar. Teve a oportinidade de realizar todos eles. Começou a tocar instrumentos musicais com dez anos de idade e a ser rezador aos vinte anos. Atualmente é musico e repassa sua arte para seus filhos e netos.
A sua relação de figura popular com o universo da criança e do adolescente é de transmitir para eles suas arte de tocar e sua fé em Deus
Sente-se muito feliz quando ajuda as pessoas a se curarem pela fé e quando desperta a alegria delas com sua música.
Nome: Baltar Carneiro da Silva
Ocupação: Agricultor
Idade: 64 anos

Figuras Populares do CEB Maria Pereira Brandão (ficha 06)

A entrevistada foi realizada com a Sra. Brigida de Oliveira Moura, 66 anos, residente á rua Presidente Juscelino, n°195, bairro Brasília, que desempenha a função de figura popular como Dirigente da Comunidade.
Desde criança, ela sempre acompanhou seus pais as missas tiravam novenas e terços com sua mãe. Atualmente é responsável pelo catecismo, novenas, terços, cursos para batismo e crisma no bairro. É também Ministra da Comunhão e Presidente do Apostolado da Oração da Igreja Matriz.
A sua relação com o universo da criança e adolescente, deu-se a partir do seu trabalho como Agente Comunitária de Saúde. Acompanhava de perto o desenvolvimento dos mesmos e continua em contato com as ministras do curso e catecismos na comunidade, orientando-as na fé em Deus.

Nome: Brigida de Oliveira Moura
Ocupação: Aposentada
Idade: 66 anos

Expressões e Vocábulos Locais e Regionais da CEB Maria Pereira Brandão (ficha 07)

"Aperriado"
O objeto mapeado das expressões culturais, foi o vocábulo “Aperriado” muito usado pela entrevistada Maria Araújo da Silva Silveira, 48 anos, residente na Rua Presidente Juscelino, n° 174, no bairro de Brasília, conhecida popularmente por Lili.
A palavra “Aperriado” é usada para definir uma pessoa que quer fazer tudo rapidamente, e que é muito nervosa. É muito comum ouvir as frases. “Aperriado come cru! E você é muito Aperriado, se acalme!”.
É de grande importância que criança e adolescente conheçam a linguagem coloquial usada por pessoas mais velhas, e mais importante ainda que entendam a falta dos idosos.

Identificação do entrevistado(a)
Nome: Maria Araújo da Silva Silveira
Ocupação: Merendeira
Idade: 48 anos


Expressões e Vocábulos Locais e Regionais da CEB Maria Pereira Brandão (ficha 07)

“Medonho”
Vocábulo regional muito utilizado pela repetidora entrevistada, Sra. Oderlândia Pessoa Moreira, costureira, residente a rua Vicente Moura, n° bairro Brasília, que o usa constantemente em suas conversas. Segundo ela, essa palavra era usada por seus avós e pais e que significa pessoas muito danada, traquina, que é muito agitada e não para quieta. Costuma falar as seguintes frases. “Ô, menino medonho! Não tem quem agüente esse menino, de medonho!”.
O vocábulo mapeado deve fazer parte do universo da criança e do adolescente para que eles conheçam a linguagem de antigamente e seus respectivos significados.


Identificação do entrevistado(a)
Nome: Oderlândia Pessoa Moreira
Ocupação: Costureira
Idade: 30 anos



Expressões e Vocábulos Locais e Regionais da CEB Maria Pereira Brandão (ficha 07)

"Esgalamido"
No bairro de Brasília, área mapeada sobre expressões culturais, foi entrevistada a Sra. Maria Cândida da Costa, 63 anos, residente à Rua Capitão Teotônio, s/n, conhecida popularmente como dona Marina, ela é repetidora de vocábulos antigos.
A palavra mapeada foi “esgalamido”, que tem por significada pessoa que come bastante e não sacia a fome. Vocábulo muito usado na linguagem informal por pessoas da zona rural e que ainda é muito presente na linguagem de pessoas mais velhas de nossa cidade.
A relação do objeto mapeado com o universo da criança é do adolescente é o conhecimento de palavras usadas antigamente e seus respectivos significados.
Para a entrevistada a importância do verbete e entender a linguagem dos mais velhos.

Identificação do entrevistado(a)
Nome: Maria Cândida da Costa
Ocupação: Aposentada
Idade: 63 anos


Relatório da Quadrilha Junina- Índio: O Descobridor do Brasil

O CEB Maria Pereira Brandão realiza no período de março a junho do ano em pauta os ensaios para quadrilha que aconteceu no dia 06/06/2008. Os ensaios aconteciam nos intervalos das aulas da tarde e noite sempre por volta da 17h.
Os ensaios eram regidos por um voluntário Amigo da Escola que ministraram os passos da quadrilha.
O evento aconteceu na quadra da escola. A decoração foi realizada por professores, Amigos da Escola, Pais, Funcionários, Alunos e o Núcleo Gestor. A barraca Mani, trouxe muitos comidas típicas para a degustação do público presente.
Na oportunidade foi feito o lançamento da poesia Índio: O descobridor do Brasil de Martônio Brandão Pessoa, ele, filho da terra, advogado e parente de Maria Pereira Brandão.
Tivemos uma grande participação da comunidade que veio prestigiar o evento, assim como autoridades políticas, secretariados do governo municipal e núcleo gestor das escolas do município.
Concluímos o evento com a certeza de que o índio, de fato, merece uma homenagem reflexiva, o que tentamos fazer ao longo dos trabalhos da quadrilha junina.

Índios: O descobridor do Brasil.

A nossa história conta e encanta...
Diz o que quer e o que não quer.
Mas o passado é exato e desencanta...
Voltando em 1500,
Só não percebe a verdade quem não quer.
As caravelas de Cabral á derivam no Atlântico,
Aportaram sem querer numa terra tão distante.
Eles buscavam a Índia nas paragens do Indico.
E encontraram o índio em traje deslumbrante.
Pelo desvio equivocado do navegador português,
O índio perdeu sua nobre terra de uma só vez,
Pois Cabral achou a riqueza através de uma avulsão.
E o índio, desde logo,
Acabou sem a propriedade do seu chão.
E o pau-brasil fez a terra do índio varar Brasil.
Assim, conclui-se que a verdadeira história deve
Ser posta com furor:
Quem descobriu o Brasil
Não foi o português Cabral explorador,
Mas, sim, o índio brasileiro, o verdadeiro descobridor.

Martônio Brandão Pessoa

Córrego da Poeira - Mapeamento Cultural

Mapeamento de Expressões Culturais

Oficio e Modo de Fazer – FICHA 02 - EEF Raimundo Luis da Silveira

Tapioca do dia-a-dia

È costume de todos as pessoas das comunidades acordarem muito cedo para preparar o café da manhã e este trabalho e feito pelas mulheres, acordam fazem o café e a tapioca para misturar com café porque é bem mais forte que o pão e todos tem a goma, material para fazer a tapioca.

Fazem a tapioca é também muito divertido nas casa de farinhada porque é muita gente e todos falam de muitos assuntos é interessantes comer tapioca é bem mais forte e mais saudável.


Identificação do Entrevistado:

Nome: Francisca Cecilia de Sousa

Ocupação: Aposentada

Idade: 84 anos

Localidade: Corrego da Poeira

Maria Sirleide Rodrigues


Mapeamento de Expressões Culturais

Oficio e Modo de Fazer – FICHA 02 - EEF Raimundo Luis da Silveira

Farinhada, trabalho e diversão

A farinhada começa com a arrancação da mandioca, na manhã e muito cedo, depois é levada para á casa de farinha, em cargas, carrosas ou até mesmo de carro, quando chegam a mandioca é raspada, depois moida, tirado o liquido da massa, e depois colocada a massa na prensa, penera a massa e no outro dia coloca no forno fazendo farinha, os beijus e as tapiocas.

Além de ser um grande trabalho e muito cansativo é também muito divertido.

Identificação do Entrevistado:

Nome: José Francisco do Nascimento

Ocupação:Agricultor e aposentada

Idade: 38 anos

Localidade: Corrego da Poeira

Antônio Eliverton da Silveira

Mapeamento de Expressões Culturais

Figuras Populares – FICHA 06 - EEF Raimundo Luis da Silveira

“ São João, o santo da Comunidade”


Na comunidade de São José da Rocha, encontra-se um lugar, no meio do mato, que é considerado por muitos eu quase todos. Um lugar “Santo” por se tratar de em 1960 ter sido encontrado um corpo de uma pessoa que foi (associado) assacinada a pauladas por um acompanhante, imformando o cominho por umas veredas, dizendo ser mais perto. O João era, um rapaz que tinham alguns tostões e vinha de Cruz a jijoca, e um homem por nome Luiz Ernesto, cheio de imuja, o acompanhou e no meio do mato o matou a pauladas, um senhor que andavam caçando passaros, deparou-se com um corpo esticado ao chão, todos inquentado, tomou um susto, coreu e chamou testeminhas, vieram muita gente, chamaram policia e depois de indentificardo a vitima, a policia entregou aos familiares na jijoca, enquanto que outros procuraramo bandido e o prederam.

A comunidade toda comoveu-se fizeram um pequeno tumulo no local, e apartir de então passaram a chamar o ponto de São João.

Muitos fazem promessas e depois de agraciados, vem pagar fazendo celebrações, terços ou mandam rezar missas.

Na comunidade, há muitos que o veneram como um grande Santo.

Identificação do Entrevistado:

Nome: Alfredo Miguel de Sousa

Ocupação:Agricultor e aposentada

Idade:77 anos

Localidade: Corrego da Poeira

Maria Janiele do Nascimento


Mapeamento de Expressões Culturais

Expressões e Vocábulos Locais e Regionais – FICHA 07 - EEF Raimundo Luis da Silveira


“ Cadê Minha Zapragata “


Desde criança, meus pais diziam sempre esta expressão quando queriam os chinelos “ cadê minha zapragata?” eu achava aquilo tão bonito que comecei a imita-lo, comenta a entrevistado tudo sempre foi costume bem antigo e atualmente até, algumas pessoas mais idosas falam assim. Já os mais novos quando usa está vocabulo, é apenas como uma maneira de investida para fazer as pessoas rirem.


Identificação do Entrevistado:

Nome: Maria Morreira da Silveira

Ocupação:Agricultor e aposentada

Idade:82 anos

Localidade: Corrego da Poeira

Natanael Leandro Vasconcelos Nascimento

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Lagoa dos Monteiros - Mapeamento Cultural

Manifestação Culturais e Eventos da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 01)

Reisado
As pessoas dizem que desde muito tempo já existia reisado aqui, pois era uma das brincadeiras que o povo mais gosta. Começa com os repentes, e depois vem a apresentação dos bichos. Na nossa comunidade tem um homem que se identifica muito com o reisado. Ele é chamado de José Marques da Rocha, conhecido como Zé Vermelho, e gosta de participar dos reisados fazendo o papel da velha. Ele conta que para fazer um reisado é preciso muito esforço porque acontece durante a noite toda. Começa com os repentes que e acompanhado com pandeiro e violão. Os homens ficam numa roda cantando com um chapéus de papelão na cabeça. Depois vem a apresentação dos bichos, que são o caburé, bode, jumentos, cavalo marinhos, burros e por ultimo vem o boi que e morto e repartido.
O reisado e muito importante por que traz alegria, harmonia para todos as pessoas que assistem.

Identificação do entrevistado(a)
Nome: José Marques Rocha
Ocupação: Agricultor
Idade: 42 anos

Manifestações Culturais e Eventos da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 01)

Festa de Nossa Senhora das Graças
A festa de nossa senhora das graças acontece na capela de Lagoa dos Monteiros, Paróquia de Cruz e é realizada no mês de novembro após o ano de 1971. As pessoas queriam que o padroeiro da capela fosse São Manuel mas não encontrarão a imagem do santo e então decidiram colocar Nossa Senhora das Graças. Depois da decisão, um homem chamado Vicente José de Vasconcelos Encomendou a imagem. Esculpida de gesso e mais ou menos 1 metro de tamanho existe ate hoje e é adorada por muitos devotos.
A festa é considerada a maior manifestação cultural da comunidade e é também um momento de oração e alegria para as famílias que se reúnem para homenagear e agradecer a Maria nossa mãe.
Durante os dez dias a festa a festa é bem participada pelos comunidades de Aroeira, Paraguai, Cajueirinho 1 e 2, Prata,Caiçara, Baixio, Belém, seminaristas e padre que vem deixa uma mensagem de fé aos fiéis e devotos de nossa senhora.
Atualmente, na abertura dos festejo é realizada uma carreata e a cada ano aumenta o numero de motorista e motoqueiros que se esforçam para deixa a festa cada vez mais bonita. E o mais importante é que as crianças, jovens e adultas matem vivo a cultura da nossa comunidade.

Identificação do entrevistado(a)
Nome: Maria Socorro Freitas
Ocupação: Professora
Idade: 27 anos


Manifestações Culturais e Eventos da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 01)

Cantoria
Sr Miguel Liõ nasceu na localidade de Córrego dos Anãs e já mora em Monteiro há 14 ano. Desde os 12 anos de idade que é divertimento e gosta de cantar e ensinar as pessoas. Em sua casa sempre teve um violão e um pandeiro que usa nas horas vagas para se divertir também as pessoas que passam por lá. A cantoria acontece sempre que uma pessoa convida os cantadores para fazer uns versos. O cantador pensa, faz a rima e canta enquanto um outro responde. Pode participar da cantoria crianças, jovens, adulto e idosas pois alegra quem ouve.
Sua relação com as crianças e os adolescentes é que a canção alegra e serve de consolo para quem ouve, alem de resgatar a cultura de nossa comunidade.

Identificação do entrevistado(a)
Nome: Miguel Manoel Martins
Ocupação: Agricultura
Idade: 72 anos

Oficio e Modo de Fazer da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 02)

Artesanatos Diversos
Em lagoa dos Monteiros você pode encontra muitos produtos de artesanato. Ao chegar no pequeno vilarejo você pode encontra uma mulher que com as mãos delicadas constrói peças lindíssimas. Ela é chamada Maria Aparecida Vasconcelos, 52 anos, filha de Jose Arteiro Vasconcelos e Maria Renata de Vasconcelos. Tinha uns 10 anos de idade quando aprendeu a fazer varanda. Depois disso passou a fazer toalhinhas e depois aumentava a vontade de fazer então foi fazendo outras coisas e até hoje faz qualquer peça de crochê e já trabalha com outra tipos de produtos artesanais. Ela explica que para cada produto a ser confeccionado deve-se escolher um tipo de material. Para fazer bonecas de fita precisa-se de fita, gripim, enfeites, cartolina, isopor, boneca, cabelo. Após a escolha do material faz-se a peça como quer, de acordo com a criatividade .As ferramentas são tesoura, agulha, linha e cola.
Assim, a vida segue na casa de Dna Aparecida e graças a Deus sempre recebi encomendas, de produtos, pois ajuda na sua sobrevivência e o mais importante é que manter viva a cultura e torna a cada vez mais feliz pois gosta do que faz.

Identificação do entrevistado(a)
Nome: Maria Aparecida Vasconcelos Sousa
Ocupação: Dona de Casa
Idade: 52 anos

Oficio e Modo de Fazer da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 02)

“ Arte com Palha “
Lagoa dos Monteiro cidade de Cruz. Quem passa por nossa humilde rua, logo ouve os comentários de conceição, uma mulher bem inteligente em realizar arte com palha. Ela é chamada de conceição, mais seu nome completo e Maria Conceição de Freitas tem 66 anos filha de Estevam Marques de Freitas e Maria Clotilde de Freitas. Tinha uns 16 anos quando aprendia a fazer arte com palha pois o que eu mais gosto de fazer é uru e o restante da palha costuma fazer vassoura. Minhas ferramentas são a faca, palha, barbante e agulha grossa. Comecei a fazer essa atividade com minhas amigas, pois prestei bastante atenção até que consegui. Após a escolha da palha, coloca ela no sol deixa-se secar um pouco e depois se começa a realizar a arte.
Assim, a vida segue pois Conceição faz essas artes não para vender mais pra sua família, amigos e principalmente para mostrar seus dons. Esta com os dedos cansados mais a vida se-quer e o amor pela arte a faz pensar: “ Quem nunca desistira, pois conquistou esse dom para ser usado e não para ser guardar”.

Identificação do entrevistado(a)
Nome: Maria Conceição de Freitas
Ocupação: Dona de Casa
Idade: 66 anos

Lugares, Prédios e construções da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 03)

“Escola”
lagoa dos Monteiros situada próximo á antiga teleceará ( posto telefônico ) encontra-se a escola de EEF Joaquim José Monteiro.
A escola começou a ser construída em meados de 1981 quando a comunidade precisava de um lugar certo para estudar, pois as pessoas estudavam nas casas das professoras. Então o prefeito Manuel Duca da Silveira iniciou a construção do prédio com duas salas, uma cantina, uma pequena secretaria com um banheiro. Ao longo dos anos a escola foi sendo ampliada, e hoje, conta com seis salas, uma cantina, um deposito de merenda e material de limpeza e objetos necessário para o funcionamento da escola, uma bateria de banheiros, uma secretaria e uma quadra de esporte.
A escola recebeu o nome em homenagem ao grande homem que muito fez pela nossa comunidade. Atualmente a escola funciona dois turnos e atende desde a educação infantil ao fundamental 2, realiza reuniões com os pais, APM, conselho escolar, grêmio estudantil, alem de eventos culturais. E bem freqüentado no contra turno, pelos estudantes e pessoas da comunidade que fazem do esporte uma grande arma contra o mundo das drogas e da violência.

Identificação do entrevistado(a)
Nome: Aline Cristina Vasconcelos
Ocupação: Diretora Escolar
Idade: 28 anos


Lugares, Prédios e construções da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 03)

Sede da Associação
Lagoa dos Monteiros, terreno situado na rua da igreja de Nossa Senhora das Graças, s/n, encontra-se a sede da associação de lagoa dos monteiros.
P prédio foi construído no ano de 1996 para atender as necessidades da associação local, pois a mesma não tinha um espaço para fazer suas reuniões. Foi construída no terreno da igreja porque não recebeu nenhuma doação. Para a construção desse lugar a comunidade não contou com nenhuma ajuda do governo municipal. A própria comunidade se organizou e começaram a construção com um pouco de recurso arrecado pelo sistema de abastecimento de água (motivo pelo qual foi criada associação dos moradores ), taxa de contribuição dos sócios, serestas, leilões, reisado e mutirões. A partir de então as reuniões passaram-se a acontecer no local discreto como também o funcionamento da creche comunitária e reuniões da comunidade.

Identificação do entrevistado (a)
Nome: José Arteiro Vasconcelos
Ocupação: Agricultor
Idade: 59 anos


Lendas, Causos, Supertições e Curiosidade da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 04).

Bola de Fogo
Antigamente existiam muitas lendas. Aqui em Lagoa dos Monteiros as pessoas ouviram falar muito da lenda da bola de fogo, mais ninguém acreditava.
Seu Oscar, um homem já de 58 anos conta que ao andar na noite escura pelos becos e estradas sentiu um forte arrepio e quando olhou pra trás viu uma bola de fogo que ia crescendo ao chegar perto dele. Com tanto medo ele começou a correr e bola ( que parecia com um animal) correndo atrás. Então ele puxou uma faca e disse que começou a lutar com a bola, mas não conseguiu acertar nenhuma vez.”Era como uma coisa que não existia, tanto fazia bater como não.” Depois dessa luta, o entrevistado diz que o bicho desapareceu de repente sem deixar rastros e depois desse dia nunca mais viu e nem quer ver. Muitas pessoas até hoje não acreditam nessa lenda, mas ele conta com uma certeza de que realmente sentiu na pele esse acontecimento.

Identificação do entrevistado (a)
Nome: Oscar Ferreira da Silva
Ocupação: Agricultor
Idade: 59 anos


Lendas, Causos, Supertições e Curiosidade da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 04).

A Tarrafa
Pescando á noite na lagoa dos monteiros é possível que você possa ver um clarão. Acontece de repente você ver um clarão e um barulho, quase de tarrafa, que fica laçado em você por alguns minutos. É tão rápido que você fica com bastante medo.Várias pessoas já viram, mais depois não tem mais coragem de pescar. Hoje em dia, muitas pessoas não acreditam, mais nisso pelo fato de o mundo estar tão mudado, e por ninguém ter visto.
Para o senhor que contou a lenda, ele só acreditou quando viu e sentiu-se preso. Então que nunca deixamos de acreditar em lendas.

Identificação do entrevistado (a)
Nome: Raimundo Martins de Sousa
Ocupação: Agricultor
Idade: 51 anos


Expressões e Vocábulos Locais e Regionais da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 07).

“ Intidi “
Intidi era, segundos a entrevistada, uma palavra de quando passávamos a entender algo.
Esta expressão surgio há muito tempo, através de uma humilde família, pois é usada ate hoje, não com freqüência. Intidi sempre é usada em conversas, quando uma pessoa possa a entender o que a outra quis falar, ela responde: Intidi!. Significa que cada um tem seu jeito de falar. “E muito importante que cada um tenha seu modo de falar, pois a partir daí ele poderá ficar em nossa cultura.

Identificação do entrevistado (a)
Nome: Maria Conceição de Freitas
Ocupação: Domestica
Idade: 66 anos


História dos Locais da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 08).

Lagoa dos Monteiros
Situada a oeste da sede do município de Cruz, com ária aproximadamente 5 km², população em media de 800 habitantes. Fica na zona litorânia do estado do Ceará e tem como limites ao norte Santo Estevão; ao sul Aroeira; ao leste Cajueirinho e a oeste Paraguai.
Conta-se que a origem da comunidade de Monteiros aconteceu quando Francisco Monteiro e seu irmão Manuel Monteiro andavam caçando no ano de 1871 quando viram alguns troncos de árvores e porcos sujos de lama. Então saíram procurando e encontraram um pequeno poço e a partir daí surgil o nome Lagoa dos Monteiro porque os homens em da família Monteiro. A verdade é que a partir desse ano a comunidade foi crescendo. Em 1959, Joaquim José Monteiro deu inicio a construção da capela que só foi batizada em 1971 e logo após começaram que os festejos da comunidade. Em 1982, o prefeito de Acarau Manuel Duca da Silveira iniciou a construção da escola.
Em 1988 já com o município de cruz emancipado, foi construída a praça Serafim Marques de Freitas na administração de Antônio Raimundo.
Ao longo dos anos a comunidade também construiu sua própria sede da associação (1996), a escola foi ampliada contando com mais salas de aulas, banheiros, quadra de esporte e existe também na comunidade uma fabrica de costura.
No termo de aspectos econômicos nossas maiores fontes de renda são a agricultura e o comercio. Já na parte social, vemos que a comunidade procura buscar junto aos governantes ações para melhorar a situação da população, principalmente das crianças e adolescentes para que possam ter um futuro melhor.
Lagoa dos Monteiros também é uma localidade com uma cultura riquíssima, como as festas juninas e a festa da padroeira consideradas as principais manifestações culturais que aqui ainda existe.

Identificação do entrevistado (a)
Nome: Maria dos Santos de Menezes Chaves
Ocupação: Domestica
Idade: 55 anos


Instituições e Entidade Locais da EEF Joaquim José Monteiro (ficha 10).

“Igreja Católica”
A igreja de Nossa Senhora das Graças é uma entidade religiosa que começou a ser construída em 1959. Na época, só existia igreja na caiçara e em Cruz e ficava muito longe para as pessoas daqui irem. A primeira iniciativa foi de Joaquim José Monteiro que junto com outras pessoas faziam mutirões, carregavam pedras nos ombros e as vezes em jumentos. Essas pedras eram trazidas da beirada da lagoa. O alicerce é na base de 1 metro e meio e todos com essas pedras. Os pedreiros eram do Acarau, um era João Felício, Dedé Gonçalves e outros.
O trabalho foi demorado, pois só batizaram a igreja em 1971. A parti daí começou a acontecer os festejos da padroeira Nossa Senhora das Graças e a participação do povo era boa, mas infelizmente hoje os jovens não valorizam muita a religião, se preocupam mais é com as coisas do mundo lá fora.

Identificação do entrevistado (a)
Nome: Antônio Neomézio Perreira
Ocupação: Agricultor
Idade: 73 anos

Lagoa Velha - Mapeamento Cultural

Manifestações Culturais e Eventos da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 01)

Leilão, Novenas e Reisados.
Fizemos uma pesquisa e descobrimos que na comunidade já teve muitas manifestações, hoje os mais comemorados são o leilão, as novenas e os reisados. Com o avanço da comunidade, aparecimento de energia, escola e até a televisão o povo deixou de lado os eventos culturais. Ainda por organização da escola e da associação se juntam para as novenas os leilões e os reisados. A população acompanha principalmente as novenas e leiloes pois a comunidade é totalmente católicos, embora muitos não freqüentarem a igreja e assentirem muita novela.

Identificação do Entrevistado(a)
Nome:Maria Fatima Brandão
Ocupação: Professora
Idade:42 anos

Pesquisadora: Samara Marcia de Araújo

12 anos, 7° ano


Oficio e Modo de Fazer da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 02)

Farinhada e Trabalho com Cipós.
Em lagoa velha a totalidade da população sobrevive da agricultura, realizei uma pesquisa na casa de farinhada da dona Lucivanda observando o processo da farinhada lá encontramos cestos e caçuás feito de cipó pelo senhor Otacelio Jose de Sousa. As farinhadas são comuns na comunidade principalmente nos meses de julho e agosto. As mandiocas são, transportadas por carroças e medidas em caçuás. Os cestos de cipós são usados para colocar a mandioca no cerrador.

Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Otacelio Jose de Sousa
Ocupação: Agricultor
Idade:72 anos
Pesquisadora: Jaiane Aline Silveira Araújo
13 anos, 9° ano


Oficio e Modo de Fazer da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 02)

A Tapioca
A tapioca é um alimento de origem indígena muito usada pelos agricultores é apreciado com o café, com peixe asado, carne e até mesmo sozinha.
Algumas pessoas fazem tapioca para vende e sustentar a família.
Em lagoa velha as maiorias das pessoas fazem, e comum tapioca diariamente no café da manhã ou janta.

Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Maria Socorro Cunha Ferreira
Ocupação: Agricultor
Idade: 42 anos
Pesquisadora: Valdira Yara Ferreira
13 anos, 8° ano


Oficio e Modo de Fazer da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 02)

Varanda
A varanda é uma das atividades mais desenvolvidas pelas as mulheres da comunidade de lagoa velha.
As meninas ainda com cinco anos de idade já aprendem a fazer varandas. O ganho é pouco mais o serviço também é maneiro e fácil. As mulheres da comunidade ganham em media 30,00 reais fazendo varandas durante um mês. A varanda é usada para colocar em redes e até em roupas.

Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Maria Rosilene Ferreira
Ocupação: Agricultor
Idade: 47 anos
Pesquisadora: Maria Francilene Ferreira da Cunha
15 anos, 9° ano


Oficio e Modo de Fazer da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 02)

Trabalho com Palha
Sai para entrevista a senhora Maria Nice Cruz sobre o oficio e modo de trabalhar com palha.
A palha e uma matéria primam de muita utilidade da comunidade de lagoa velha. Aqui se utiliza urus, sacas, esteiras, chapéus e vassoura, todos feitos com palha pelas mãos de dona Nice. Ela trabalha durante todo o ano principalmente no mês de novembro quando a palha esta madura. Os objetos feitos por dona Nice são usados na casas de farinha.

Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Maria Nice Cruz
Ocupação: Agricultor
Idade: 56 anos

Pesquisadora: Maria Luana Cruz

13 anos, 7° ano


Lugares, Prédios e Construções da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 03)

O Trevo de Lagoa Velha
Foi formado quando contruiram o asfalto de Cruz a Gijoca e Aranaú e daí formou o trevo.
O trevo serve para os alunos do ensino médio e fundamental espera transporte para ir a escola serva também para o ponto de transporte, principalmente os idosos e jovens que querem ir para Cruz, Acarau e outros lugares quem tem seu transporte vai nele. Os jovens vão pra lá para se divertir e conversar e outros querem namorar. É um ponto muito freqüentado por todos da comunidade e de outros lugares. O trevo ainda esta escuro não tem energia elétrica, tem um banco de carnaúba para as pessoas se sentarem.
A comunidade de lagoa velha deseja que os poderes públicos construam um jardim e que coloque energia elétrica.


Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Vera Lucia Vasconcelos
Ocupação: Dona de Casa
Idade: 37 anos
Pesquisadora: Daiane Vasconcelos Nascimento
13 anos, 8° ano

Lugares, Prédios e Construções da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 03)

A comunidade de lagoa velha é uma comunidade pequena com poucas casas construídas, achamos importantes mapear o prédio escolar e sede da associação e o trevo no centro da comunidade. Estes três locais são mais importantes da comunidade é lá que as pessoas se encontram para estudar conversar, discutir os assuntos de interesse da comunidade. Na escola acontece a educação das crianças e jovens. Na sede da associação acontece reuniões comunitárias, catecismo, eventos da comunidade e consultas pelo P.S.F; E no trevo acontece o encontro dos jovens para bater um papo e serve também de ponto de ônibus.

Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Maria Djesus Marais
Ocupação: Professora
Idade: 46 anos
Pesquisadora: Maria Franciline Ferreira da Cunha
12 anos, 8° ano


Lugares, Prédios e Construções da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 03)

Esta pesquisa foi muito interessante para mim, pois pude perceber a importância da união de uma comunidade. Senti vontade de ser adulto para poder fazer parte dessa sociedade. Queria poder decidir juntamente com as pessoas publica o que e melhor para minha comunidade e lutar para que os direitos e deveres sejam respeitados.
O mapeamento e muito importante com ele tive a chance de observar e conhecer coisas que eu jurava que não existiam e agora compreendo sua importância.
A associação comunitária de lagoa velha tem grande valor social na comunidade conhecendo-a passei a valorizá-la como uma manifestação cultural de uma sociedade organizada.

Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Maria Naisa de Freitas
Ocupação: Professora
Idade: 31 anos
Pesquisador: Rafael Nádson de Sousa
12 anos, 8° ano


Expressões e Vocábulos Locais e Regionais da EEF Bernardino José de Vasconcelos
(ficha 05)

Encontramos várias expressões usadas por pessoas mais velhas fizemos entrevistas e pesquisas dos significados. Entre as expressões encontramos algumas até engraçadas como: Promonde, no carece, vaila me Deus, criatura, se apei e encabulado. Essas expressões são usadas por algumas pessoas da comunidade de lagoa velha. O engraçado é que as crianças e os adolescentes não sabiam os significados. Com as pesquisas apresentamos muito da cultura dos nossos antepassados.
Foi um trabalho bem divertido e gostamos de fazer.

Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Francisca das Chagas Nascimentos Alves
Ocupação: Agricultora Aposentada
Idade: 76 anos
Pesquisadora: Francisca Janiele Freitas Vasconcelos
13 anos, 8° ano


História dos Locais da EEF Bernardino José de Vasconcelos (ficha 08)

Novenas
As pessoas de lagoa velha buscando o crescimento da fé realizam todos os anos novenas da quaresma, de maio, e de natal. As novenas acontecem na escola, nas casas de pessoas doentes e na sede da associação comunitária.
Esse evento já acontece a mais de 30 anos. As famílias se juntam, trazem fotos, flores e até café para confraternização. Todos os participantes se comprometem dos símbolos para o próximo encontro. Percebemos a alegria das pessoas em participarem e o respeito que tem pelo grupo organizador.
Pesquisador: Rafael Nádson de Sousa
12 anos, 8° ano


Lagoa Velha em transformação
Lagoa velha situada a 7km da cidade de cruz com população aproximada de 360 habitantes, formada por nativos e migrantes de outros municípios. Recebeu esse nome devido ter sido descoberto em condições de abandono por um senho chamado Manoel Paixão da comunidade de Pitombeiras que procurava animais nesta comunidade. Faz limites com as comunidades de lagoa de baixo, córrego do leite e correguinho. O acesso e feito por asfalto que liga a cidade de Cruz, Gijoca e Aranaú. Tem energia elétrica e água encanada para a maioria da população. E tem servido com, transporte, meio de comunicação, educação, saúde e moradia.

Identificação do Entrevistado(a)
Nome: Otacelio Jose de Sousa
Ocupação: Agricultor
Idade:72 anos
Pesquisador: Francisco Fabricio da Silveira
13 anos, 7° ano

Lagoa Salgada - Mapeamento Cultural

MAPEAMENTO DAS EXPRESSÕES CULTURAIS
FICHA 2
OFÍCIOS E MODOS DE FAZER
Lagoa Salgada

Pesquisador (a): Francisco Bruno de Vasconcelos; Francisca Janielle Rodrigues; Maria Janiele Silveira; Érica Marques de Sousa; Maria das Dores Cardoso; João Pedro dos Santos; Vanessa Jéssica Vasconcelos.Nome do ofício / modo de fazer: Artesanato de palha.

Nome / identificação do (a) responsável pelo ofício / modo de fazer:
Terezinha Maria de Jesus. Conhecida popularmente como Dona Tereza. Filha de Maria Marques de Sousa e João José Medeiros. Reside em Lagoa Salgada, município Cruz.

Descreva a origem e a história do (a) responsável pelo ofício / modo de fazer:
Nasceu na comunidade de guarda município de Bela Cruz, desde seus oito anos de idade que desenvolve esse ofício, teve influencia de sua mãe e até os dias atuais que realiza essa atividade, produzir produtos da palha da carnaubeira.

Onde acontece? (comunidade, distrito, bairro,município, estado)
Na comunidade, em sua própria casa.

Especifique detalhadamente os locais onde se desenvolve esse ofício / modo de fazer: (descreva onde o ofício/modo de fazer acontece. Ex. terrenos, quintais, ruas, centros culturais etc.)
Em sua própria casa.

Quando acontece?Há uma data específica para a realização da atividade?
Sim (X) Não ( )
Qual?
No período de janeiro a julho.

Descreva o ofício / modo de fazer. (indicar as etapas, as matérias-primas, ferramentas de trabalho, os cantos, as danças, instrumentos etc.)
É retirada as palhas das carnaubeiras, em seguida após a secagem das palhas ela seleciona as palhas melhores para a confecção da trança que é o principal instrumento para a produção dos produtos como a saca, o uru, o chapéu,o abano, a esteira,etc. As ferramentas utilizadas para esse trabalho são suas próprias mãos.

Quais os produtos resultantes da atividade?
Como já citados acima os produtos resultantes da atividade são: sacas, urus, vassouras, esteiras, abanos, chapéus, etc.

Porque acontece? (meio de vida, celebração, prática religiosa etc.)
É um meio de vida e porque as pessoas da comunidade precisa para utilizar no seu dia-a- dia, na agricultura e pecuária.

Qual a relação do objeto mapeado com o universo da criança e do adolescente?
Através desse ofício as crianças podem aprender mais sobre a grande função da palha no passado de nosso lugar.


Identificação do entrevistado (a)
Nome: Terezinha Maria de Jesus
Como é conhecida (a): Dona Tereza
Ocupação: Produzir artesanato de palha
Desde quando mora na localidade? Desde seus 15 anos.
Gênero
( ) Homem ( X ) Mulher

Idade: 55 anos
Onde nasceu: Bela Cruz
Etnia
( ) Indígena
( ) Negro
( ) Pardo
(X) Branco

Função que desempenha no ofício e / modo de fazer?
Artesã

Para o entrevistado (a), qual a importância desse ofício e/ modo de fazer?
È muito importante para nosso sustento e da minha família.

Paraguai - Mapeamento Cultural

FICHA 01
Manifestações Culturais e Eventos

Forró Pé-de-Serra

No estado do Ceara, no município de Cruz na comunidade de Paraguai, no bairro de Alto Alegre. Mora o senhor Francisco Claude moura de 55 anos, nascido e criado em Paraguai.
Chico Claude diz que o forró pé-de-serra começou com a idéia de divertir as pessoas e quem lhe deu sua idéia foi um amigo seu.
Com o uso apenas da safona, triangulo, zabumba e o tambor o forró acontecer com animação só. Geralmente o forró acontece duas vezes no mês, nos finais de semana.
Não importa a idade, sexo, nível social e muito menos a raça, pois negros, pardos e brancos participam dessa manifestação e não só os trabalhadores rurais não, pessoas de outras comunidades também.
“Nunca tive condições de montar um clube, mais me contendo apenas com salão de minha residência, pois é lá que promovo minha festa” conta Chico Claude e que no final ainda diz emocionado “ Essa tradição veio passando de pai para filho e se depender de mim vaio continuar”.

Nome: Lindomar Valdemar Moura
13 anos
9° ano
EEF João Evangelista da Cruz



FICHA 01
Manifestações Culturais e Eventos


Leilão de Prendas

Raimundo Nonato Profiro, conhecido como Raimundo Santana, é um agricultor de 52 anos e mora co comunidade de Paraguai. Ele conta que há 6 anos realiza leilões na igreja de sua comunidade Paraguai.
Raimundo Santana, conta que faz assim: primeiramente, reúne um grupo de pessoas para pedir prendas na comunidade. Pode ser ovos, bolos, peru, farinha e outros. Segundo juntam as prendas para leiloar. No dia do evento chama o leiloado, que é ele mesmo e reúne as pessoas. Que dar o maior preço é o que leva a prenda. Quando maior o preço melhor.
Ele conta que aprendeu com seu pai Manuel Santana, via seu pai gritando o leilão, e se acostumou a gritar nos leilões da igreja da comunidade. Muitas pessoas participam dessa manifestação tanto crianças, adolescentes como adulto.
O objetivo do leilão é arrecadar fundos para a igreja e ao mesmo tempo serve para divertir as pessoas.

Nome: Ariana Renata Profiro
12 anos
8° anos
EEF João Evangelista da Cruz

FICHA 02
Oficio e Modo de Fazer


Bolo de Goma/Grude

Raimunda Nonata Carvalho, 48 anos nasceu em Paraguai, residente da comunidade do Córrego dos Texeira desde 1977 aprendeu fazer bolo diferente.
Raimunda aprendeu a fazer grude com sua mãe, quando era adolescente, “Achava interessante a maneira como ela fazia e comecei a praticar o hábito, e comecei a cozinhar na minha casa” Diz dona Raimunda.
Ela conta que faz assim:
Ingredientes: Goma, coco, sal e água
Modo de fazer: coloque em uma tigela a goma, o coco, sal e água. A parte, deixe um pouco do leite do coco para colocar na palha de bananeira, amasse com as mãos os ingredientes até dá o ponto de colocar na palha e leve para assar numa forma em fogareiro/fogo brando.
Dona Raimunda diz que hoje suas filhas já praticam a arte de fazer este bolo. O grude ele e feito na cozinha de sua casa. Ele é usado na alimentação da sua família.

Nome: Raimunda Tamila Freitas do Nascimento
12 anos
7° ano
EEF João Evangelista da Cruz





FICHA 02
Oficio e Modo de Fazer


Vassoura de Palha

Maria Madalena Pires de Paulo conhecida como dona Madalena é agricultora, nasceu em Itapipoca e mora em Paraguai desde 1951 e tem 66 anos. Ela fala que começou a fazer vassoura desde pequena e começou a praticar aos 13 anos de idade.
Para se fazer vassoura precisamos de corda, faca e palha. Primeiro corta-se as palhas, depois faz um molho das mesmas amarra-se, corta as pontas que ficam. Pronto esta feita a vassoura para o uso domestico ou para sua vendas
Doma Madalena conta que tudo isso é uma fonte de renda para sua família.

Nome: Maria Rafaela Ribeiro
11 anos
7° ano
EEF João Evangelista da Cruz


FICHA 03
Lugares, Prédios e Construções.

Igreja de Nossa Senhora do Perpeto Socorro

Eulália Barbosa de Araújo conhecida como dona Eulália me contou tudo sobre a fundação da igreja católica. Ela mora em Paraguai faz 51 anos, é aposentada e trabalhos como dona de casa, 70 anos de idade.
A igreja esta localizada no Córrego dos Prefeitos. O terreno foi doado por o senhor Francisco das Chagas. Quem ficou a frente da construção da igreja foi o falecido Chico André juntamente com a comunidade. Ela foi fundada em meados do ano 1999 a 2000.
A principal manifestação realizada pela a igreja é a festa de nossa senhora do perpeto socorro, padroeira da mesma, que vem acontecendo desde o ano de 2001 geralmente entre o final do mês de junho e o inicio do mês de julho. Os projetos futuros são santas missas populares, sobre a fraternidade.

Nome: Gleyciane Ferreira de Santana
12 anos
8° ano
EEF João Evangelista da Cruz




FICHA 04
Lendas, Causos, Superstições e Curiosidades

A Vassoura atrás da porta

Maria Conceição Pires, conhecida como Maria Sé, é uma agricultora de 60 anos. Ela conta que a vassoura atrás da porta é uma superstição que existe na comunidade em casos de pessoas que acreditam que isso espantam más visita.
Dona Maria Sé conta que faz assim: coloca-se uma vassoura atrás da porta principal, segundo ela dentro de pouco tempo a pessoa vai embora.
O fato dessa historia acontecer nos dias atuais é que as crianças e adolescentes aprendem com os pais e outros, levando-as acreditar e muitas vezes praticar, continuando a preservação de uma cultura muito antiga que até hoje existe.
É bom conhecer a história de nossos povos, pois é com ela que preservamos a cultura cearense ou de qualquer outro tipo de cultura.

Nome: Raimunda Tamila Freitas do Nascimento
12 anso
7°ano
EEF João Evangelista da Cruz


FICHA 08
História Locais

História da Comunidade de Paraguai

Segundo o senhor Francisco das Chagas Brandão conhecido como Chaga Gil, que (hoje) é agricultor, nasceu em Cavalos Bravo e mora em Paraguai desde 1928 tendo 89 anos. A origem do nome de Paraguai começa assim: um índio que morava em Paraguai (pais) saiu de seu lugar para buscar um meio de vida melhor. Em sua jornada ele chegou até aqui, um lugar onde só havia animais, mato e pessoas iguais a ele.
Então ele construiu uma cabana onde morou durante muito tempo, até que um dia atacaram a sua tribo e ele lutou bravamente para defendê-los até sua morte. Após isso os outros índios colocaram em homenagem a esse guerreiro o nome de onde eles moravam o mesmo de onde ele nasceu, de Paraguai, como é até hoje.
Por isso que na nossa localidade existem muitos descendentes indígenas onde a cultura dos mesmos vem passando de geração em geração.

Nome: Maria Rafaela Ribeiro
11 anos
7° ano
EEF João Evangelista da Cruz




FICHA 08
História Locais


Historia de Alto Alegre

Dona Maria do Livramento Araújo conhecida como dona Maria, mora na localidade desde de 1969, tem 62 anos e conta um pouco do seu lugar.
Dona Maria falou que Alto Alegre é um (lugar) vilareijo pertencente a comunidade a comunidade de Paraguai, que tinha o nome de cansação que depois passou a ser chamado de Enferninho , apelido dado por moradores devido que existia bares e sempre tinha confusão.
Os moradores de família responsáveis, juntamente com o pastor José Nicodemos Brandão decidiram colocar o nome Alto Alegre, Alto porque a região é mais elevada geograficamente e Alegre por a localidade agora ia passar ser alegre e feliz.
Com a opinião de todos tudo mudou com um tempo. Hoje tem muitas construções como o chafariz para beneficiar com a água. Agora Alto Alegre é feliz, tem a igreja Evangélica e o povo de bem com a vida.

Nome: Francisca Edna da Costa
13 anos
8° ano
EEF João Evangelista da Cruz